Atualmente as maiores oportunidades de negócio, em conjunto com os maiores desafios que enfrentamos, são globais por natureza e, por isso, exigem líderes que sejam igualmente globais. O mundo necessita de verdadeiros líderes globais como construtores e articuladores, de recursos e de talentos ao longo de várias fronteiras políticas e culturais. Mentalidade positiva, empreendedorismo e cidadania são competências essenciais para os líderes globais.
A mentalidade global permite aos líderes relacionarem-se com os indivíduos e com as organizações em múltiplas esferas. O seu espírito empreendedor equipa-os de forma a criar valor através desses mesmos relacionamentos. E a sua noção de cidadania estimula-os a oferecer um contributo positivo às comunidades com as quais se envolvem. O relacionamento, a criação e o contributo constituem as três características por excelência que fazem, um líder global.
Contudo, os verdadeiros líderes globais são definidos não só pelos seus conhecimentos e relacionamentos terrenos, nem pelas oportunidades globais que vislumbram, mas sim pela forma como conseguem contribuir para o desenvolvimento dos contextos múltiplos nos quais operam. Os verdadeiros líderes globais não exploram uma comunidade para beneficiar uma outra. Encontram, ao invés, soluções para se a criação de um valor multidirecional. Não encaram os negócios como um jogo de soma zero, mas como um mecanismo para gerar prosperidade adicional.
Assim, desta forma a globalização tem vindo a trazer benefícios sem precedentes para muitos, mas não para todos. Centenas de milhões escaparam aos efeitos desumanizadores da fome e da pobreza. Mas são também centenas de milhões que continuam presos a estas armadilhas. E a nossa capacidade para construir uma economia global, verdadeiramente sustentável e inclusiva, irá depender de quão bem ajudarmos as novas gerações de líderes a tornarem-se globais.









