No mundo existem 1,8 mil milhões de pessoas que vivem de atividades paralelas, gerando oito biliões de euros, o que faria da economia paralela, caso fosse considerada, a segunda maior, logo a seguir à dos Estados Unidos. Em Portugal a economia paralela equivale a 25% do PIB, rendendo 43 mil milhões de euros. O aumento dos impostos indiretos, como o IVA, o crescimento do desemprego, o elevado consumo do estado são as principais causas do aumento da economia paralela.
Os portugueses sempre tiveram apetência pela economia subterrânea, com o agudizar da crise, na atual conjuntura, a subida do IVA para 23% na restauração, torna-se um negócio cada vez mais rentável sem fatura.
Os impactos da economia paralela para o desenvolvimento económico do país são devastadores, principalmente na concorrência entre as empresas, pois umas pagam impostos e outras não pagam. Esta tendência está a agravar-se, sendo necessário tomar medidas urgentes no combate efetivo contra a fraude fiscal.
O grave problema da economia paralela é a diminuição da receita fiscal, logo menos receita fiscal significa mais sobrecarga para aqueles que já cumprem as suas obrigações, acabando por asfixiar empresas e cidadãos.
As atividades paralelas não estão englobadas no PIB nacional, assim o PIB é menor do que é na realidade. A pressão imposta a Portugal pelas agências de rating, devido ao rácio da dívida sobre o PIB de 83% ser muito elevado, da possibilidade de não conseguirmos pagar a dívida, nem termos crescimento económico, seria bem diferente se o PIB fosse maior, pois o rácio da dívida seria substancialmente menor. O aumento brutal da carga fiscal só está a servir para agravar o fenómeno da economia paralela, o encerramento das empresas, aumento do desemprego e diminuição da receita fiscal. Será que nunca vamos conseguir sair da teoria e cair na realidade?


















