Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

30
Jan 11

O funcionamento das estruturas do Estado Português, do ponto de vista de um gestor interno. Vejamos, quem acaba sempre com o menino nas mãos. Se questionássemos todos os responsáveis da cadeia hierárquica da Administração Pública, relativamente aos problemas de funcionamento, obteríamos as seguintes respostas dos intervenientes, seja qual for o serviço.

O Chefe de Secção diria: - Isto poderia funcionar como deve ser se o Chefe de Divisão quisesse. Ele não fala com ninguém, não delega, não informa, não estipula objectivos, não planeia, andamos aqui perdidos, só servimos para apagar fogos.

O Chefe de Divisão diria: - Isto poderia funcionar como deve ser se o Director de Serviços quisesse. Ele não faz reuniões, guarda as informações só para si, concentra tudo nas suas mãos, resolve tudo em cima da hora.

O Director de Serviços diria: - Isto poderia funcionar muito bem se os Directores-Gerais quisessem. Eles não sabem, ou não querem, fazer as coisas como deve ser. Não temos ideia nenhuma para onde vamos, não conhecemos os objectivos, andamos a gerir isto ao acaso.

O Director-Geral diria: - Isto poderia funcionar bem se o Ministro quisesse. Eles não informam a tempo, os objectivos são sempre para ontem, não há planeamento, nem objectivos marcados.

O Ministro diria: - Isto poderia funcionar bem se a União Europeia quisesse. É uma estrutura muito pesada, não informam a tempo, o planeamento deles é muito complexo, há muitos interesses em jogo, a condicionar as políticas.

Por último o Presidente da União Europeia diria: - Isto poderia funcionar bem, se Deus quisesse. É neste caldo cultural que continuamos mergulhados e sem fim à vista.

publicado por franciscofonseca às 16:46
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28
Jan 11

 

Quero compartilhar com todos os leitores deste blog esta reflexão curiosa. Os portugueses são muito mais ricos que, os norte-americanos, senão vejam:

Pagamos por um litro de gasolina, mais do triplo do que eles; as nossas tarifas de electricidade e de telemóvel são 80 % mais caras do que nos EUA; as comissões bancárias por serviços e processos de crédito são o triplo; um carro que custa 8.500€ nos Estados Unidos, por cá custa 20.000€.

Em New York o Governo Estatal, cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, em Portugal pagamos 23% porque somos muito mais ricos. E felizes com estes 23%, pagamos ainda avultados impostos municipais, para sustentar todos aqueles parasitas.

Os impostos da gasolina e gás, álcool, cigarros, cerveja, vinhos, faz com que estes produtos atinjam valores superiores a 300 % do seu valor real. Um Banco privado vai à falência e todos nós pagamos. O nosso Governador do Banco de Portugal tem um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que, o do Governador do Banco Federal dos Estados Unidos.

Em Portugal, todas as famílias gostariam de ter os filhos em colégios privados, enquanto nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos estudantes prevendo que, as famílias não os podem comprar.

O Estado paga salários irreais a alguns dos seus funcionários, aos gestores das empresas públicas, comparativamente com os norte-americanos. Em Portugal paga-se elevadas taxas de IRS, nos Estados Unidos quem ganha menos de 3.000 dólares (2.185€) não paga impostos. Depois pagamos ainda impostos de esgotos, lixo, água, gás, electricidade e áudio visuais. Pagamos ainda a segurança dos bancos, dos condomínios privados.

Mas afinal quem é rico? Nós somos pobres porque gastamos muito mal o dinheiro!

publicado por franciscofonseca às 12:17
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26
Jan 11

Em muitos países, o cinismo é uma doença do olhar que, desacredita todos os que pensam na novidade como possível, funciona como uma mordaça imperceptível, silenciando aqueles que se sentem injustiçados. A cegueira é imposta, o direito à liberdade de expressão é esmagado. Na Tunísia, o regime de Ben Ali foi deposto através do poder do povo. A situação preocupa a comunidade internacional, pois, a destabilização da Tunísia, pode contagiar, por arrastamento, outros países da região.

Esta revolução pode abrir janelas de oportunidade, para forças radicais islâmicas, de virem a exercer maior influência ou até mesmo o poder. Estou certo de que, muitas pessoas dos países vizinhos gostariam de ver emergir, um novo poder político democrático, baseado na vontade popular e respeitador dos direitos e liberdades das populações, por forma a potenciar e induzir, maior respeito pela vontade das pessoas, em outros países da comunidade árabe.

Na Argélia, a tensão nas ruas aumenta a cada dia que passa, o povo exige que seja levantado o estado de emergência que, está em vigor no país desde 9 de Fevereiro de 1992. Estes países, na minha opinião, estão e vão pagar um preço muito alto, pelo cinismo e hipocrisia em que tem vivido. A globalização e o progresso tecnológico vão encarregar-se, naturalmente de fazer a revolução, no interior das pessoas. Chegará o tempo, em que a revolução sairá as ruas, por vontade dos povos, como começa também a acontecer no Egipto, onde o presidente Hosni Moubarak ocupa o poder há 30 anos.

publicado por franciscofonseca às 16:17
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24
Jan 11

O povo português escolheu ontem o seu presidente para os próximos 5 anos. Os resultados ditaram a reeleição de Cavaco Silva, com uma votação expressiva. Também a abstenção obteve um novo recorde de 53%. Mas desta eleição, na minha opinião, podem ser retiradas muitas ilações. A primeira delas prende-se com o desinteresse manifestado pelos portugueses, pois mais de metade dos eleitores inscritos não participaram, o que pode levar à falta de representatividade dos eleitos, em futuros actos eleitorais.

Segundo, todos os prestigiados analistas, comentadores políticos, da nossa praça criticaram o sistema eleitoral brasileiro, a quando das últimas eleições presidenciais, a propósito dos resultados obtidos pelo Tiririca, mas, as mesmas celebridades, desta feita, não fizerem qualquer comentário, aos 4,5% do Tiririca português. Pois é, já diz o velho ditado: pimenta no rabinho dos outros, para nós é refresco. Sejam coerentes, mesmo gozando do direito ao disparate.

Terceiro, os partidos políticos esgotaram a sua capacidade de mobilização, o vazio de ideias, de projectos, de iniciativas, o marasmo em que se encontra a política portuguesa, afasta as pessoas dos movimentos partidários. A prova está no facto de 20% dos votos terem sido dados, a candidatos sem qualquer apoio partidário. Os partidos ainda não perceberam, que já não faz sentido falar de políticas de esquerda, de centro, e de direita, de matrizes ideológicas do século passado. O fim das ideologias já foi anunciado, os políticos do futuro, terão de voltar-se para a defesa de valores, causas, em prol de uma sociedade mais equilibrada, onde os grandes contrastes sociais sejam atenuados e os jogos de influência postos de parte.

publicado por franciscofonseca às 18:28
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18
Jan 11

A gestão é sempre um exercício inteligente de congregação de forças e equilíbrios, tendentes a obter o máximo de resultados, com o mínimo dispêndio de recursos. Já Peter Druker dizia que “o propósito de construir o futuro não é decidir o que deve ser feito amanhã, mas o que deve ser feito hoje, para que haja um amanhã”.

Assim, no caso português, algumas medidas poderiam ser tomadas, no sentido de economizar, já hoje, milhões de euros, aumentar a produtividade e os resultados, da gestão pública do amanhã.

De uma forma geral, começando pelo topo, reduzir gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos, carros, motoristas, dos políticos em geral. Isto deveria ser replicado no poder local, nas administrações centrais e regionais, nas forças e serviços de segurança e nas empresas estatais.

Seguidamente, extinguir centenas de institutos públicos, fundações públicas e empresas municipais, que servem unicamente para dar emprego aos boys dos partidos. Proceder à redução das câmaras municipais, das juntas de freguesia. Adoptar o regime de exclusividade para quem cuida do bem público.

Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, estudos, que são caríssimos. Por termo a cultura dos lugares para os amigos, através do tráfico de influências. Cortar com os ordenados de milionários dos gestores de empresas privadas, e por último, fazer um controlo apertado à actividade bancária.

Muitas mais haveria, mas se estas escolhas e decisões fossem tomadas hoje, tendo em conta a crise que atravessamos, a capacidade de regeneração de valor social e económico, levariam a um processo transformacional, em direcção a construção de um futuro sustentável. O grande problema é que não temos políticos na nossa praça, capazes de implementar tais medidas. Este é o nosso verdadeiro défice.

publicado por franciscofonseca às 17:06
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16
Jan 11

Todas as pessoas que se vêem na iminência de deixar cargos de poder, ou por se reformarem, ou por fim de ciclo, sentem uma sensação muito próxima, daqueles que deixam a droga. A perda do poder é também, uma perda do papel social e de tudo que está associada a ele. O poder vicia as pessoas quer a nível físico, quer a nível psicológico. Isto explica a dificuldade das pessoas, que estão muito tempo no poder, de o deixar quando chega o momento, pois, em certos casos chegam mesmo a resistir à saída.

A excitação, a adrenalina, sentidas nas discussões importantes, que envolvem outros dirigentes de topo, faz com que as pessoas se sintam sempre muito preenchidas interiormente. Quando deixa de acontecer, o vazio começa a ser cada vez maior, deixa-se de sentir o sangue correr nas veias, os indivíduos ficam afectados de forma irremediável. Estar fora do poder corresponde a estar longe das câmaras de televisão, das primeiras páginas dos jornais, ou seja, longe do frenesim social, quase invisível.

Um dos exemplos mais actual é o do ex-presidente Lula, quando afirmou que é difícil voltar à planície, depois de ter trilhado um caminho difícil e tortuoso para chegar ao poder. Esta franqueza não está ao alcance de qualquer um, pois ele consegue, nas suas declarações expor perfeitamente, as grandezas e as debilidades de um ser humano. Pena que todos aqueles que exercem o poder, seja a que nível for, não tenham a mesma humildade, pois o mundo seria bem diferente.

publicado por franciscofonseca às 16:35
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14
Jan 11

 

O presidente francês, Sarkozy, afirmou que vai lutar com todas as forças, pela manutenção do euro e que não deixará os especuladores acabarem, com um símbolo do projecto europeu. Então é mesmo verdade que o euro está em risco de continuar, pois quando se luta contra alguma coisa é porque existe uma ameaça.

A Europa esta a braços com a maior crise desde que existe a moeda única, alguns dos seus membros já foram socorridos, os casos da Grécia e Irlanda, perfilando-se Portugal, como o próximo país a ser intervencionado. Mas muitos outros, encontram-se em maus lençóis, como são o caso da Espanha e Itália. Quem neste momento dirige as operações é sem dúvida, o eixo franco-alemão.

Assim sendo, Angela Merkel vem dizer que está empenhada, com todos os Estados membros, na resolução desta crise. A sua mensagem é muito clara, a Alemanha fechou as torneiras do dinheiro, deixou de suportar o devaneio e a bacoquice dos políticos destes países, que não foram capazes de aproveitar as oportunidades, para criar estruturas produtivas, capazes de potenciar o desenvolvimento económico e social.

Finalmente, temos o duque que falta, para completar o trio de ataque, o presidente da Comissão Europeia, José Barroso, como é conhecido cá na terra. Anunciou um conjunto de medidas, que passam por um controlo mais apertado, das políticas de consolidação fiscal. Estas medidas, segundo José Barroso, devem ser encaradas como um forte sinal a favor da estabilidade na zona do euro, nomadamente na tranquilização os mercados de dívida soberana. Pois meus senhores, desenganem-se, como diz o velho ditado, quanto mais se baixam, mais se vê o rabinho e os mercados não tem contemplações. 

publicado por franciscofonseca às 18:26
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12
Jan 11

Os últimos indicadores, que medem a confiança dos portugueses, para o ano de 2011, caíram para níveis nunca antes sentidos, em termos de pessimismo. Não vou enumerar as razões, pois todos nós as conhecemos, ou melhor, quase todos, para este sentimento invadir a sociedade portuguesa. Em muitos momentos da nossa história, o país passou por grandes dificuldades, graves problemas, enormes obstáculos e crises avassaladoras, mas não foi de certeza, com os braços cruzados, que se chegou a bom porto.

Estamos na altura de agitar consciências, procurar novos conceitos, novas ideias, capazes de reformular as velhas estruturas, que já não respondem aos novos desafios colocados, por esta aldeia global.

É impressionante, como passados 110 anos da morte, do grande escritor Eça de Queirós, as suas palavras mantém-se actuais: “o pessimismo é excelente para os inertes”. Temos urgentemente, de regressar às origens, para encontrar o caminho, da nossa identidade nacional, do verdadeiro valor da nossa nação e de todos os portugueses.

Necessitamos de determinação, coragem, convicção e atrevimento, para vencer mais esta crise, mostrando as nossas qualidades, a nossa capacidade de realização, de trabalho. Venceremos se tivermos audácia, para derrubar o conformismo, que paralisou a nossa sociedade.

publicado por franciscofonseca às 17:32
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10
Jan 11

Alemanha e França empurram Portugal para a ajuda externa, pois muito brevemente o país ficará incapaz de se financiar, nos mercados a taxas de juro sustentáveis. Quanto mais medidas, nesta altura forem tomadas para acalmar os mercados, pior será para o futuro de Portugal. O medo de contágio a outros países, como a Espanha, Itália é muito real. Muitos portugueses já estão a pagar a factura, pois vejo cada vez mais pessoas a pedir nas ruas, outras em busca de alimentos nos caixotes do lixo e sei que muitos, por vergonha, sofrem em silêncio. Não podemos sentir vergonha da história que escrevemos.

A factura já chegou em termos económicos, mas ainda vai chegar uma factura mais pesada, pois Portugal está a criar gerações sem preparação, sem valores, sem qualificações necessárias para enfrentar este mundo cada vez mais globalizado. Se o presente é difícil o futuro irá ser tenebroso, pois não conseguimos aprender com os erros do passado, não temos memória da história colectiva do nosso país.

Estamos a passar tempos em que política está mergulhada num lodaçal, onde há uma falta gritante de liderança, capaz de arrepiar caminho para um novo rumo, pois, cada vez mais somos comandados, pela senhora baronesa, como já lhe vi chamar, Angela Merkel.

As pessoas deixaram de estar no centro das atenções, das preocupações, para dar lugar ao sistema financeiro, aos mercados de capital, aos lucros imediatos. Todas as crises criam rupturas, quer na sociedade, quer nas estruturas do Estado, estamos no tempo certo para criar essas rupturas. A revolução, principalmente a da solidariedade tem de ser feita, só em conjunto e com grande união se conseguirão resolver as crises individuais, para depois resolvermos esta crise socioeconómica colectiva. Deixo as sábias palavras de António Aleixo, para reflexão “o pão que sobra à riqueza, distribuído pela razão, matava a fome a pobreza e ainda sobrava pão”.

publicado por franciscofonseca às 16:05
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08
Jan 11

 

O centro de tropas de comandos do exército português foi alvo um incidente muito grave. Desapareceram 10 armas de calibre de guerra, duas espingardas automáticas G-3 de 7,62 milímetros, duas pistolas-metralhadoras HK MP5 de nove milímetros e mais seis pistolas USP, não se sabendo até à data o seu paradeiro. Normalmente, os depósitos de armamento nas unidades militares são pela sua natureza, os locais melhor protegidos.

Não ficaria nada surpreso, que se viesse a constatar, que o quartel tenha sido alvo de uma infiltração, por parte do crime organizado e violento, que alastra em Portugal. Hoje, a disciplina que impera, nestas unidades de tropas especiais, nada tem a ver com a que imperou noutros tempos. O facilitismo, a desresponsabilização, a indisciplina, são os novos valores das novas gerações, com reflexo directo nas condutas individuais, no sentimento de pertença, na unidade colectiva e na operacionalidade.

O tráfico de armas é um problema gravíssimo para a segurança dos Estados, sendo um dos principais negócios do crime organizado, acabando por gerar desvios graves nas sociedades. As estatísticas oficiais da UN dizem que andam em circulação no mundo, 640 milhões de armas, que são responsáveis por meio milhão de mortos por ano.

Bem, se os nossos quartéis não apresentam condições de segurança, o melhor é mesmo fechá-los. Poupa-se muito dinheiro e podem servir outras causas muito nobres. Por exemplo, albergar todos aqueles que vivem nas ruas, dos principais centros urbanos, servir de abrigo provisório para centenas de imigrantes ilegais, que aterram no nosso país, trazidos pelas redes de tráfico internacional de seres humanos. Acho que poderia ser uma boa solução.

publicado por franciscofonseca às 17:24
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