Charles Darwin foi quem desenvolveu a teoria da evolução das espécies. Nas suas experiências, estudos, os que sempre venceram foram aqueles que melhor se adaptaram à mudança e não os mais fortes ou os maiores. Penso que esta teoria se aplica aos nossos dias, quer ao nível dos cidadãos, empresas, sociedade e país.
Os tempos difíceis, como aqueles que enfrentamos actualmente servem para aperfeiçoar os indivíduos. Passamos por uma grande oportunidade, para refinarmos comportamentos, atitudes e hábitos. A lamentação, a pouca auto-estima e a maledicência, de nada nos valerá para ultrapassar estes tempos conturbados.
A grande e verdadeira luta que, temos pela frente prende-se, com a forma como aproveitamos a mudança global. Compreender esta mudança é a chave para encontrar a atitude colectiva correcta, para vencer os desafios. Neste mundo de incertezas em que vivemos, a única certeza que podemos ter é mesmo a mudança.
O desenvolvimento tecnológico acontece a uma velocidade estonteante. A globalização é universal, incontornável, competitiva, exigente, e culturalmente neutralizante. Não é por acaso, que vemos hoje ditaduras dissiparem-se em dias, o que faz, com que o poder seja cada vez mais relativo e efémero. Os direitos adquiridos no passado e presente, já não servem como garantias para o futuro.
Quer-me parecer que os nossos jovens, a chamada “geração à rasca” que cresceram e foram educados em condições privilegiadas, durante a sua adolescência, têm como inimigos principais a resignação e a vitimização. Estes são porventura, os principais entraves ao seu futuro. Os jovens têm de se adaptar à mudança, serem empreendedores, criativos, inovadores e terem muita coragem









