Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

31
Jul 12

É comum dizer-se que as utopias estão mortas, mas a realidade que as alimentou e justificou durante séculos continua bem viva. As desigualdades em todo o mundo, desde o triunfo do liberalismo desenfreado, nos anos oitenta, são cada vez maiores. As profundas desigualdades na distribuição da riqueza no mundo atingiram atualmente proporções verdadeiramente chocantes. Em cada 3,5 segundos morre um ser humano à fome. Cerca de 1,2 mil milhões de pessoas vivem em condições de pobreza extrema, com menos de um dólar por dia.

Desde 1990, data marcante do início do fenómeno da globalização, o número de pessoas que vivem com menos de dois dólares por dia aumentou para três biliões. Mais, hoje, metade da população vive com menos de dois dólares por dia. Que organização económica é esta que obriga metade da população mundial a viver com menos de dois dólares por dia? Que mundo é este em que vivemos?

O desperdício de recursos nos países mais ricos está a conduzir a humanidade para caminhos muito perigosos, em termos de sustentabilidade do ser humano. Sabe-se que bastava que nestes países, se deixassem de alimentar os animais domésticos à base de cereais e de soja, e estes alimentos fossem distribuídos pelos necessitados, para se pôr fim à fome no mundo.

Nos últimos tempos e presentemente milhões de pessoas afogam-se no consumismo e no desperdício enquanto centenas de milhões de pobres e famintos apelam à solidariedade dos mais afortunados, que é inexistente. Esta é a maior utopia deste nosso mundo, isto é, a grande esmagadora maioria dos homens perdem a saúde para juntarem dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por não viver no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido.

publicado por franciscofonseca às 16:05
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28
Jul 12

O homem é um animal de costumes. Todos nós temos maus hábitos, de que gostaríamos livra-nos deles. Muitas das nossas atividades diárias não são respostas a decisões deliberadas, mas a ações inconscientes, ou seja, hábitos. Desde o de preparar o pequeno-almoço, o de seguir sempre pelo mesmo caminho para o trabalho, todo dia levamos a cabo um sem-número de ações como atos inconscientes.

Quando executamos um hábito, pensamos menos. A nossa atividade neurológica reduz-se até quase de apagar. Apesar de não estarmos condenados a realizar essas ações habituais perpetuamente, elas não podem ser eliminadas, mas podem ser substituídas por outras, que aumentem a nossa produtividade e bem-estar.

Normalmente os hábitos são constituídos por um gatilho, uma rotina e uma recompensa. O gatilho dá a ordem para o cérebro passar ao modo automático e indica que hábito precisará lançar mão em cada situação. A rotina é o comportamento em si, que pode ser físico, mental ou emocional. Finalmente, a recompensa ensina ao cérebro se vale a pena guardar um hábito particular para execução futura. Com o tempo, o circuito gatilho-rotina-recompensa-gatilho-rotina-recompensa torna-se mecânico.

Se quer eliminar maus hábitos, o segredo é modificar um componente do circuito de cada vez. Para mudar uma rotina, é preciso manter o velho gatilho e substituir o comportamento por algo cujo prêmio seja também uma velha recompensa. Depois de algum tempo, o nosso cérebro se antecipará à recompensa e emitirá um impulso que fará com que adquiramos um novo hábito. É precisamente aqui que a maioria dos gestores, governantes, juízes, entre muitos outros, erra no decorrer da tomada de decisões, pois habituam-se a tomar más decisões e não conseguem mudar os seus hábitos.

publicado por franciscofonseca às 11:37
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24
Jul 12

Portugal é um dos países com mais história do continente europeu e do mundo, com um património cultural muito valioso e com um património natural desbaratado constantemente, por gente que nunca soube gerir coisa alguma, que criou um sistema em que as necessidades são muito superiores às suas capacidades.

A nossa geografia, a nossa paisagem, o nosso mar maravilhoso, nunca conseguiram proporcionar um sentimento de felicidade e bem-estar capazes de originar cidadãos mais felizes e consequentemente mais produtivos. Sempre fomos um país do fado triste.

Quando estamos mais felizes, em harmonia com a vida, somos por norma mais produtivos, mais interessados, mais dinâmicos, mais capazes. Por outro lado, as pessoas obscuras, tristes e consequentemente infelizes são normalmente menos produtivas apesar de se acharem as mais espertas.

Atualmente a nossa população está triste, deprimida, frustrada e sem esperança no futuro. O incrível é que todas as gerações estão desiludidas com os caminhos trilhados por Portugal. Os que viveram na ditadura passaram da euforia à depressão, os que sempre viveram em democracia sentem a frustração pelo abandono e falta de respeito por parte dos eleitos.

Por isso os mais novos a convite do governo da república já começaram a abandonar o país, a minha geração questiona-se sobre o seu papel neste lindíssimo e ineficiente país. Os mais velhos refletem sobre o que andam aqui a fazer. Assim, as perguntas mais lógicas sobre as quais devemos todos refletir são: o que vai ser deste país? Quem serão os que terão coragem para ficar por cá? Os gestores que são bem remunerados, mas ficam a gerir o quê? Talvez a gerir os vazios que conseguiram criar durante o tempo que tiveram responsabilidades governativas…

publicado por franciscofonseca às 20:44
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21
Jul 12

Frustração, solidão e tendência a culpar os outros pelos próprios erros são pontos em comum, que ligam autores de um tipo de crime, que sempre ganha a atenção da sociedade por ter caráter fugaz, frio e calculista. Estes atiradores concentram as mortes em uma única ocasião, promovendo massacres que, em geral, servem apenas para um propósito, o de chamar a atenção.

A chacina desta sexta-feira é o pior episódio desde o massacre de 33 estudantes na universidade Virgínia Tech, em 2007, e aconteceu a apenas 20 quilômetros do massacre do instituto de Columbine, onde em 1999 dois alunos mataram 13 pessoas antes de se suicidarem.

O pouco que se sabe sobre James Holmes aprofunda o significado do drama nacional que se vive nos EUA, com mais um episódio na cidade Aurora, Colorado. Numa nação impulsionada em 2001 ao medo do terrorismo, mais uma vez um capítulo triste é escrito por um indivíduo sem nenhum tipo de envolvimento político, mas marcado pela reclusão e pela discrição.

O autor do massacre que provocou 12 mortos comprou legalmente as armas que utilizou para realizar o massacre, assim como as 6 mil munições  que comprou pela internet nas últimas semanas. Muitos teóricos defendem que proibindo todas as armas e todos os filmes violentos, estas matanças de inocentes acabarão por terminar. Mas seja qual for a teoria, nenhuma serve para explicar o inexplicável, apenas servem para atenuar o nosso sentimento de vulnerabilidade que sentimos perante este tipo de tragédias.

Independentemente das restrições a armas ou a filmes, psicopatas isolados e armados sempre existirão. Por mais irónico que pareça, a única coisa a esperar, é que no momento em que alguém usa uma arma para matar inocentes, exista também outra arma, de preferência legítima, para o parar.

publicado por franciscofonseca às 12:19
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19
Jul 12

A Síria é um dos países árabes menos influenciados e influenciáveis pelo mundo ocidental, ou por qualquer outro país, em função de seu histórico isolamento, devido principalmente ao alinhamento à ex-URSS no contexto do confronto com Israel e da Guerra Fria. O verdadeiro e único aliado importante de hoje é o Irão.

A Rússia e a China são aliados da Síria, principalmente devido aos interesses geoestratégicos. Hoje usaram o poder de veto para impedir resoluções do Conselho de Segurança da ONU que tinham como objetivo pressionar o presidente sírio, Bashar al-Assad, a pôr fim ao conflito de 16 meses que já matou milhares de pessoas.

Mas, a Síria faz parte do plano de democratização, que alguém já batizou de primavera árabe, que só terminará quando chegar ao Irão. Na Tunísia, Marrocos, Egito, Iêmen, Jordânia, Bahrein e Líbia os planos de democratização já estão em marcha. Chegou a hora da queda do regime sírio, mas neste caso, o líder do mundo ocidental não optou pela via da intervenção militar como aconteceu na Líbia. Os serviços secretos fizerem os mesmo trabalho que foi feito no Egipto.

A maioria dos militantes envolvidos no conflito militar na Síria são mercenários recrutados no Iraque, Líbia, Jordânia e Arábia Saudita que utilizam armas tecnologicamente sofisticadas concebidas para combates urbanos, sistemas de visão noturna, meios de comunicação modernos, que causam as maiores baixas ao exército e serviços de segurança sírios.

A mais que provável renúncia do presidente Bashar al Assad poderá estar próxima. Mais do que nos demais países árabes, é o fim de uma era. Um fim muito abrupto de uma era tão duradoura quanto dura.

A ser confirmada a renúncia, Assad vai adotar o modelo seguido pelo Egipto, de entregar os anéis para não perder os dedos. Neste caso, deixar o poder junto com toda a cúpula do partido Baath para entregá-lo ao exército, a fim de que este tente comandar e controlar a transição política. Os riscos são, literalmente, explosivos. Pois pode ser muito pouco e muito tarde.

publicado por franciscofonseca às 21:27
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17
Jul 12

Vivemos numa época que aceita como um dado adquirido que os valores estão em crise. Em todas as épocas sempre surgiram vozes manifestando idênticas impressões. A nossa, neste ponto, parece ter assumido que se terá atingido uma crise generalizada. Não existem atualmente critérios seguros para distinguir o justo do injusto, o bem do mal, o belo do feio; tudo é relativo, subjetivo, obscuro e incerto.

O meu país está mergulhado numa grave crise económica e social, mas ao mesmo tempo numa profunda crise de lideranças, que são incapazes de rasgar horizontes, de projetar um país de futuro, desenvolvido, credível, onde todos os cidadãos sintam orgulho em viver.

Hoje, as nossas lideranças seguem a corrente dos mercados da aparência, da imagem, do marketing, ou seja, são espampanantes, pouco racionais, pouco prudentes, clamam por políticas frenéticas, gritam, gesticulam, têm comportamentos espalhafatosos, usam palavras bacocas e não aceitam a contingência do fracasso como homens.

Normalmente são mal-educados, passam a vida a denegrir colegas de profissão, os seus adversários, fazem grandes blefes, provocam, fantasiam, colocam-se em bicos de pés, a culpa é sempre dos outros e não sabem fazer uso da nobreza do silêncio. As tendências ditam as regras, os líderes têm de ser indiscretos, pouco sensatos, pouco afáveis, muito espetaculares nas atitudes, num mundo e numa sociedade que clama por sangue, aldrabões, falcões e abutres.

Nos dias de hoje, a vida pública, económica e social transformaram-se em verdadeiras selvas humanas, de pessoas sobranceiras, sem qualidade, sem competência e sem ética. Ainda acredito num país melhor, mas a esperança é cada vez menor.

publicado por franciscofonseca às 22:07
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12
Jul 12

Ao longo de tantas décadas, não é pequena a quantidade de bandas fabulosas que surgiram. Em contrapartida, o advento de artistas com qualidade duvidosa é igualmente proporcional. Mas no final das contas, os Stones são alguns dos poucos que conseguiram envelhecer com dignidade e competência o suficiente a ponto de ter sua arte perpetuada de geração a geração.

Foi a 12 de julho de 1962 que a banda, então oficialmente apresentada como "Mick Jagger e os Rollin'Stones", estreou-se ao vivo no clube-cave londrino Marquee, num concerto que durou cerca de 50 minutos.

Ao sucesso inicial alcançado nos anos 1960, seguiram-se uns conturbados anos 1970 e uns 1980 com concertos com um nível de produção inédita apresentados em longas digressões mundiais.

Contar a história completa deles é uma tarefa deveras complexa, talvez impossível. Seria necessário escrever livros, produzir filmes, pintar quadros e até encenar peças de teatro. Parabéns e continuem.

publicado por franciscofonseca às 14:59
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08
Jul 12

Volto a dedicar um post ao tema da corrupção, mas agora procurando elencar alguns caminhos para a combater. O fenómeno da corrupção é um problema humano, social, político, económico e ético e que, apesar de também se ter globalizado, não é inevitável. Além de mecanismos sociais para a prevenir, depende muito do sentido de justiça dos poderosos para a combater. Esta é uma verdade quer serviu o passado e que serve o presente.

A luta conta a corrupção é uma guerra sem fim à vista. Não existem soluções mágicas e os objetivos de luta contra a corrupção tem de estar na agenda política, quer a nível nacional, quer a nível internacional e felizmente parece que estão, e depois todas as instituições do Estado têm de colaborar nisso, nomeadamente na prevenção.

São necessários novos comportamentos com enfoque para práticas anticorrupção – de prevenção, de deteção e reação – mas também políticas que adotem novos modelos e ferramentas que visam combater este fenómeno, cada vez mais generalizado e com dimensões verdadeiramente astronómicas.

Por outro lado, é necessário a criação de uma cultura que nega a corrupção ou a fraude e que tenha a coragem de correr o risco de perder qualquer contrato, se tal significar hipotecar os nossos valores éticos. Isto significa uma busca pela excelência e, por consequência, a criação de uma cultura de não corrupção, que deverá ser partilhada por todos, por forma a gerar um ambiente de convivência saudável e de negócios limpo.

Mas o que gera a corrupção é o dinheiro. É tempo de acabar com as desculpas, não podem continuar a existir refúgios seguros para o dinheiro corrupto. Os maiores problemas que a luta contra a corrupção enfrenta são o segredo bancário e os paraísos fiscais. Muito do dinheiro sujo vai parar a contas na Suíça, porque tem sistemas bancários demasiado protecionistas e permissivos.

publicado por franciscofonseca às 20:22
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05
Jul 12

Em Portugal a crise demográfica e social é especialmente preocupante, tendo vindo a agravar-se com a crise económica que assola o mundo inteiro, e em particular todos os países da União Europeia. A crise demográfica é especialmente grave, no caso português, sendo necessárias medidas urgentes e contundentes por forma a corrigir uma situação atípica e altamente preocupante.

A população passiva esta a aumentar significativamente em relação a população ativa. Isto traz repercussões dramáticas, que vão desde as excessivas deduções para a segurança social, de forma a garantir as pensões e a disponibilidade de outros serviços sociais a toda a população, a sérios desequilíbrios nas estruturas de produção e consumo, assim como as ramificações nas áreas sociais e económicas que possuem uma estreita ligação com a idade, como são, por exemplo, o emprego, a educação, a habitação e os cuidados de saúde.

Neste sentido, a lista dos efeitos negativos é muito extensa: diminuição do número de pessoas que compõem a população ativa; envelhecimento progressivo dessa mesma população ativa; desequilíbrios que obrigam a alterações nas políticas de reforma; desequilíbrios no investimento e poupança a nível coletivo e familiar; diminuição do rendimento familiar disponível; aumento dos gastos em saúde; subutilização e redundância no sector da educação; primazia dos valores conservadores na política; desequilíbrios nas estruturas familiares; aumento da problemática de socialização intergeracional; fragilização das relações primárias de apoio; possível quebra do sistema de Segurança Social.

Espero que as autoridades políticas em Portugal tomem verdadeira consciência da gravidade da situação atual, e para além de aumentar a proteção e o apoio aos idosos, fomentem leis que facilitem e favoreçam a constituição de famílias e estimulem a natalidade. Só desta forma Portugal deixará de ocupar um dos últimos lugares no ranking mundial de natalidade, e os lugares cimeiros no que respeita ao envelhecimento da sua estrutura demográfica.

publicado por franciscofonseca às 17:04
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03
Jul 12

Muitas tradições horrendas, como a escravatura, casamento infantil ou o infanticídio no feminino continuam a ser práticas em muitos países que compõem o G20. O pior país para se nascer mulher é a Índia, onde as mulheres e as raparigas continuam a ser vendidas como objetos, a serem obrigadas a casar-se, em muitos casos, com apenas 10 anos, a serem queimadas vivas devido a disputas relacionadas com o seu dote e, no que respeita às mais jovens, a serem abusadas como escravas do trabalho doméstico.

Tanto ao nível legal como social, as mulheres na Arábia Saudita são cidadãs de segunda classe. Proibidas de conduzir, o que consiste num símbolo de enorme restrição no que respeita à mobilidade das mulheres, não existe qualquer lei que as proteja da violência doméstica e, em tribunal, o testemunho de um homem vale pelo de duas mulheres.

As mulheres indonésias sofrem atos de violência sexual todos os dias, sendo a violação a forma mais frequente dessa violência. Outras formas incluem o tráfico, o assédio e a exploração sexual, em conjunto com a tortura.

Apesar dos progressos inegáveis para as mulheres no que respeita a leis e participação política desde o final do apartheid, a África do Sul possui ainda uma das mais elevadas taxas de violência sexual com base no género do mundo.

No México as taxas de violência contra as mulheres são extremamente elevadas, sendo esta de natureza doméstica, sexual e relacionada com drogas. A china apresenta níveis de descriminação de género extraordinariamente elevados. A preferência pelo filho-homem tem igualmente sérias consequências no desenvolvimento social e económico do país. Milhões de raparigas são dadas como mortas e desparecidas devido a práticas de infanticídio.

A violência doméstica é uma prática disseminada na Rússia, país onde não existem leis de proteção para a mesma, sendo que não existe qualquer tipo de justiça para as vítimas. A prostituição não tem estatuto e as profissionais da área são frequentemente agredidas pela polícia. O tráfico de seres humanos é igualmente uma questão preocupante.

As mulheres e as raparigas na Turquia continuam a ser mortas em nome da honra ou da castidade, a serem forçadas a casamentos precoces ou a escravatura doméstica, sendo sujeitas a todos os tipos de violência. As mulheres são extremamente sub-representadas na força de trabalho e nos órgãos de decisão, ao mesmo tempo que o conservadorismo se torna cada vez mais usual na política, restringindo a liberdade das mulheres e reforçando os papéis de género tradicionais.

publicado por franciscofonseca às 22:01
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