<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<!---->
<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">
  <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca</id>
  <title>O MUNDO EM CONTRAMÃO</title>
  <subtitle>Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!</subtitle>
  <author>
    <name>franciscofonseca</name>
  </author>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/"/>
  <link rel="self" type="text/xml" href="http://blogs.sapo.pt/users/franciscofonseca/data/atom"/>
  <updated>2013-05-11T16:54:59Z</updated>
  <link rel="service.feed" type="application/x.atom+xml" href="http://blogs.sapo.pt/users/franciscofonseca/data/atom" title="O MUNDO EM CONTRAMÃO"/>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:115686</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/115686.html"/>
    <issued>2013-05-11T17:48:22</issued>
    <title>Portugal tem um governo daltónico</title>
    <published>2013-05-11T16:54:59Z</published>
    <updated>2013-05-11T16:54:59Z</updated>
    <category term="atualidade"/>
    <category term="políticos daltónicos"/>
    <category term="news"/>
    <category term="portugal"/>
    <category term="world"/>
    <category term="mundo"/>
    <category term="pessoal"/>
    <category term="blog"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=vRz92kU88VZOz1pbPaRS"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor;" src="http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bdb146107/14970252_vkWo7.jpeg" alt="" width="500" height="305" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sou levado a pensar que os nossos governantes são todos daltónicos. Assistimos, todos à degradação governamental, da política e dos políticos, mas todos se agarram ao poder como lapas, pois fora do governo são pessoas impreparadas, sem visão gestionária e sem experiência de vida. O património estatal e genético de Portugal continua a ser delapidado, com uma verborreia insalubre, em que tudo justifica os meios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Penso que vivemos tempos de reflexão, de procura de respostas verdadeiras como os políticos do arco da governação depauperaram o país. Qual a nossa culpa como cidadãos de uma sociedade estruturada e democrática. As chagas dos nossos tempos como o desemprego, a pobreza, a crise dos valores e descentralização da dignidade da pessoa humana, carecem de uma urgente intervenção cívica de todos os portugueses.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os &lt;em&gt;lobbies&lt;/em&gt; partidários atrofiam os políticos que estão no poder, controlam as políticas e tiram os dividendos dessa pressão. As cadeiras partidárias são ocupadas consoante os interesses dos bancos e das grandes empresas. Fala-se há muito tempo em reformas estruturais, mas todos os políticos fogem delas, pois isso acabaria com os “tachos” que estão sempre reservados, quer na administração pública e nas empresas portuguesas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É esta a principal razão pela qual não há competitividade interna. Nestes tempos de urgência social é necessário que todos os cidadãos sejam responsáveis, que as políticas e os políticos sejam responsabilizados, que o nosso parlamento e o sistema eleitoral sofram uma refundação, que as fortunas esporádicas sejam descortinadas, a favor de uma sociedade digna, equilibrada e centrada nas pessoas.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:115235</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/115235.html"/>
    <issued>2013-05-05T20:24:05</issued>
    <title>O flagelo do mercado laboral</title>
    <published>2013-05-05T19:26:25Z</published>
    <updated>2013-05-05T19:27:25Z</updated>
    <category term="mercado laboral"/>
    <category term="mundo"/>
    <category term="pessoal"/>
    <category term="blog"/>
    <category term="atualidade"/>
    <category term="opinião"/>
    <category term="news"/>
    <category term="portugal"/>
    <category term="world"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=8VcuwVac11RCZuUwC5r8"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor;" src="http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2d14405b/14941004_kcei2.jpeg" alt="" width="500" height="378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em muitos países o emprego escasseia e na sua maioria os jovens estão inativos. É terrível para um país, para uma sociedade deixar os seus jovens no limbo, dependentes de subsídios, que experimentam longos períodos de inatividade, perdendo a oportunidade de adquirir competências e autoconfiança no mercado laboral. Como podem os políticos falar em esperança quando os jovens têm o seu futuro hipotecado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O sentimento de realização é extremamente importante nas nossas vidas. Ter trabalho oferece significado, traz um propósito pelo qual lutamos e nos dá motivação e força para iniciarmos mais uma jornada da nossa vida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O mercado laboral está em constante transformação. Muitas pessoas queixam-se do trabalho em excesso, do desrespeito pelos horários cada vez mais extensos, dos chefes arrogantes e insuportáveis, mas nos tempos que correm, aqueles que têm ocupação devem dar graças por ter trabalho. Esta parece ser uma verdade indiscutível.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todavia, vivemos tempos em que os empregadores tentam explorar cada vez mais os seus empregados, pois existe pouca oferta e muita procura e quando assim é o resultado mais visível é o decréscimo dos salários e a deterioração e precarização das relações laborais. Para melhor ilustrar a modernidade podemos dizer que “Sem trabalho, toda a vida começa a apodrecer, mas quando o trabalho é feito sem alma, a vida asfixia e morre”, escreveu Albert Camus.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os países com taxas de desemprego jovem alarmantes, como Portugal, Itália e Espanha, o fenómeno do crime violento têm aumentado, em contraponto com o mundo rico. Sinto que os governos estão completamente atordoados com as questões financeiras, mas o futuro destes países depende sobretudo de políticas educacionais que resolvam a incompatibilidade/desadequação entre a educação e o mercado laboral. É necessário acabar com o fosso existente entre o mundo da educação e o mundo do trabalho. É urgente por termo ao processo Bolonha e revolucionar a educação técnica e vocacional, no sentido de aproximar as empresas as escolas. Por último rever os conteúdos educativos e expandir as áreas de estudo da ciência e da tecnologia. Considero ser esta uma revolução necessária e urgente na busca de um futuro melhor.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:115105</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/115105.html"/>
    <issued>2013-05-01T13:29:35</issued>
    <title>Tragédia humana fruto do capitalismo especulativo</title>
    <published>2013-05-01T12:37:27Z</published>
    <updated>2013-05-01T14:39:23Z</updated>
    <category term="capitalismo"/>
    <category term="dia do trabalhador"/>
    <category term="especulação"/>
    <category term="portugal"/>
    <category term="crise financeira"/>
    <category term="1º maio"/>
    <category term="blog"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=LyRtJQjCycGzZ7W6IDZC"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor;" src="http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B26134148/14923769_nZIzo.jpeg" alt="" width="500" height="333" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Comemorou-se&lt;/span&gt; o Dia Internacional dos trabalhadores por todo o mundo, que foi decretado no 1º de Maio de 1889, no Congresso Operário Internacional, reunido em Paris. Mas, o 1º de Maio teve a sua origem em 1886, quando cerca de 500 mil trabalhadores se manifestaram nas ruas de Chicago, nos EUA, exigindo a redução da jornada de trabalho para oito horas. Os manifestantes foram reprimidos e dispersados pela polícia violentamente, acabando por ferir e matar dezenas de trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Passados 116 anos o 1º de Maio mantém todo o seu significado e atualidade, numa época em que cada vez mais pessoas são atiradas para o desemprego, em nome dos interesses do capital financeiro. O capitalismo tem hoje como característica básica a financeirização, ou seja, uma predominância das finanças em comparação com as atividades substantivas do capital. &lt;em&gt;Karl Marx dizia que "Todas as nações capitalistas são periodicamente acometidas de um desvario: o de procurar fazer dinheiro sem recorrer ao processo de produção." &lt;/em&gt;Esta fase trágica que vivemos deve-se ao desvario da especulação, que resultou na crise financeira. Mas a especulação ainda não terminou e o incremento da exploração do trabalho acarretará níveis insustentáveis de exploração para os trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É nesta conjuntura que continuam a existir milhões de adultos e crianças, que são escravizados por grandes multinacionais, pois só dessa forma se consegue uma produção a baixo custo e produtos a preços competitivos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por isso assistimos a deslocalização de grandes grupos económicos, para países onde se pratica a mão-de-obra barata, a ganância dos predadores, contínua e com a feroz competitividade económica, os produtos finais têm de chegar aos consumidores aos melhores preços, com os mais baixos custos de produção.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O futuro é demasiado inserto para fazer previsões, mas não vislumbro, no curto e médio prazo, um retorno a um capitalismo menos violento do que aquele que sofremos todos nós atualmente. Por isso penso que a tragédia humana vai continuar a agravar-se e tentar sustentar o contrário é viver no mundo de ilusões.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:114809</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/114809.html"/>
    <issued>2013-04-25T10:29:40</issued>
    <title>As reformas da democracia</title>
    <published>2013-04-25T09:42:00Z</published>
    <updated>2013-04-25T09:55:33Z</updated>
    <category term="atualidade"/>
    <category term="25 de abril"/>
    <category term="liberdade"/>
    <category term="news"/>
    <category term="portugal"/>
    <category term="world"/>
    <category term="mundo"/>
    <category term="pessoal"/>
    <category term="blog"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span style="color: #0000ff; text-decoration: line-through;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=4yppKQZmW8vkGld4BM18"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor;" src="http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bcd132bcb/14901974_rrPum.jpeg" alt="" width="500" height="375" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #0000ff; text-decoration: line-through;"&gt;Hoje comemora-se o 39.º aniversário do dia da liberdade. Antes do 25 de Abril de 1974 este blog seria assinalado com o lápis azul.&lt;/span&gt; A todos aqueles que lutaram, à sua maneira, pela alteração do regime, por um Portugal desenvolvido, moderno e livre, aqui deixo o meu tributo. Penso que a comunidade política vigente não presta o devido reconhecimento, aos responsáveis pela instituição dos valores democráticos e de liberdade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muitos dos valores de Abril estão a perder-se, para uma sociedade bipolarizada, onde apenas existem os muito ricos e os muito pobres. Para os últimos, os valores democráticos e de liberdade estão completamente comprometidos. Por outro lado, desde 1974 que todos ouvimos falar em reformas. A mais falada desde sempre é a reforma do Estado. Mas muito se tem falado também nas reformas do sistema judicial, na reforma do sistema fiscal, na reforma do sistema de ensino, na reforma da segurança social e na reforma do sistema nacional de saúde.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Curiosamente, todas estas reformas têm sido adiadas pelos sucessivos governos, pois os grupos de interesses instalados e infiltrados no aparelho estatal têm travado todas e quaisquer tentativas, o que tem contribuído largamente para se ter chegado à grave situação de emergência, em que nos encontramos. Penso que é chegada a hora de começar a falar na reforma do sistema democrático.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todas as reformas necessárias e prometidas não têm passado dos discursos e dos debates. Portugal necessita de profundas reformas com vista a alcançar níveis de desenvolvimento económico, social e político, que permitam viver numa sociedade mais próspera, democrática e livre. Mas para que isso suceda são necessários líderes sem amarras ao poder financeiro e aos interesses instalados. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Portugal é um país cheio de história, mas somos um povo sem memória coletiva. Hoje, vivo num país sem cultura democrática, num país onde os seus jovens têm de emigrar em busca de alternativas, que satisfaça as suas aspirações e que os livre do sentimento de inutilidade. Enquanto não formos capazes de criar oportunidades para a maioria dos nossos jovens, não haverá reformas que nos valha, seremos um país com baixa autoestima, com o futuro adiado e seriamente comprometido.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:114547</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/114547.html"/>
    <issued>2013-04-21T13:35:01</issued>
    <title>Os porcos doentes</title>
    <published>2013-04-21T12:37:29Z</published>
    <updated>2013-04-21T12:37:29Z</updated>
    <category term="atualidade"/>
    <category term="sick piigs"/>
    <category term="news"/>
    <category term="portugal"/>
    <category term="world"/>
    <category term="euro"/>
    <category term="eu"/>
    <category term="mundo"/>
    <category term="pessoal"/>
    <category term="blog"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=K2RSy9Po61RCUS78Um7z"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor;" src="http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2613706b/14890012_JnSz8.jpeg" alt="" width="500" height="334" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A crise da moeda única está a entrar no seu quarto ano de história e nem os mais otimistas conseguem vislumbrar o seu fim. No início da epopeia era só a crise da dívida grega, mas logo os mercados especulativos se viraram para outras paragens, como Portugal, Irlanda, Itália e Espanha, dando origem ao que se passou a designar por PIIGS, nos países anglo-saxónicos. Com a entrada do Chipre de da Eslovénia para este clube, o acrónimo teve de ser aumentado para SIC(K)PIGS, ou seja, porcos doentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Penso que muito brevemente será necessário acrescentar mais vogais, pois se a Europa continuar neste caminho desastroso, outros países necessitarão de ser intervencionados, pois os mercados financeiros são como os abutres, não se importando com o sabor da carne.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Europa sem uma união fiscal e bancária jamais conseguirá sair desta crise e sem isso a união monetária não funciona. A falha redundante em políticas cada vez mais radicalizadas continuam a agravar a crise de alguns países e a arrastar outros para o centro do turbilhão financeiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A zona euro está mergulhada num ciclo vicioso que arrastará os países para a falência em massa. O BCE estabelece uma única política para os 17 membros, mas as realidades dos países são completamente distintas, nomeadamente os salários, onde nos países do norte são mais elevados. Desta forma os países do sul são empurrados para uma economia com pouco dinheiro, economias esquecidas, tudo em nome da inflação. O euro transformou-se num pacto suicida de austeridade, que tem conduzido ao desastre, pois as dividas dos países aumentaram, pelo fato de reduzirem mais o crescimento do que os custos com os empréstimos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por outro lado, os países do sul estão a ser empurrados para a depressão e os do norte para a recessão, uma vez que metade do comércio da zona euro é feita entre os seus membros. Assim, como a retoma dos países do sul depende nas exportações, estes países vão continuar a cavar o seu buraco ainda mais fundo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As políticas económicas são desenhadas pelo bloco do norte da Europa, que até agora apenas tem tomado medidas para evitar uma hecatombe, baseadas no controlo da inflação. Mas a pressão que está a ser feita nos países do bloco do sul estrategicamente, poderá fazer com que os países do sul cheguem à conclusão que não existe qualquer esperança de recuperação no interior da zona euro. Nessa altura, a Europa não necessitará de mais acrónimos, para tristeza dos países anglo-saxónicos.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:114318</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/114318.html"/>
    <issued>2013-04-14T22:44:02</issued>
    <title>Portugal paga juros 5 mil vezes mais do que a Alemanha</title>
    <published>2013-04-14T21:48:26Z</published>
    <updated>2013-04-14T21:48:26Z</updated>
    <category term="alemanha"/>
    <category term="juros"/>
    <category term="mundo"/>
    <category term="pessoal"/>
    <category term="blog"/>
    <category term="atualidade"/>
    <category term="divída pública"/>
    <category term="news"/>
    <category term="portugal"/>
    <category term="world"/>
    <category term="euro"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=k9HZh14wguD7ZccCpyYI"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor;" src="http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf813f54e/14863361_02N61.jpeg" alt="" width="500" height="333" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Alemanha colocou nos mercados, na passada segunda 3500 milhões de euros de dívida pública a seis meses, à taxa de juro média de 0,0002%, a mais baixa da história. A emissão do Bundesbank foi um sucesso, pois os alemães irão pagar de juros 3500 euros de juros a 6 meses, ou seja, uns trocos por uma batelada de dinheiro. Imaginem que o governo português pudesse ir buscar a mesma quantidade de dinheiro com os mesmos juros, o problema do Orçamento de Estado e da dívida portuguesa seria muito mais fácil de resolver e os portugueses não teriam de passar por estes sacríficos e por aqueles que ainda estão para vir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muito brevemente, Portugal irá aos mercados para colocar uma quantia de bilhetes do tesouro a 6 meses. Como a dívida portuguesa está a ser comprada por especuladores e tendo em conta as rendibilidades mais recentes das várias maturidades, os credores especulativos deverão exigir 1% de juros, isto é, pela mesma quantia alemã, os portugueses vão pagar 17,5 milhões de euros em juros a 6 meses. Isto quer dizer que pagaremos 5 mil vezes mais juros do que a Alemanha, pela mesma quantidade de dinheiro. Uma barbaridade, simplesmente surreal e impossível de prosseguir neste caminho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No equilíbrio económico, para uns estarem bem, outros têm de estar mal, parece ser este o lema da zona euro. A chanceler Angela Merkel aproveita a crise da dívida e continua assim a financiar-se com custos mais baixos da sua história, conseguindo financiamentos quase gratuitos, quando os países do Sul da Europa e a Irlanda vivem em dificuldades financeiras. Dentro da União Europeia considero pornográfico e inaceitável que uns países possam financiar-se a 6% enquanto outros se financiam praticamente a 0%.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estes episódios demonstram como a Zona Euro está fraturada internamente entre os países do euro forte, do norte da Europa e os periféricos, do euro fraco, cujo custo de acesso aos capitais de que necessitam não traduz o risco real de incumprimento que sobre eles paira devido principalmente à especulação que é exercida pelos mercados. Portugal está num fosso intransponível, pois o mesmo se passa em relação a banca comercial. Na mesma Zona Euro, a banca na Alemanha cobra por um milhão de euros juros de 1% e a banca portuguesa pelo mesmo milhão de euros cobra cinco vezes mais de juros. Qual é a empresa que estará interessada em investir em Portugal, onde o acesso ao capital é muito mais caro e os impostos mais elevados. Para que exista crescimento económico estas duas variantes terão de mudar radicalmente, caso contrário continuaremos a cavar o fosso. A união dos países periféricos contra esta petulância dos nórdicos é urgente, para acabar com este estado sentido imoral.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:114159</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/114159.html"/>
    <issued>2013-04-09T18:52:37</issued>
    <title>O maior défice de Portugal está na falta de liderança</title>
    <published>2013-04-09T17:55:27Z</published>
    <updated>2013-04-09T17:55:27Z</updated>
    <category term="vida"/>
    <category term="liderança"/>
    <category term="mundo"/>
    <category term="blog"/>
    <category term="atualidade"/>
    <category term="governo"/>
    <category term="news"/>
    <category term="défice"/>
    <category term="portugal"/>
    <category term="world"/>
    <category term="política"/>
    <category term="eu"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=IQmUYmSo2U1KkmjZQEvD"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor;" src="http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd314dd02/14847081_lZpGQ.jpeg" alt="" width="500" height="333" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O maior défice de Portugal não é a dívida que todos temos às nossas costas, mas sim a falta de liderança. Vemos todos os dias os nossos políticos no jogo do &lt;em&gt;ping pong&lt;/em&gt; das responsabilidades, pelo estado a que o país chegou. Os portugueses já não têm paciência nem qualquer interesse nesse jogo, acabando por dar mais atenção aos apanha-bolas, que agora viraram uma praga em todos os canais televisivos. Quando uma nação não tem liderança, como acontece a muitos anos em Portugal, os governos não têm ideias, não têm seguidores, não têm estratégia, não têm um rumo, não têm uma cultura de inovação e de mudança.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os governos existem porque há pessoas, as políticas pressupõem pessoas, que devem ser o foco dos governantes, mesmo acima dos números. Os verdadeiros líderes têm que ser capazes de escutar, entender e envolver os cidadãos. Para tanto, precisam de se conhecer e conhecer muito bem a realidade interna e externa em que navegam.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nestas condições, ao contrário do que os nossos governantes e políticos fazem, é possível vislumbrar oportunidades no meio das crises, vantagens em situações hostis como a que vivenciamos e criar uma cultura nacional que impacte o desempenho e a produtividade, que priorize o agir em vez do discurso de retórica, do qual estamos todos cansadíssimos. O poder da palavra é diferente da palavra do poder.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje liderar um país, ainda mais nesta envolvente de incertezas, implica correr riscos, ousar, fracassar, propor e fazer mudanças. A maioria dos portugueses não é resistente à mudança. Eles resistem à dor da mudança e ao medo do novo, porque a comunicação e explicação das políticas é confusa, para que ninguém perceba o seu objetivo. É necessário pessoas nos lugares certos, fazerem uso de uma boa comunicação e alinhadas estrategicamente, para gerarem uma mudança sustentável. Desta forma ganha importância a eficiência operacional que levará à escala nacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma boa liderança de uma estrutura governativa é aquela que é capaz de causar dor e os cidadãos agradecerem. Um bom líder deve conseguir ver as vantagens em situações hostis, torná-las desafios e envolver toda a sociedade. Portugal precisa de alguém que corra riscos, que não tenha medo de fracassar, que explore o novo e promova mudanças profundas, sem interferência dos apanha-bolas. Que jogue sempre para ganhar, ao estilo do Mourinho, que crie vínculos com os cidadãos, que inspire gerações e se torne o porto seguro delas. Necessitamos de um líder que compreenda o contexto de atuação e as principais tendências sociais, económicas, políticas, técnicas, ambientais e demográficas, pois só dessa forma conseguirá definir o foco das suas políticas. Estou farto dos arrogantes que para com os fracos são fortes e perante os fortes têm sido muito fracos. Temos de arrepiar caminho urgentemente.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:113731</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/113731.html"/>
    <issued>2013-04-05T16:14:18</issued>
    <title>O poder político em decadência acelerada</title>
    <published>2013-04-05T15:30:27Z</published>
    <updated>2013-04-05T15:30:27Z</updated>
    <category term="mundo"/>
    <category term="pessoal"/>
    <category term="blog"/>
    <category term="atualidade"/>
    <category term="news"/>
    <category term="portugal"/>
    <category term="poder político"/>
    <category term="world"/>
    <category term="eu"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=mPkdwQ6Eid2C2jceza6S"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor;" src="http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Baa14308c/14829878_zGIa4.jpeg" alt="" width="500" height="375" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Existem fatores transformadores que estão na origem da decadência do poder político; são eles, a expansão do conhecimento, a mobilidade e a revolução das mentalidades. Por outro lado, os dirigentes partidários da esquerda e da direita sabem que o poder se encontra cada vez mais centralizado. Em muitos países, a crise financeira está a aumentar as desigualdades, com os plutocratas a enriquecerem cada vez mais, a classe média a desaparecer e os pobres a serem esmagados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje vivemos tempos em que o poder está a sofrer deslocalizações do Ocidente para o Oriente, de Norte para Sul, dos ministérios governamentais para as praças públicas e dos homens para as mulheres. Os governos estáveis começam a ser uma raridade, sendo mais fácil ganhar o poder, mais complexo de o exercer e cada vez mais difícil de o manter.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em muitos países os partidos tradicionais estão a ser substituídos por novos, como acontece com o Independence Party no Reino Unido ou o Movimento Cinco Estrelas de Beppe Grillo na Itália. Assim, o poder político torna-se mais deslizante, o mundo está a ser governado por políticas de curto prazo, os políticos falham constantemente a resolução dos problemas de longo prazo, como por exemplo no desarmamento e nas alterações climáticas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas dinâmicas de poder podem no futuro aumentar o espaço para ditadores, tiranos e monopólios de poder, ou resultar numa perigosa paralisia e estagnação das sociedades. Para combater estes perigos é necessário que surja uma vaga de inovação política e institucional. A incerteza e a instabilidade política dificultam os consensos entre os principais líderes mundiais, cada vez mais enfraquecidos, incapazes de impor a sua vontade perante o poder financeiro, falhando duramente na prevenção de conflitos fiscais e orçamentais, que resultarão em maior ineficiência e turbulência na governança global. Esta tendência perturbadora do sistema global muito menos resiliente implicará cada vez mais instituições nacionais e internacionais frágeis e enfraquecidas. Será que o poder político conseguirá ganhar novo folgo?&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:113482</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/113482.html"/>
    <issued>2013-04-02T22:38:36</issued>
    <title>Os governos mudam ao sabor do poder financeiro</title>
    <published>2013-04-02T21:42:19Z</published>
    <updated>2013-04-02T21:42:19Z</updated>
    <category term="mundo"/>
    <category term="pessoal"/>
    <category term="blog"/>
    <category term="atualidade"/>
    <category term="goldman sachs"/>
    <category term="poder financeiro"/>
    <category term="news"/>
    <category term="portugal"/>
    <category term="world"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=0NTmEpTRIwTMpR8HGzVK"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor;" src="http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3f140cc4/14815545_ZOPo4.jpeg" alt="" width="484" height="381" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na última década os excessos do poder financeiro provocam a ira das populações. O banco Goldman sachs tem um ativo de mais de 700 mil milhões de euros e aposta diariamente para obter mais lucros no mundo inteiro, pondo o dinheiro a circular 24 horas nos cinco continentes. De Frankfurt a Paris, de Londres a Washington a sua rede de tentáculos funciona em todo o mundo financeiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É um banco sem balcões, sem publicidade, sem rosto, que apenas tem clientes selecionados, como a Ford, a BP ou o FacebooK, ou então governos, como os Estados Unidos, China, Rússia. O Goldman sachs tem o mundo transformado em equações, de forma a saber o preço para tudo o que nos rodeia, empresas, Estados, indivíduos, assim apostam na subida ou na descida para obter o lucro máximo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os corretores do Goldman são ambiciosos, ricos e arrogantes e a sua principal missão é especular contra os seus próprios clientes, acumulando assim lucros de mais de 13 mil milhões de euros anualmente. Quando a bolha do imobiliário explode em 2007, a onda de choque ultrapassa as fronteiras de Wall Street. É o futuro de todo um sistema, o do capitalismo financeiro, que está em jogo. O Lehman Brothers foi eliminado do mapa devido ao golpe a que foi sujeito pelo Goldman sachs. O desaparecimento do rival proporcionou lucros obscenos em pleno auge da crise em 2008.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje o Goldman sachs é um império financeiro, constitui um estado dentro do Estado, ou seja, dirige o mundo vergando os governos a seu belo prazer. O Goldman está bem representado em Washington e em todos as instituições importantes do mundo, no FMI, no Banco Mundial, no Banco Central Europeu. Mario Draghi, Lucas Papademos e Mario Monti são da família Goldman Sachs. As influências estendem-se desde a maré negra do Golfo do México, à crise das dívidas soberanas na Europa e do &lt;em&gt;subprime&lt;/em&gt; nos EUA.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No caso do português também existe um familiar que da pelo nome de António Borges, ex-FMI, atual conselheiro de Estado para as privatizações e ex-dirigente do Goldman Sachs Internacional, de 2000 a 2008. De transparente isto pouco tem, ainda mais num mundo onde os governos estão fracos, os bancos fortes e os políticos estão nas mãos dos bancos. Estou certo que o Goldman Sachs tem interesses nas privatizações que estão para acontecer em Portugal e o conselheiro de Estado para as privatizações assegurará que tudo seja salvaguardado.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:113389</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/113389.html"/>
    <issued>2013-03-23T17:59:51</issued>
    <title>A desconstrução da perceção global e a expansão germânica</title>
    <published>2013-03-23T18:06:06Z</published>
    <updated>2013-03-23T18:07:29Z</updated>
    <category term="vida"/>
    <category term="fmi"/>
    <category term="bce"/>
    <category term="mundo"/>
    <category term="pessoal"/>
    <category term="blog"/>
    <category term="atualidade"/>
    <category term="troika"/>
    <category term="news"/>
    <category term="portugal"/>
    <category term="world"/>
    <category term="eua"/>
    <category term="expansão germânica"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=bHJ8HVl1cy6QfUHQBheg"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor;" src="http://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B21140da7/14768134_WnoYZ.jpeg" alt="" width="500" height="429" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Alemanha tem sido a economia mais pujante da Europa, na última década, somando &lt;em&gt;superavits&lt;/em&gt; consecutivos, para além de exportar milhões de carros todos os anos, também exportou milhões de euros, para os países da periferia da Europa. Também não existem dúvidas de quem manda nas principais instituições europeias é a Alemanha, ou seja, quem tem dinheiro dita as regras, sempre foi assim na história dos povos. E, quando assim acontece, normalmente, a tentação germânica para a expansão em busca do mar é inevitável.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os países que estão em crise financeira, Grécia, Portugal, Irlanda, Itália, Espanha, por acaso são os que têm as maiores extensões de mar agregadas ao seu território em termos europeus. Bem, apenas um dado curioso, mas que em termos geoestratégicos se revela da maior importância. Na minha opinião, a dívida grega está a ser usada como um instrumento, uma ferramenta, para impor uma política de chantagem perante os países em dificuldades económicas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O objetivo da Troika, do BCE, da Comissão Europeia, do FMI não é proporcionar o crescimento económico na Grécia, nem nos outros países, bem pelo contrário, perfeitamente conscientes desta política de empobrecimento generalizado. Esta perceção global da crise serve os interesses estratégicos, no sentido de reduzir os salários e os níveis de vida das populações, porque querem uma economia de lucros sempre crescentes, que servem os interesses das grandes multinacionais. Aqui reside a verdadeira motivação. Querem ajudar e fortalecer os grandes monopólios financeiros como o Goldman Sachs, o Deutsche Bank, o JP Morgan e todos os grandes bancos privados da Europa e dos EUA.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O meu propósito passa por contribuir para a desconstrução desta perceção global que tomou conta da maior parte da consciência das pessoas e dos países. Imaginem que o dinheiro que está a ser pago aos bancos privados pelos países intervencionados e por todos aqueles que têm dívidas fosse usado para aumentar salários, estimular a economia, criar empresas e subsequentemente diminuir o desemprego, aumentar a procura interna e as exportações. Existem exemplos como a Argentina e o Equador que deixaram de pagar as suas dívidas e não pedem financiamento aos bancos privados e aos mercados. Apesar das dificuldades iniciais e do choque, atualmente estão recuperados e com as suas economias a crescer e com as suas finanças equilibradas. Esta perceção global tem de ser desconstruída pelos países em crise, coordenados e por oposição às intenções expansionistas germânicas.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:112939</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/112939.html"/>
    <issued>2013-03-16T18:13:12</issued>
    <title>O obsoleto sistema securitário em Portugal</title>
    <published>2013-03-16T18:15:31Z</published>
    <updated>2013-03-16T18:15:31Z</updated>
    <category term="gnr"/>
    <category term="mundo"/>
    <category term="pessoal"/>
    <category term="blog"/>
    <category term="polícia nacional"/>
    <category term="psp"/>
    <category term="atualidade"/>
    <category term="segurança interna"/>
    <category term="news"/>
    <category term="portugal"/>
    <category term="world"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=POJoHoZ1S4oGPO5I6RC6"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor;" src="http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B031429d4/14738110_Dcg3i.jpeg" alt="" width="500" height="356" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O sistema securitário português está completamente desfasado, destorcido, desajustado da realidade, do &lt;em&gt;modus vivendi&lt;/em&gt; do século XXI e das novas exigências e desafios, que em termos de segurança os cidadãos do mundo ocidental preconizam. Este sistema alicerçado num modelo complexo, disfuncional, ineficiente, inoperante e muito dispendioso carece de ser repensado, debatido urgentemente, entre todos os atores, de forma desapaixonada, despida de preconceitos e centrado no produto final que é a segurança.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os desafios para a segurança são cada vez mais exigentes, pois as ameaças e os riscos para a segurança das sociedades modernas são de natureza global, imprevisível, invisível, diversificada e assimétrica. A natureza das ameaças e riscos conduzem à adoção de políticas globais, transversais, flexíveis e multidimensionais, sendo inevitável que se proceda com a máxima urgência a uma reflexão e revisão dos conceitos teóricos e institucionais, entre segurança interna e segurança externa, ou seja, entre Segurança e Defesa, entre a oferta pública de segurança e a oferta privada, entre prevenção, investigação criminal e informações.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A governação vive com uma necessidade imperiosa de demonstrar que tem capacidade para encontrar as melhores políticas, para os complexos problemas que afetam a sociedade em todos os campos, constituindo-se a segurança das sociedades, como um fator obrigatório de investimento, cada vez mais elevado, por parte do poder político. Mas infelizmente não tem estado na agenda dos governos a discussão deste problema, devido ao bloqueio de vários &lt;em&gt;lobbies&lt;/em&gt;, que têm interesse que esta confusão perdure em Portugal. Não tem havido coragem política para por cobro a esta situação, nem me parece que haja neste momento. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Polícia de Segurança Pública promoveu um debate internacional sobre os “desafios da segurança”, na semana passada, onde foi possível vislumbrar algumas conclusões. A primeira conclusão é que este sistema não serve os interesses dos cidadãos; a segunda é que temos uma segurança das mais dispendiosas da europa; a terceira é que existe um desperdício de meios matérias e humanos que torna o sistema pouco eficiente e por fim que é inevitável uma mudança gradual, que conduza a um modelo de uma polícia nacional única.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste novo edifício securitário, é fundamental que o modelo atual, de organização da segurança interna, se reconfigure num modelo mais eficiente e produtivo, que passe a englobar as forças e os serviços de segurança, num único edifício, passando a envolver, de forma assertiva, contínua e permanente, a cooperação internacional, as autoridades judiciárias, outros organismos do Estado, os operadores de segurança privada, toda a sociedade civil e por fim os cidadãos, numa participação ativa e efetiva em prol de um bem comum, a segurança dos cidadãos.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:112750</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/112750.html"/>
    <issued>2013-03-13T18:41:12</issued>
    <title>Os demónios da europa já esfregam os olhos</title>
    <published>2013-03-13T18:44:30Z</published>
    <updated>2013-03-13T18:48:08Z</updated>
    <category term="atualidade"/>
    <category term="vida"/>
    <category term="demónios da europa"/>
    <category term="news"/>
    <category term="portugal"/>
    <category term="world"/>
    <category term="mundo"/>
    <category term="pessoal"/>
    <category term="blog"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=vagcn1zNkrP2omh5gpzL"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb514a177/14728591_BCjni.jpeg" alt="" width="500" height="375" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Europa parece que mais uma vez vai imergir no caos. A quando da fundação do projeto de paz europeu a economia não fazia parte, juntou-se depois como forma de unir os países e dificultar a guerra no futuro. A integração das economias foi vista como forma de fortalecer o projeto europeu. Como referiu o ex-líder do Eurogrupo, Juncker “os demónios não desapareceram, estão apenas a dormir, como demonstrou a guerra na Bósnia e no Kosovo”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Registam-se acontecimentos por toda a Europa, que apenas servem para acordar os demónios. Políticos alemães insultam o povo grego, Merkel é recebida em Atenas, com uniformes nazis, a campanha eleitoral em Itália foi antialemã e antieuropeia e o resultado descredibiliza completamente as instituições europeias. Juntando a isto, a Europa corre sério risco de perder uma geração, que futuramente trará consequências desastrosas para todos os países.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, alemão, disse que se houve 700 mil milhões de euros para salvar os bancos, também tem de haver dinheiro para salvar os jovens dos países em dificuldades. Que palavras sabias, mas onde estão essas políticas e esse dinheiro? Hoje a Alemanha comanda a Europa e impõe cortes orçamentais gigantescos a maioria dos governos, mas é completamente despida de ideias para estimular o crescimento. Daqui até as eleições alemãs em Setembro, a Europa será um marasmo, pois não vai haver tomada de decisões, que mudem a trajetória recessiva em que nos encontramos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A economia tronou-se dominador comum para qualquer ação politica. Quando a racionalidade económica se sobrepõe a todas as consequências maléficas para os cidadãos, quando a única preocupação dos políticos é servirem os interesses dos mercados financeiros e quando a maioria da população vê as suas expectativas completamente frustradas, é natural que os demónios adormecidos acordem e se revoltem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As manifestações em diversos países são um sinal de que algo terá de mudar. Se os políticos a eleger são uns “presuntos mal curados”, pois não existe alternativa, e depois de eleitos não passam de uns “paus mandados”, então, teremos de colocar um travão na liberdade dos políticos e dos agiotas económicos, ou seja, mecanismos legais de limitação de poderes, para todos aqueles que possuem poder excessivo. Chegamos aqui, porque durante muitos anos vivemos num pandemónio e descontrolo nas responsabilidades dos políticos, pois por norma, apesar das atrocidades cometidas, passadas as eleições o “regabofe” continua. Se nada disto for feito, acredito sinceramente, que mais uma vez a Europa poderá passar por mais um genocídio, para que se chegue uma nova consciência.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:112352</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/112352.html"/>
    <issued>2013-03-10T17:50:16</issued>
    <title>Riscos, oportunidades e desafios no investimento em África</title>
    <published>2013-03-10T17:52:19Z</published>
    <updated>2013-03-10T18:00:40Z</updated>
    <category term="riscos"/>
    <category term="ganância"/>
    <category term="mundo"/>
    <category term="pessoal"/>
    <category term="blog"/>
    <category term="atualidade"/>
    <category term="áfrica"/>
    <category term="news"/>
    <category term="portugal"/>
    <category term="world"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=NOk2WSMuaHyYghMmWRTW"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor;" src="http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B341306fa/14717473_ibvP9.jpeg" alt="" width="500" height="375" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O continente africano é um mundo de oportunidades para milhares de pessoas e investidores, que têm pela frente riscos e desafios muito diversificados. A realidade dos 56 países é muito heterogénea em termos de regulamentações, governos e línguas. O mundo dos negócios é extremamente complexo devido principalmente à burocracia e a corrupção que está enraizada nas principais instituições.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste mundo global a comunicação constitui uma barreira difícil de ultrapassar, nomeadamente entre diferentes culturas e onde existem 2 mil dialetos em uso. Os riscos e a instabilidade política a par da corrupção continuam a ser as principais barreiras ao investimento estrageiro no continente. A acrescentar a estas dificuldades temos ainda as barreiras da deficiente qualificação da força laboral, em termos de competências técnicas, os prazos nas importações e exportações e ainda os custos com a energia. Mesmo com estas dificuldades é de realçar que, um quinto das empresas pertencentes ao ranking 500 da Fortune estão sediadas em África.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este desenvolvimento deverá impulsionar os governos para a transformação da realidade social, criando infraestruturas necessárias ao desenvolvimento, reduzir os níveis de corrupção e clarificar e simplificar as regulamentações estatais. Tenho lido algumas opiniões, de gente conceituada, que defendem que dentro de pouco tempo África estará em condições de competir com a Ásia. Esta gente possui imaginação fértil, pois enquanto a Ásia funciona como um &lt;em&gt;workshop &lt;/em&gt;mundial, África exporta exclusivamente, o que cresce nos seus solos e o que é extraído das suas profundezas, minérios, petróleo e diamantes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O desenvolvimento pode camuflar algumas das maiores chagas deste continente. A pobreza continua disseminada, embora seja menos visível nas capitais. A fome continua a ser uma dura realidade, apesar das várias campanhas de luta, levadas a cabo por vários organismos. O desenvolvimento gera riqueza, mas continua a ser distribuída de forma extremamente desigual. Mesmo com todos estes problemas, África tem sido a solução encontrada para muitos europeus, que na Europa já haviam perdido a esperança de a encontrar. Como já alguém disse “ é melhor viver uma crise de crescimento do que viver o crescimento da crise”. Na Europa, esta é a realidade com que temos de nos confrontar diariamente e por mais alguns anos.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:112022</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/112022.html"/>
    <issued>2013-03-05T22:17:03</issued>
    <title>A juventude inquieta e os excessos das skins parties</title>
    <published>2013-03-05T22:20:10Z</published>
    <updated>2013-03-05T22:26:51Z</updated>
    <category term="atualidade"/>
    <category term="news"/>
    <category term="portugal"/>
    <category term="world"/>
    <category term="skins parties"/>
    <category term="mundo"/>
    <category term="pessoal"/>
    <category term="blog"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=MeMEP5FqHSSz5Yb1RwtR"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4c13b64a/14697014_zGZR9.jpeg" alt="" width="500" height="347" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As skins parties estão a invadir a Europa e chegaram a Portugal. Estas festas começaram em França, principalmente na luxuriante capital parisiense, em locais privados, sendo anunciadas, alguns horas antes no Facebook. Estas festas são um grito de satisfação, aos fins-de-semana, para milhares de adolescentes, oriundos das famílias mais abastadas, que vestem roupas de acordo com as suas próprias fantasias e seus avatares. Estas festas são "orgias de adolescentes" onde os jovens arriscaram a vida, devido aos excessos de álcool e overdoses com drogas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os responsáveis governamentais franceses, liberais por excelência, começam a ficar preocupados, principalmente, com o facto de este fenómeno estar a alastrar à indústria lucrativa, que organiza skins parties em estabelecimentos de diversão noturna, fazendo as delícias dos jovens gauleses. Muitos adolescentes contestam os clubes de diversão noturna, pois defendem que estas festas devem ter lugar, somente em ambiente privado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os pais não estão assustados nem preocupados. A grande maioria defende que os seus filhos estão no tempo de cometer esses excessos, porque o tempo da responsabilidade chegará mais tarde. Muitos deles referem que participaram em festas muito semelhantes, como são o exemplo das festas de “troca de esposas”, onde só varia a idade das gerações.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Atualmente, o sexo está em todos os lugares, nos pensamentos, palavras, imagens e ações. Isto conduz as pessoas mais jovens, a práticas sexuais não convencionais. Por outro lado, vivemos numa sociedade cheia de regras, controle e convenções culturais. Estes adolescentes querem romper com estas fronteiras e viver na excentricidade e no amor livre.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As skins parties para além de serem festas de puro prazer, os adolescentes buscam a melhor imagem, o melhor filme, para logo de seguida serem inseridos na internet e trocados entre os smartphones. Penso que, no início deste novo milénio, os jovens estão divididos entre a realidade virtual e a vida real. Será que os jogos das gerações atuais são diferentes dos nossos pais e avós em termos de excessos. Acho que as skins parties somente variam na intensidade, pois festas com álcool, drogas, sexo e fantasias sempre existiram, só que agora os excessos são mais nocivos e os adolescentes gozam de maior permissividade.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:111619</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/111619.html"/>
    <issued>2013-03-02T17:27:08</issued>
    <title>Portugal na rua contra a Al`Troikeada</title>
    <published>2013-03-02T17:31:01Z</published>
    <updated>2013-03-02T17:31:01Z</updated>
    <category term="vida"/>
    <category term="al`troikeada"/>
    <category term="mundo"/>
    <category term="pessoal"/>
    <category term="blog"/>
    <category term="atualidade"/>
    <category term="troika"/>
    <category term="news"/>
    <category term="portugal"/>
    <category term="world"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=criSCz0NWMQbkSeZz6mz"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor;" src="http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bdb148296/14682751_v4Z15.jpeg" alt="" width="500" height="333" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Milhares de portugueses protestam nas ruas contra a Al`Troikeada. Em Portugal existe atualmente quase um milhão de desempregados, segundo dados do Eurostat, que reviu em alta a taxa de desemprego para 17,6%, quando há um ano estava nos 14,7%. Portugal está no pódio, no seio da Europa a 27, pior mesmo só a Espanha com 26,2% e a Grécia com 27% de desempregados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A grande esmagadora maioria da população portuguesa sente um cenário de um país cada vez mais com maiores riscos sociais, com os sistemas socias a eclodir e os cidadãos e as famílias colocados numa situação de grande tensão. O agravamento da pobreza aumenta para níveis insustentáveis, ainda mais com serviços essenciais a serem suprimidos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Recentemente o FMI reconheceu o impacto negativo sobre a produção e recomendam aos decisores políticos europeus, para que facilitem as condições financeiras às economias periféricas. Assim, a Al`Troikeada reconhece que somente a austeridade não irá resolver a crise, antes pelo contrário, todos os dados conhecidos apontam para o seu agravamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A coesão social está posta em causa, assim como a legitimidade dos governos. Cortar cegamente nos gastos somente com o objetivo de reduzir a dívida em relação ao PIB, resulta em grande parte na perda da receita. Somando o pagamento de juros e os custos sociais, principalmente com o desemprego, o resultado final é que o crescimento é impossível.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É necessário uma reflexão profunda no seio da europa, no sentido se reconhecer que o desenvolvimento não pode só ser visto na vertente económica, e que existe uma dimensão social, dois vetores essenciais para o desenvolvimento sustentado. Prosseguir somente com as medidas de austeridade, não vai resolver a crise em Portugal, bem pelo contrário, irá agravar o risco de implosão social e o futuro de Portugal e de todos os portugueses. É um povo que faz um país, é necessário sair da zona de conforto, e participar numa nova cidadania. “Já não podem nascer coisas boas, tão corrompidas estão as sementes.” (Tertuliano)&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:111554</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/111554.html"/>
    <issued>2013-02-25T19:53:33</issued>
    <title>A liberdade de expressão e a expressão da liberdade</title>
    <published>2013-02-25T19:58:19Z</published>
    <updated>2013-02-25T19:58:19Z</updated>
    <category term="vila morena"/>
    <category term="mundo"/>
    <category term="pessoal"/>
    <category term="blog"/>
    <category term="atualidade"/>
    <category term="liberdade de expressão"/>
    <category term="news"/>
    <category term="portugal"/>
    <category term="world"/>
    <category term="grândola"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=sQ4mucZDtBZaLLSo1ztu"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor;" src="http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2f141af8/14662961_vDRvB.jpeg" alt="" width="498" height="357" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nos últimos dias, Portugal tem vivido um crescente sentimento de revolta com as aparições públicas de governantes. A “Grândola, Vila Morena", canção histórica da revolução portuguesa contra a ditadura em 1974, tem sido cantada por manifestantes em Portugal e até em Espanha. Alguns ministros foram silenciados, limitados na sua liberdade de expressão, ou seja, a liberdade de expressão acaba quando impedimos os outros de a exercer. &lt;em&gt;Mas então Portugal não vive numa democracia com plena liberdade de expressão?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bem, a liberdade de expressão nunca antes foi tão facilitada. Todos nós podemos escrever a nossa opinião em redes sociais, em blogues, criticar tudo e todos, expressando os nossos sentimentos de forma livre. Isto na minha opinião é o expoente máximo da expressão da liberdade. Como exemplo disso, temos um antigo governante, que expressa a sua livre opinião, no seu blogue, escrevendo que se for abordado "por algum senhor da Autoridade Tributária e Aduaneira" terá de “pedir para ir tomar no cu". Não vou debruçar-me sobre as implicações e interpretações da expressão utilizada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A história reserva-nos sempre supressas e, desta feita uma música escrita para promover a liberdade de expressão foi transformada numa arma contra a liberdade de expressão. O povo é quem mais ordena, mas na verdade, deixou que o seu destino fosse traçado por governantes democraticamente eleitos, com grande passividade. Os direitos e deveres de cidadania foram postos de parte, pois o dinheiro estava barato e vaquinha dava leitinho para toda a gente, embora em porções muito desiguais. Foi assim que consentimos sermos mal governados e sem grandes sobressaltos. Agora o dinheiro ficou mais caro e a vaquinha diminui muito a produção. Conclusão, quem já pouco tinha, ficou sem nada. Já fiz o velho ditado, em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. Agora estamos a pagar a fatura da nossa passividade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas, "feliz é o país onde a oposição se manifesta através de uma canção e não pela violência", palavras proferidas pela vice-presidente da Comissão Europeia, Viviane Reding. Portugal em matéria de liberdade de expressão e da expressão da liberdade é assim reconhecido, ao mais alto nível e distingue-se dos demais. Na minha opinião, se em 02 de Março Portugal cantar “Grândola, Vila Morena" é sinal que o país não está moribundo, que ainda está com vida, que quer ser ouvido dentro e além-fronteiras, que apesar de estar em causa a sobrevivência de muitas pessoas, não cedemos à violência. A reflexão terá de ser profunda e desapaixonada entre todos os quadradantes da sociedade, por forma a perceber como chegamos até aqui, como podemos sair sem voltar a cometer os erros do passado. Temos de arrepiar caminho, pois, pior que não ter onde cair morto, é não ter onde ficar em pé vivo.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:111262</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/111262.html"/>
    <issued>2013-02-19T18:22:20</issued>
    <title>A falácia da reforma do Estado</title>
    <published>2013-02-19T18:40:11Z</published>
    <updated>2013-02-19T18:40:37Z</updated>
    <category term="mundo"/>
    <category term="pessoal"/>
    <category term="blog"/>
    <category term="atualidade"/>
    <category term="news"/>
    <category term="portugal"/>
    <category term="world"/>
    <category term="reforma do estado"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=JUmK2dgZM2EoEdAGBMCZ"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor;" src="http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4d12cf57/14641175_8tbEC.jpeg" alt="" width="500" height="375" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante anos consecutivos ouvimos falar na reforma do Estado, agora vai fazer-se um roteiro, para servir de guia a mais uma tentativa. Sinceramente, não acredito que se venha a realizar qualquer reforma séria, que corrija os problemas fundamentais, antes vão ser implementadas medidas avulsas, de acordo com os interesses instalados, sem qualquer resultado prático. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Estado está acostumado com tarefas repetitivas, onde impera a obediência e onde a criatividade é reprimida. As coisas não funcionam devido à falta de planeamento e de previsibilidade. Na era em que vivemos, as regras e os regulamentos não funcionam mais, porque ficam rapidamente desfasados da realidade, tendo de haver apenas princípios norteadores, que servem de orientação ao &lt;em&gt;modus operandi&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O funcionamento está muito dependente de recursos muito centralizados, armazenados e controlados, em vez de estarem disponíveis em rede, para quem verdadeiramente necessita deles. É fundamental trocar a segurança pelo risco, gerir riscos nos nossos dias fica muito dispendioso. O funcionamento do Estado dá muita importância aos objetos, quando deveria dar muito mais importância aos sistemas e processos, devendo passar a trabalhar com a prática mais do que com a teoria. Temos uma administração demasiado burocratizada, muito teórica que gasta muito tempo, dinheiro e energia, revelando-se ineficiente e improdutiva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda vivenciamos o espetro do chefe todo-poderoso no topo dos serviços do Estado. Esta definição é completamente errada, sendo necessário gestores autênticos, mais colaborativos e que alinhem as pessoas em trono de valores, independentemente das cores partidárias. O paradigma tem de mudar, ou seja, quanto mais poder se tem, menos ele deve ser utilizado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Estado deve escolher servir os cidadãos que necessitam de ser servidos e oferecer serviços que atendam as suas necessidades mais prementes. Necessita também de redefinir a produtividade na sua cadeia de valor, escolhendo parceiros que respeitem os funcionários e as comunidades. As cadeias de fornecimento terão de ser reinventadas e a logística reduzida. O princípio norteador deve passar por proporcionar serviços, que possam melhorar as nossas vidas e da comunidade em geral.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:110994</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/110994.html"/>
    <issued>2013-02-16T22:35:58</issued>
    <title>O poder, os lobbies e a governação</title>
    <published>2013-02-16T22:53:34Z</published>
    <updated>2013-02-17T11:46:32Z</updated>
    <category term="vida"/>
    <category term="poder"/>
    <category term="mundo"/>
    <category term="lobbies"/>
    <category term="pessoal"/>
    <category term="blog"/>
    <category term="atualidade"/>
    <category term="governação"/>
    <category term="news"/>
    <category term="portugal"/>
    <category term="world"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=6MBKj0Tc64lSvurMHPiO"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor;" src="http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8a116562/14630913_WZenZ.jpeg" alt="" width="500" height="413" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O mundo sofre transformações a uma grande velocidade como nunca aconteceu na história e as mudanças são difíceis de percecionar e entender por parte dos Estados, das instituições e dos cidadãos. Hoje em plena globalização assistimos aos atores privados a tomarem o lugar dos Estados e os mercados a substituírem-se aos sistemas políticos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os círculos e os centros de poder sofrem alterações, a geoestratégia está em constante redefinição, no palco mundial devido à emergência de países como a China, Índia, Brasil e Rússia. Assistimos à concentração de grandes grupos económicos em multinacionais, onde o poder é concentrado em interesses privados, aumentando o seu poder, que através de fortes &lt;em&gt;lobbies&lt;/em&gt; tomam conta da governação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As políticas públicas e as leis são feitas de acordo e com a permissão dos &lt;em&gt;lobbies&lt;/em&gt; esmagando os interesses, os valores das comunidades e dos seus cidadãos. Esta crise é o reflexo fidedigno desta realidade. Vejamos como a sociedade portuguesa está a ser espoliada, para servir os interesses dos mercados e das elites mais ricas do país.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As previsões dos governos em Portugal são constantemente falhadas e revelam-se sempre aquém das expectativas. O governo vive numa realidade fictícia, enquanto a grande esmagadora dos portugueses vivencia uma dura realidade, onde crescem as desigualdades de rendimentos e a concentração de riqueza.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Temos hoje as principais instituições mundiais infiltradas pelos interesses dos mercados financeiros, que vergam os governos nacionais, na adoção de políticas tendentes a servir as intenções dos grandes &lt;em&gt;lobbies&lt;/em&gt;. A revolução de que a sociedade portuguesa está a ser alvo tem como objetivos principais a redução generalizada dos salários, o desaparecimento de empresas, a criação de uma grande massa de desempregados e finalmente o depauperamento geral do país.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:110626</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/110626.html"/>
    <issued>2013-02-11T20:16:02</issued>
    <title>A evolução tecnológica e o desemprego massivo</title>
    <published>2013-02-11T20:19:44Z</published>
    <updated>2013-02-11T20:19:44Z</updated>
    <category term="desemprego"/>
    <category term="mundo"/>
    <category term="pessoal"/>
    <category term="blog"/>
    <category term="atualidade"/>
    <category term="news"/>
    <category term="evolução tecnológica"/>
    <category term="portugal"/>
    <category term="world"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=zfCYZGTVjzZAJZs03w2K"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor;" src="http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B051271b2/14612820_7wJ06.jpeg" alt="" width="477" height="416" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As revoluções tecnológicas no passado sempre criaram postos de trabalho, obrigando os trabalhadores a adquirir novas competências. Atualmente, a evolução tecnológica acontece a uma velocidade tão elevada, que impossibilita os trabalhadores de adquirir novas competências no curto prazo, acabando por excluir milhares do mercado de trabalho em definitivo. Toda a evolução tecnológica está focada nos lucros imediatos e na eficiência económica, sem quaisquer preocupações humanísticas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As disrupções no mercado de trabalho têm sido muitas e raramente compreendidas por aqueles que têm a responsabilidade da sua regulação. Assistimos há algum tempo ao movimento laboral do ocidente para oriente, ou seja, ao &lt;em&gt;“outsourcing” &lt;/em&gt;e as políticas europeias para combater esta tendência têm passado pela substituição dos trabalhadores com menos competências e na redução dos salários, aumentando drasticamente o desemprego na maioria dos países. Esta gente ainda não entendeu que estamos na presença de um novo fenómeno.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A globalização económica conduziu a novas formas emergentes de relacionamento com o capital, com o trabalho, com os mercados de consumo, com os próprios governos, que se traduzem num crescimento gigantesco das desigualdades. O capital move-se sem controlo e a grande velocidade por todo o mundo, confluindo cada vez mais para grandes grupos económicos, que investem milhões de euros em tecnologia, por forma a substituir o trabalho manual por robôs mais eficientes. Estamos na era do &lt;em&gt;“robosourcing”&lt;/em&gt; que já está a privar uma vasta proporção da população mundial de emprego remunerado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por outro lado, mundo está transformado numa mente global, digital e eletrónica, que liga pensamentos, opiniões, sentimentos de milhões de pessoas, ao mesmo tempo que coloca vulneráveis informações pessoais, informações secretas de organizações, que são aproveitadas por &lt;em&gt;players&lt;/em&gt; supranacionais com o intuito de retirar proveito de empresas, governos e organizações, causando efeitos muito nefastos. O desemprego veio para ficar, aumentar, pois não acredito numa mudança de paradigma no desenvolvimento tecnológico e que o capital mude a sua génese, isto é, eficiência económica e lucro no curto prazo.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:110564</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/110564.html"/>
    <issued>2013-01-31T21:18:00</issued>
    <title>A guerra permanente, o dólar e a fraude financeira</title>
    <published>2013-01-31T21:32:04Z</published>
    <updated>2013-01-31T21:34:02Z</updated>
    <category term="dólar"/>
    <category term="mundo"/>
    <category term="pessoal"/>
    <category term="blog"/>
    <category term="atualidade"/>
    <category term="news"/>
    <category term="portugal"/>
    <category term="world"/>
    <category term="fraude financeira"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=Ia8WM6V9HDZsZepPoU8N"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor;" src="http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4c12708a/14562315_PmBkD.jpeg" alt="" width="495" height="326" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nunca a geopolítica teve tanta importância no mundo atual. Os Estados Unidos continuam a impor a sua supremacia em todas as partes do globo, agora estrategicamente virados para o pacífico. A fraude financeira, a propaganda publicitária, os satélites na Europa e na Ásia são sinais claros das intenções dos Estados Unidos. Os fins passam por afundar o mundo árabe e destabilizar a Eurásia com revoluções e guerras permanentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A consolidação da liderança global está em curso. Tudo serve para que o Dólar continue a ser a moeda de referência mundial e para isso a Reserva Federal recorre a todas as práticas, legais e ilegais para imprimir dinheiro, efetuar transferências de títulos falsificados, para que a máfia financeira internacional continue a manipular as moedas mundiais de forma a conseguir os objetivos geopolíticos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nos negócios assistimos aos aumentos dos preços da energia, dos metais preciosos, dos alimentos, dos minerais, da madeira, enquanto assistimos paulatinamente à conquista das principais reservas petrolíferas do globo. Já em 1881 o presidente americano, James Garfield dizia que ”todo aquele que controla o volume de dinheiro de qualquer país é o senhor absoluto de toda a indústria e comércio, e quando percebemos que a totalidade do sistema é facilmente controlada, de uma forma ou de outra, por um punhado de gente poderosa no topo, não precisaremos que nos expliquem como se originam os períodos de inflação e depressão."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesta guerra global as pessoas são definitivamente números e os políticos não são mais que assalariados da economia mundial, sem rosto, sem ideologia ao serviço dos senhores da nova ordem neoliberal, do socialismo para os ricos e da globalização da pobreza. As bases da nova ordem mundial passam por elevar uma elite de gestores e reforçar a liderança global através de armas inovadoras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde que se tenha o controlo sobre o dinheiro não interessa quem faz as leis. O nosso exemplo é paradigmático. Grande parte da crise em Portugal foi causada e continua a ser por aqueles que controlam sistema monetário. O gigantesco buraco financeiro causado pelo BPN, que rondará os 11 mil milhões de euros, o presidente do BES esqueceu-se de declarar 8 milhões de euros, o “regabofe” dos offshores continua, os ordenados milionários que não são tributados integralmente. Esta é a maior fraude deste início de século, que continuará a dominar as nossas vidas.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:110201</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/110201.html"/>
    <issued>2013-01-27T17:18:31</issued>
    <title>O sentido da vida</title>
    <published>2013-01-27T17:21:49Z</published>
    <updated>2013-01-27T17:21:49Z</updated>
    <category term="mundo"/>
    <category term="pessoal"/>
    <category term="blog"/>
    <category term="atualidade"/>
    <category term="news"/>
    <category term="portugal"/>
    <category term="sentido da vida"/>
    <category term="world"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=GsBFbnFrN1vKnzQJf7B1"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor;" src="http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B041224ba/14495473_wlzfB.jpeg" alt="" width="500" height="334" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nos nossos dias vejo muita gente dizer que têm uma vida plena de sentido, mas na maioria dos casos, incipiente relativamente à felicidade. Poucas pessoas têm uma vida feliz e com sentido. Vemos cada vez mais as pessoas a sacrificarem os seus prazeres pessoais, em prol de uma participação quase obrigatória e com sentido para a sociedade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A sociedade exige cada vez mais que as pessoas tenham uma vida pouco feliz, mas com sentido. Hoje vivemos carregados de preocupações, stress e ansiados, devido ao demasiado tempo gasto a pensar no passado e no futuro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A procura da felicidade e a busca de um sentido para as nossas vidas, não são obrigatoriamente sinónimos. Em todas as esferas da natureza os seres procuram felicidade, a procura de sentido é uma especificidade dos seres humanos. Assim, existem muitas pessoas que têm uma vida cheia de sentido, mas infeliz, outras porém têm uma vida feliz, mas sem significado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Normalmente, as pessoas que mais dão e menos recebem têm um elevado sentido de vida e apresentam baixos níveis de felicidade. Em regra, as pessoas que se consideram felizes são muito mais descontraídas, despreocupadas, menos ansiosas. A felicidade sem sentido caracteriza-se por uma vida relativamente superficial, em que as necessidades e desejos são satisfeitos e as confusões ou complexidades são evitadas. As pessoas sentem-se felizes quando conseguem aquilo que desejam e procuram para as suas vidas. O sentido da vida tem de ser encontrado numa outra dimensão.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:110069</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/110069.html"/>
    <issued>2013-01-25T18:08:08</issued>
    <title>Há um polvo que se alimenta do dinheiro do povo</title>
    <published>2013-01-25T18:12:04Z</published>
    <updated>2013-01-25T18:12:04Z</updated>
    <category term="atualidade"/>
    <category term="austeridade"/>
    <category term="news"/>
    <category term="dinheiro"/>
    <category term="portugal"/>
    <category term="mundo"/>
    <category term="pessoal"/>
    <category term="blog"/>
    <category term="corrupção"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=uzLSZE5j3z9DQP2toOu3"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor;" src="http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B78123970/14373342_Cvv4j.jpeg" alt="" width="500" height="331" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Normalmente este blog é um espaço aberto à discussão de ideias, que afetam de uma forma ou de outra o nosso quotidiano. Não resisti a transcrever as palavras do político, António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que disse umas verdades no programa da SIC “Quadratura do Círculo”. Em Portugal, não é normal um político que já teve responsabilidades governativas e que ainda está no ativo ter este tipo de discurso, resta saber se não estará a contar as espingardas, para fazer o assalto ao poder.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“&lt;em&gt;A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal, para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no têxtil. Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abríssemos os nossos mercados ao têxtil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao têxtil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;E portanto, esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável. Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!&lt;br /&gt;A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável. Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de “boys”, criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas 16 e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público–privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos… Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia.”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:109748</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/109748.html"/>
    <issued>2013-01-20T20:51:05</issued>
    <title>Como reinventar e refundar as formas de negócio</title>
    <published>2013-01-20T21:03:19Z</published>
    <updated>2013-01-20T21:32:45Z</updated>
    <category term="atualidade"/>
    <category term="capitalismo"/>
    <category term="news"/>
    <category term="world"/>
    <category term="mundo"/>
    <category term="pessoal"/>
    <category term="blog"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=Vah9NB6y5bzLiEgQiWTU"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor;" src="http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B27123fbe/14264112_0eIml.jpeg" alt="" width="500" height="375" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje os negócios têm sempre o objetivo da maximização do lucro, este é o principal desiderato do capitalismo instalado na nossa sociedade. Os grandes grupos económicos trabalham todos os dias para serem os melhores do mundo, pondo de lado constantemente valores e princípios essenciais para serem melhores para o mundo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É necessário urgentemente uma nova forma consciente de pensar sobre o capitalismo e os negócios, que reflita o estado do mundo atual, nomeadamente a crise económica e social, o desemprego, as desigualdades cada vez mais acentuadas entre ricos e pobres e os negócios que criam um impacto negativo na natureza.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O conceito de capitalismo foi definido por volta de 1850 como sendo “simplesmente a coexistência de mercados e pessoas livres, ou de liberdade económica e política. Únicos entre todas as espécies, nós, seres humanos, somos criados para criar valor e fazer trocas entre todos. Isto está na nossa natureza. A evidência avassaladora diz-nos que sempre que, na história, os humanos gozaram de liberdade para assim o fazerem, prosperaram, os números cresceram e as vidas foram mais longas, mais felizes e mais pacíficas. Em contrapartida, nas alturas em que a nossa necessidade natural de interagir e trocar com os outros foi suprimida, houve uma regressão”, espero que esses tempos não tenham chegado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Está na natureza do homem criar condições para empurrar a humanidade para cima em termos de melhoria continua. Mas nestes últimos tempos, o homem utilizou o capitalismo para criar desvios nocivos para a humanidade, criando tendências de clientelismo, levando a erosão total da ética dos negócios e destorcendo os verdadeiros propósitos do capitalismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A sociedade está hoje mais muito mais consciente do que alguma vez esteve, se o capitalismo não desaparecer, então terá de evoluir, adotando novos valores e princípios, e todos os praticantes terão de ser mais conscientes. Acredito em negócios que criam valor, onde a ética impera em trocas voluntárias, que tiram pessoas da pobreza e criam prosperidade, que incentivam a cooperação social e o progresso humano. Espero que seja este o caminho, para podermos a aspirar a algo mais genial do que o velho capitalismo.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:109373</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/109373.html"/>
    <issued>2013-01-13T10:49:54</issued>
    <title>As grandes ameaças do futuro</title>
    <published>2013-01-13T11:03:47Z</published>
    <updated>2013-01-13T11:16:23Z</updated>
    <category term="vida"/>
    <category term="ameaças"/>
    <category term="internet"/>
    <category term="mundo"/>
    <category term="blog"/>
    <category term="atualidade"/>
    <category term="stress"/>
    <category term="news"/>
    <category term="fome"/>
    <category term="world"/>
    <category term="terrorismo"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=QozFWdCdfgalBKrih9wL"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor;" src="http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0f11d920/14235879_DmIIb.jpeg" alt="" width="501" height="437" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O mundo na última década sofreu grandes transformações e a uma velocidade que aumentará exponencialmente no futuro próximo. Identificar os riscos futuros, de forma a poder antecipá-los é cada vez mais difícil. O problema é que cada vez mais agimos de forma reativa depois dos problemas eclodirem. A grande instabilidade macroeconómica por que passamos é disso um bom exemplo, a par dos eventos climáticos extremos, a fome, os Estados falhados e os conflitos armados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No curto e médio prazo continuaremos a assistir ao aumento das desigualdades, na distribuição da riqueza e das dívidas públicas insustentáveis, principalmente devido as políticas erróneas do passado e do presente, implementadas a nível nacional e internacional. O risco da disseminação do fracasso financeiro sistémico, em conjunto com os desequilíbrios fiscais crónicos poderá desencadear um stress, no sistema económico global.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os episódios climáticos extremos serão cada vez mais frequentes, as emissões de gases com efeitos de estufa continuam a aumentar. O sistema ambiental está sob um stress crescente, onde o fornecimento de água potável, a par da escassez alimentar, do aumento das temperaturas globais, a que se junta a crise económica para que aconteça a tempestade perfeita, com consequências insuperáveis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar dos gigantescos progressos na área da saúde, a humanidade sempre esteve sob ameaça de doenças infeciosas, pandemias, mutação de vírus altamente mortíferos, que estão sempre à frente da investigação científica. A crescente resistência aos antibióticos poderá levar ao desastre em termos de doenças bacteriológicas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A era digital representa também, um risco para a humanidade, que poderá passar por uma desinformação massiva com riscos tecnológicos e geopolíticos que podem passar pelo terrorismo, disseminação de armas de destruição massiva, ciberataques, até à desgovernação global. A internet coloca online um terço da população mundial e um conteúdo ofensivo ou mal interpretado poderá despoletar crises impensáveis. A humanidade evoluirá de forma radicalmente incerta e dentro de uma complexidade crescente.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:franciscofonseca:109290</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://mundocontramao.com/109290.html"/>
    <issued>2013-01-09T16:14:36</issued>
    <title>A refundação da democracia com partidos X</title>
    <published>2013-01-09T16:19:37Z</published>
    <updated>2013-01-09T18:09:47Z</updated>
    <category term="vida"/>
    <category term="fmi"/>
    <category term="democracia"/>
    <category term="partido x"/>
    <category term="mundo"/>
    <category term="pessoal"/>
    <category term="blog"/>
    <category term="atualidade"/>
    <category term="15 m"/>
    <category term="news"/>
    <category term="portugal"/>
    <category term="world"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/ffonseca/fotos/?uid=n9uBCAdqd8rcqlLnScVO"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor;" src="http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B46125bb4/14223312_Ob9uy.jpeg" alt="" width="502" height="331" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O governo de Portugal pediu ao FMI um estudo que prescrevesse as reformas inteligentes necessárias ao corte de 4 mil milhões de euros. As reformas inovadoras foram agora conhecidas e pronunciam ainda um maior estrangulamento da carteira dos portugueses. O doloroso esforço não chega sendo necessária mais pobreza para engordar os mais ricos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Resumidamente, os principais cortes têm a ver com a redução do subsídio de desemprego, despedimento de 50 mil professores, aumento do horário de trabalho, acabar com o sistema nacional de saúde, fortes cortes nos salários e nas pensões dos militares e polícias, aumento das propinas, redução das tabelas salariais da função pública, despedimento de funcionários públicos, subida da idade da reforma para os 66 anos e proibição de reformas antes dos 65 anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora o governo português tem aqui a fórmula mágica para sair da crise. É só implementar as medidas à risca e Portugal transformar-se-á num país próspero e desenvolvido no curto prazo. Penso que é chegada a hora de refundar este ultraje democrático, de forma a substituir a elite política e aprisionar os banqueiros que roubaram e muito contribuíram e continuam a contribuir para a crise atual.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje em Estanha foi anunciado um novo partido que se chama “Partido X” criado por seguidores do movimento de contestação 15 M. Este partido apresentado na internet constituí um método ao serviço de todos, que só toma a forma de partido para levar a cabo a refundação da democracia. O programa foi explicado e os seus objetivos passam por um sistema diferente de voto real e permanente, a legislação feita por todos assim como sua votação. Referem ainda se os políticos são o problema, eles serão o grande problema para os políticos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O partido X entra no espectro político espanhol para desalojar os políticos do espaço eleitoral em que estão entrincheirados. Outra máxima consiste que a melhor maneira de garantir um bom futuro é criá-lo. A Internet é a ferramenta de trabalho sendo um dispositivo de comunicação e ação. Esta forma de intervenção dos cidadãos na gestão política foi experimentada na redação da Constituição islandesa, nos gabinetes digitais da capital da Islândia, Reiquejavique, ou em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Brasil. Penso que em Portugal é necessário uma ideia do género, existe espaço e cada vez maior no espectro político português, a refundação de ideias, de conceitos é urgente e necessária feita por pessoas, com uma nova filosofia de sociedade.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
</feed>
