Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

27
Jun 11

As crises fazem parte das nossas vidas e não podemos ficar assustados, nem demasiadamente ansiosos. Esta crise por que estamos a passar ficou-se a dever, sobretudo, a lideranças negligentes, ignorantes e baseadas na mentira. Os problemas políticos, sociais e económicos são causados pelo homem, devido a sua natureza bipolar, dual, ou seja, apta para o bem e para o mal.

Por outro lado, o Mundo Ocidental é impaciente, as respostas aos problemas são normalmente apressadas, muitas vezes contraditórias e geralmente insuficientes. Einstein dizia que "tudo deve ser feito da forma mais simples possível, mas não mais simples que isso”. Desta forma, os problemas são constantemente adiados, os políticos adiam para quem vem a seguir, as pessoas adiam, pois acreditam que a situação pode melhorar.

A maioria dos líderes revêem-se na posição, mas estão redondamente enganados, a liderança é um processo de cooperação e não de individualismo. Os líderes portugueses têm medo de delegar e partilhar o poder, assim, perdem-se elevadíssimos recursos, meios e talentos. É urgente banir das lideranças os individualismos egoístas e utilitaristas. Em grande parte, esta lógica de lideranças contribuiu para a crise, a todos os níveis.

O tempo de adversidades torna as pessoas mais fortes, aguça as suas competências. Chegou a hora de Portugal se livrar do seu estatismo avassalador, das lideranças individualistas, de pensarmos na nossa autoprotecção e fazer-nos valer de nos próprios. Temos de perder um pouco o espírito de coitadinhos e criar uma liberdade partilhada e responsável. Só desta forma voltaramos a ter esperança no futuro.

publicado por franciscofonseca às 20:19
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23
Jun 11

O centro da Europa está a viver momentos difíceis devido a bactéria Escherichia Coli. Esta bactéria já infectou milhares de pessoas e está a provocar o caos nos hospitais da Alemanha. Como é que a E. Coli aparece nos alimentos e resiste a oito diferentes classes de antibióticos? Pensei que os investigadores alemães fossem mais perspicazes, mas pelos vistos não conseguem descobrir a origem desta bactéria.

O saber empírico diz-nos que é praticamente impossível imaginar, como poderia aparecer esta bactéria, de forma espontânea no mundo natural. Assim, se esta bactéria teve origem nos alimentos, como os alemães fazem querer, então como é que ela adquiriu toda esta resistência aos antibióticos, dado que não são usados nos vegetais?

Então só resta uma explicação, se não pode ter sido criada na natureza, apenas pode ter tido origem num laboratório. Mas com que finalidade aparece nos alimentos? Talvez estejamos na presença da velha tríade: problema, reacção e solução. Primeiro causam o problema, depois aguardam a reacção do público e finalmente decretam a solução desejada, ou seja, o controle sobre o abastecimento global de alimentos frescos.

Por conseguinte, se as pessoas tiverem medo de vegetais frescos, a sua alimentação recairá sobre alimentos processados, que normalmente promovem doenças degenerativas e impulsionam os lucros das poderosas companhias farmacêuticas.

Estamos no início de uma nova era global, de novas estirpes de bactérias que não podem ser tratadas com qualquer fármaco conhecido. As mortes causadas pela E. Coli correspondem a uma nova era de armas biológicas usadas nos alimentos, criadas por grupos de cientistas loucos, ao serviço dos laboratórios das principais farmacêuticas.

Na Alemanha há quem pense que se tratou de um ataque terrorista. Concordo, mas que foi perpetrado pelas companhias farmacêuticas contra pessoas inocentes, como sempre acontece nos ataques terroristas.

publicado por franciscofonseca às 09:56
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19
Jun 11

Portugal está em pré-insolvência, a miséria está nas ruas a níveis impensáveis e as expectativas futuras dos portugueses, dos mais velhos aos mais novos, bateram no fundo, ajoelhando-nos à esmola dos nossos parceiros internacionais. O novo governo foi conhecido quando se deu o eclipse lunar, poderá ser um sinal. Quantas vezes a minha esperança será posta à prova, por quantas provas terá ela que passar?

O nosso país continua com um défice muito grande de responsabilidade criminal, civil e principalmente moral, comparativamente com o défice das contas públicas. Mas os portugueses na sua generalidade não estão preocupados com este défice, apesar do preço elevadíssimo que pagam. Quantas vezes mais a minha confiança vai ser posta à prova, quantas vezes a minha esperança vai ter de esperar mais?

Acabamos por ser todos culpados pelos desvarios cometidos pelos políticos, pelo facto de termos confiado, de nos termos mantido comodamente a aguardar os acontecimentos e por acharmos que tudo é normal, que nada necessita de um ponto final, que não é necessário concluir nada, que nada é definitivo e tudo é temporário, improvisado e desenrascado.

Existe em Portugal uma teia subterrânea de corporações, negociações, segredos, lavagem de dinheiro e injustiças, a que a justiça do copy paste não tem acesso e a verdade nunca vem a tona. Os tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é justo que a mentira dos políticos portugueses venha trazer ainda mais sofrimento, a todos aqueles que mais necessitam.

Vão ser tempos de coragem, para enfrentar tudo e todos, rumo a um Portugal de verdade, de ética e de valores, para que a insolvência programada não aconteça e haja um país com futuro. Vamos pagar limpo a quem devemos, e receber limpo dos nossos fregueses, com o tempo seremos livres, éticos e felizes.

publicado por franciscofonseca às 13:55
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16
Jun 11

O escudo se ainda circulasse teria feito 100 anos, em 22 de Maio deste ano, mas foi substituído em 2002 pelo euro, para mal dos nossos pecados. O novo governo prepara-se para entrar em funções e levar a cabo o programa da troika. Considero, que a primeira medida acertada, seria sair imediatamente do euro e voltar ao nosso saudoso escudo. Esta ideia pode parecer meio estapafúrdia, mas certamente o melhor caminho, para o nosso futuro económico e social.

O endividamento é brutal, quer do Estado, quer das famílias. O problema é político e estrutural, pois 50% da economia trabalha para o Estado. Faz-se acreditar que a austeridade é o único caminho possível para se sair da crise económica, quer os líderes europeus, quer os nossos governantes estão plenamente convencidos disso. Mas as vozes têm gritado, de forma crescente, nas ruas de diversas cidades desta velha Europa. As pessoas começam a chegar a um estado de saturação e se estas vozes continuarem a ser ignoradas, poderemos assistir a confrontos sociais preocupantes, em toda a Europa, nos tempos mais próximos.

Aos países periféricos da Europa só lhes resta uma única via, para recuperarem a competitividade e o crescimento económico, que passa pelo regresso às moedas nacionais. Para muitos, ao lerem o post, este cenário parecerá inconcebível, nos dias que correm. As diferenças entre os países são abismais, quer seja nas políticas económicas, orçamentais ou de competitividade, somando a inexistência de reformas estruturais profundas e aceleradas que compensem estas diferenças, este cenário que agora parece totalmente absurdo e irreal, será a solução daqui a dois ou três anos, mas com muito mais custos para todos nós, do que fosse encetado agora.

Não me restam dúvidas, de que os benefícios que estes países vão colher, enquanto se mantiverem na zona euro serão muito menores, do que os benefícios de sair, apesar do estrondo e da convulsão, que isso poderia causar no seio dos patrões do sistema financeiro mundial.

publicado por franciscofonseca às 19:17
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13
Jun 11

A correlação de forças na economia mundial ficou de pernas para o ar, nos últimos três anos. No início da recessão, em 2008, surgiu o G-20, onde Barak Obama julgou poder partilhar o comando dos assuntos mundiais, com a China num G-2, mas a resposta foi negativa. Assim, a única superpotência, os Estados Unidos não consegue mais impor a sua vontade e nenhuma outra potência tem vontade de partilhar os riscos de uma nova época.

Existe a ideia de vazio geopolítico, que poderá levar o mundo a um G-Zero, onde a volatilidade e os conflitos vão aumentar. Nas últimas cimeiras do G20 apenas foram produzidas frustrações. A China continua a defender que é uma economia em desenvolvimento, com grandes desafios internos e sem vontade para ser vista como superpotência global.

Os EUA permanecem a potência mais forte e assim vão continuar nos tempos mais próximos, mas deixou de ter força suficiente para impor grandes mudanças no mundo.

A crise financeira e a recessão global acentuaram os cuidados com o risco, em todos os países. Desta forma, os governos percebem que a sua sobrevivência depende mais da protecção, dos empregos locais e do crescimento local. Este facto começará a alterar a dinâmica da globalização conforme o Ocidente a concebeu.

Vamos assistir ao proteccionismo comercial, guerras cambiais e diminuição da importância mundial do dólar como divisa internacional. Novas medidas restritivas e de controlo serão colocadas em prática, que levantarão novas barreiras à velocidade de circulação com que as ideias, a informação, as pessoas, os produtos, os serviços e o dinheiro galgaram fronteiras. Estamos em pleno recuo da globalização, na forma como tem sido pilotada pelo Ocidente.

publicado por franciscofonseca às 22:00
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09
Jun 11

A diferença de mentalidade e de atitude entre a Europa e os Estados unidos, a propósito da vida sexual das figuras públicas é completamente contrastante. O caso de Dominique Strauss-Kahn é bem disso uma prova, por alegada tentativa de violação de uma empregada de hotel foi detido e destituído do cargo de presidente do FMI. Quem não se lembra quando os americanos quase destituíram o seu presidente Bill Clinton, por ter tido um caso com uma estagiária da Casa Branca.

Ao contrário, os europeus gozam com esta atitude, principalmente em relação ao puritanismo americano. Em muitas ocasiões, quando são desvendados relacionamentos fugazes, que envolvem figuras públicas na Europa, o facto é considerado um factor de virilidade. Temos o exemplo italiano, em que o seu primeiro-ministro, Sílvio Berlusconi, com mais anos em função nas últimas décadas, tem orgulho do seu apetite sexual, não tendo qualquer preconceito em afirmar em público, que adora a vida e adora mulheres.

Por outro lado, na Europa existe uma cultura de cooperação entre o Estado e os media, de forma a manterem em segredo os devaneios de alguns políticos, principalmente no Reino Unido, onde é possível obter sentenças judiciais, que proíbem a revelação de situações, que envolvam políticos. Esta tolerância dos europeus pode ser perigosa, e tornar difícil a distinção entre relações consentidas, assédio ou violação.

Outra grande diferença consiste no tratamento, que é dado aos arguidos e as vítimas dos dois lados do atlântico. No caso de Strauss-Kahn os media passaram exaustivamente as imagens do arguido algemado, mas a vitima foi poupada. Os franceses ficaram chocados e consideraram uma afronta à dignidade do arguido. Na Europa preserva-se os direitos dos acusados e explorara-se mediaticamente as vítimas.

A justiça nos países europeus é muito sóbria, nos Estados Unidos é tudo muito mais teatralizado, em nome da transparência. Mas goste-se ou não, a verdade é que uma simples empregada de hotel obteve uma resposta pronta, das autoridades policiais à sua queixa, prendendo uma das figuras mais importantes do mundo. Desconfio, mas mesmo muito, se este senhor em Portugal, em França, em Itália, ou noutro país europeu, teria o mesmo tratamento, por parte da justiça e das polícias.

publicado por franciscofonseca às 19:31
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07
Jun 11

A maioria dos portugueses escolheu um novo rumo político para o seu futuro. O novo governo terá um difícil e árduo caminho a percorrer, será obrigado a partilhar muitas das decisões governativas. Mas, os portugueses têm dificuldade em partilhar, seja o poder, as ideias e os riscos, devido à desconfiança que sentem, em relação a tudo e a todos. Todos vivemos dias de desmotivação, descrença e desalento, mas é tempo para todos, de arregaçar as mangas e levar para a frente a nossa missão individual e colectiva. Chegou a hora de deixar de parte os cenários apocalípticos.

Todos sabemos que o FMI vai estar entre nós, que o desemprego vai aumentar, que o poder de compra dos portugueses vai diminuir, que Bin Laden foi morto, que o presidente do FMI está preso, que a banca vai continuar a coleccionar lucros astronómicos, que as catástrofes naturais tendem a aumentar e finalmente, que os planetas se vão alinhar no próximo ano. Tudo isto não deverá contribuir para o afastamento dos objectivos primordiais.

Viver em democracia pressupõe dar voz ao povo e saber aceitar as suas escolhas. Espero que esta mudança rompa com o passado, em termos de rigor, credibilidade, honestidade, criatividade, inovação, humildade, perseverança, audácia, esforço e conquista.

Como somos nós quem pediu emprestado, deveremos honrar os nossos compromissos, cumprir com as nossas obrigações, para podermos alcançar os nossos objectivos. Só desta forma os credores ganharam confiança no país novamente.

A nação portuguesa merece melhor pelo seu passado, pois conseguimos projectar o país no mundo, de forma exemplar e única. A nação lusa precisa de todos nós, dos mais jovens, dos mais experimentados, na construção de um futuro seguro. As futuras gerações sentirão orgulho em Portugal, se conseguirmos transformar este momento trágico, numa nova epopeia.

publicado por franciscofonseca às 20:24
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05
Jun 11

Em dia de eleições em Portugal, escolhi falar sobre ditadores. O que motiva alguns ditadores continuarem agarrados ao poder, nos países árabes? Os bombardeamentos da OTAN chovem em Tripoli, mas Khadafi continua no poder. Na Síria, Bashar al-Assad já tirou a vida a mais de um milhar de cidadãos, na tentativa de acabar com os protestos. O presidente do Iémen, Ali Addullah Saleh recusa-se abandonar o poder, apesar da grande agitação vivida no país.

Se pesquisarmos nas bibliografias de Estaline, Mao, Saddam Hussein, Adolf Hitler, Mugabe e Salazar, verificamos que existem padrões que moldam estas personalidades ditatoriais. Mas até ao momento, ainda nenhuma pesquisa concluiu como é que os líderes se transformam em ditadores.

Existem características que são comuns, como por exemplo a psicopatia. Os psicopatas são normalmente assassinos, mentirosos, impulsivos, brutais e cruéis, o que acontece com a maioria dos ditadores.

Alguns ditadores são narcisistas e paranóicos, normalmente os seus subordinados não têm autorização para os questionar. Ignoram a realidade que os rodeia, perdem a capacidade de auto analise e o mundo a sua volta é visto de forma automática e simplista. O poder faz com que haja um afastamento da realidade, com o passar dos anos. Quase todos eles sofrem aumentos da sua loucura, à mediada que vão envelhecendo.

Os ditadores não compreendem que chegaram ao fim, Saddam Hussein poderia ter suplicado pela sua vida, Mubarak deveria ter deixado o Egipto antes da resignação, Khadafi deveria retirar-se antes de tudo perder e Hitler poderia ter acordado a paz. A questão é que os ditadores são belicamente fortes e psicologicamente fracos. Quase todos são incapazes de implorar e por isso acabam aniquilados.

publicado por franciscofonseca às 16:08

02
Jun 11

O líder do Partido Trabalhista Português pela Madeira, José Manuel Coelho é o tiririca português, que poderá ser eleito deputado da Assembleia da Republica portuguesa, nas eleições legislativas, que irão decorrer em 05 de Junho próximo. O candidato anda sempre acompanhado de uma vassoura tendo já dado umas vassouradas nos magistrados, nos deputados, nos líderes dos partidos políticos do sistema e nos corruptos.

Esta campanha eleitoral ficou marcada pela falta de ideias concretas para resolver os graves problemas do país, os líderes partidários embrenharam-se em ataques pessoais, em discursos vazios. Nenhum líder abordou o essencial, ou seja, a forma como cada um dos partidos pensa cumprir o memorando assinado com a troika. Hoje, os partidos de ideologia de esquerda apregoam políticas de direita e os partidos de ideologia de direita, prometem implementar políticas de matriz de esquerda. Cada vez mais faz menos sentido falar-se em ideologias de esquerda e direita.

A confusão é generalizada, toda a gente anda a procura dos culpados, mas nenhum partido anda preocupado em encontrar aqueles, que podem tirar o país deste fosso, onde se encontra. Nenhum líder partidário apelou à mobilização geral dos portugueses, pois nenhum se lembra, que somos todos nós, através de um esforço colectivo quem pode resolver esta crise política, social e económica, em que o país se encontra mergulhado.

Infelizmente assistimos a uma campanha triste, sem objectivos concretos, sem humildade. Provavelmente, a campanha intelectualmente mais medíocre da história da democracia portuguesa. Se o tiririca português for eleito deputado, a próxima Assembleia República vai ser muito mais animada, divertida, com maior ruído e vai ser muito difícil para alguns deputados fazerem aquelas sonecas, que já se tronaram um hábito para muitos. Por outro lado, seria um sinal muito forte, para todo o sistema político português. A ver vamos!

publicado por franciscofonseca às 16:37
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