Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

07
Fev 12

Parece um pouco estranho falar deste tema, mas cada vez mais fará parte dos nossos dias. Existe uma explosão de conhecimento, que decorre da cultura de participação cada vez mais enraizada no mundo global e este fenómeno tem profundas consequências, para as pessoas, para as empresas e para os governos.

Chegamos aqui, porque nas décadas que se seguiram ao final da Segunda Guerra Mundial, o tempo livre das pessoas no mundo desenvolvido cresceu consideravelmente, pela maior expectativa de vida e, em muitos países, pela redução do tempo de trabalho. No início, as pessoas investiam o seu tempo livre a ver televisão, hoje em dia gastam esse tempo para criar coisas novas e diferentes.

Assim, o consumo passivo acabou e deu lugar ao consumo participativo, especialmente entre os jovens. O excesso de conhecimento que é fruto de uma cultura de participar tem repercussões na vida contemporânea, ou seja, a capacidade de usar o tempo livre para produzir e compartilhar conhecimento no mundo conectado. Isto acontece porque as pessoas têm tempo livre e estão conectadas globalmente.

Esta conectividade proporcionada pela internet traz a possibilidade de aproveitar enormes oportunidades por meio da participação coordenada. Hoje, qualquer pessoa pode dizer coisas em público, nomeadamente nas redes sociais com milhares de seguidores. As pessoas começaram a recorrer às redes sociais para encontrar bom conteúdo. As redes sociais atuam como amplificadores da informação e também como filtro. O mundo das empresas editoriais e da publicidade está a sofrer profundas alterações, que muita gente ainda não percebeu o poder do mundo conectado.

publicado por franciscofonseca às 22:36
sinto-me:

10
Nov 10

 

Portugal colocou hoje, no mercado mais uma emissão de divida, no valor de 1.242 milhões de euros, a uma taxa de juro mais alta de sempre.

 

Alguns analistas conceituados estavam preocupados, como o mercado iria reagir a esta operação financeira. A procura duplicou a oferta, logo podemos dizer, que ainda existe muita gente interessada, em emprestar dinheiro ao nosso país.

 

O problema é que este ritmo de endividamento não pode continuar, com a taxa de juro que vamos pagar, o dinheiro fica muito caro e esta prática terá inevitavelmente de passar a constituir o último recurso.

 

Isto quer dizer, que as medidas de austeridade anunciadas são manifestamente insuficientes, para recolocar as finanças públicas em ordem.  Mais cortes, do lado da despesa terão de ser feitos e, meus senhores, nesta matéria, muita coisa é possível cortar, desde que os nossos governantes se reeduquem e façam com que o seu exemplo seja seguido, no sentido descendente, da máquina administrativa do Estado.

 

Houve um inquilino do palácio de S. Bento, que tinha dois contadores de electricidade e de água, pois, o que ele gastava em proveito próprio pagava do seu bolso. Mas não era preciso chegar a tanto, bastava que a frota automóvel, os salários dos seus condutores, os cartões de crédito, os subsídios de representação, de habitação, as portagens, as telecomunicações móveis, as comemorações de simbologia feitas quase diariamente, as viagens em primeira classe, os hotéis de 5 estrelas, os jantares e os almoços de trabalho, fossem reduzidos em 50%, em tudo que diga respeito a gastos de dinheiros públicos.

 

Mas, este “monstro” que se chama Estado e a sua administração pública está impregnado de sanguessugas, que secam tudo quanto for coisa pública, sendo esta cultura muito difícil de mudar. Por isso, não me restam grandes dúvidas, aqueles que quiserem verdadeiramente alterar este figurino terão de dar um exemplo muito forte e replicá-lo em todos os sectores, onde seja gerida a coisa pública.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 20:06
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26
Out 10

Hoje Portugal aparece como um dos países mais corruptos da Europa. Que razões haverá para que à corrupção tenha aumentado em Portugal?

 

Em minha opinião, o primeiro factor prende-se com o legislador, ou seja, as leis são herméticas e ninguém as entende, são feitas sem o conhecimento da realidade, simplesmente suportadas pela verborreia do legislador.

 

Por outro lado, a justiça é demorada devido ao grande volume de produção legislativa e às constantes alterações, que acontecem no panorama jurídico nacional.

 

Mas, hoje estamos perante um tsunami financeiro, as nossas vidas pessoais estão absolutamente fora do nosso controlo e as nossas expectativas completamente defraudadas.

 

O nosso país é um bom exemplo de deixar para depois o que não nos afecta hoje, mas esse tempo acabou, teremos de acordar, de fazer qualquer coisa, pois caso contrário as nossas vidas serão consumidas por esta armadilha, em que os europeus estão a cair incrédulos.

 

Estamos a viver tempos em que todas as nossas expectativas estão a ser abruptamente despedaçadas e, o pior é que sem qualquer reacção da nossa parte.

 

Mais uma vez digo e reafirmo, está na hora de arrepiarmos caminho urgentemente!

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 22:27
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21
Out 10

 

A sociedade francesa está viva, manifesta-se, reage, luta contra as políticas prometidas pelo poder político.

 

A sociedade portuguesa vem sendo afectada, por várias políticas de austeridade e com promessas de mais impostos, menos salários, tudo em prol do sistema financeiro internacional, sem esboçar qualquer reacção.

 

Como disse o ministro das finanças hoje, se não ganharmos a confiança do sistema financeiro, Portugal fica sem financiamento e segundo ele isso seria desastroso! Será? Eu acho que isso seria óptimo, pois todos passaríamos a viver com os rendimentos que produzimos. Caso contrário, este ciclo ruinoso do endividamento das gerações futuras, isso sim, será o desastre da Nação.

 

Portugal comemorou 100 anos de república, mas a sociedade continua a viver de valores e princípios monárquicos. Vejamos a importância que é dada a algumas famílias da nossa sociedade, ao comportamento dos nossos políticos, a forma como a comunicação social aborda o quotidiano, a ostentação evidenciada pelos quadros superiores da administração pública, desde políticos, gestores públicos, directores de serviços, comandantes militares e policiais. Muitos destes passeiam-se todos os dias em viaturas de luxo, à custa dos nossos impostos, quando podiam muito bem, deslocarem-se nas suas próprias viaturas, conforme fazem a maior parte dos contribuintes. Este bacoquismo provinciano está muito enraizado na sociedade portuguesa.

 

Por outro lado, o amorfismo instalado na colectividade contribui para que as grandes rupturas, necessárias na cultura vivencial portuguesa fiquem adiadas indefinidamente.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 22:53
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14
Set 10

 

Hoje li uma história deliciosa, a qual quero aqui compartilhar, pois, é um retrato de definição muito pormenorizada, do país em que vivemos.

 

Então é assim para começar, existiam 4 funcionários públicos chamados Toda-a-Gente, Alguém, Qualquer-Um e Ninguém.

 

O Chefe dá um trabalho para fazer muito importante e Toda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria. Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez. Alguém se zangou porque era um trabalho para Toda-a-Gente. Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria. No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito.


Foi assim que apareceu o Deixa-Andar, um 5º funcionário para evitar todos estes problemas, ou seja, a melhor forma de resolver os problemas é não pensar neles. Este Deixa-Andar tornou-se numa instituição, a qual todos os portugueses aderem, como de uma religião se trata-se.

 

 

Todos juntos, com muita força, com coragem, determinação, empenho, espero que consigamos bater no fundo o mais rápido possível, para que os ratos fujam, pois só assim será possível erguer de novo esta Nação.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 19:30
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01
Mai 10

Hoje comemora-se o dia do trabalhador quase por todo o mundo. As notícias não são animadoras, manifestações acontecem por toda a parte, imagens de confrontos com a polícia, estamos a entrar numa era de convulsão social.

Mas a ganância dos predadores, contínua e com a feroz competitividade económica, os produtos finais têm de chegar aos consumidores com os melhores preços, com os mais baixos custos de produção.

Neste nosso mundo desenvolvido, maravilhoso, existem milhões de crianças que são escravizadas por grandes multinacionais, pois só dessa forma se consegue uma produção a baixo custo e produtos a preços competitivos.

Por isso assistimos a deslocalização de grandes empresas para países onde o trabalho infantil é permitido, os predadores sabem disso, mas a desculpa é sempre a mesma, tudo se fica a dever a competitividade económica.

Espantoso, porque será que o grupo do G8 não faz cimeiras para discutir este problema? Porque será que as organizações de protecção dos direitos humanos estão silenciosas? Hoje o poder dos predadores corrói todos os pilares da sociedade.

Deixo algumas fotos das vítimas dos predadores económicos.

 

 

 

 

 

  

 

 Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 17:46
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música: Zeca Afonso

04
Fev 10

Nenhum gestor, nenhum líder pode estar preparado para todas as surpresas, por mais cursos e experiência que tenha.

Para se ter sucesso na gestão como líder é necessário ter uma forte visão, compartilhada por um pequeno número de pessoas. Neste grupo é fundamental haver uma mente de principiante, pois só estes conseguem ver uma situação sob uma luz diferente. É essencial ter mente de principiante, aberta a novas experiências e surpresas, principalmente nos dias que vivemos.

Este factor tem sido ignorado, pelos principais pensadores da gestão, de liderança e dos negócios. Hoje vivemos no tempo de coleccionar currículos, mas isso não é seguramente o mais importante. O que importa é que as pessoas que trabalham em equipa joguem no mesmo espaço e tenham objectivos comuns e leais, mas, infelizmente cada vez é mais raro.

O que me estimula a continuar esta caminhada, é de facto gostar daquilo que faço. Um dia um famoso equilibrista chamado Karl Wallenda disse: “O único momento em que me sinto vivo é quando ando na corda bamba. O resto é espera.” Por isso comigo acontece quase o mesmo, quando somos envolvidos em projectos ambiciosos, quando confiam no nosso trabalho, quando somos reconhecidos pelos melhores motivos, sentimos que estamos vivos, caso contrário estamos em espera…espera essa que cansa muito, mas muito.

Receio que a espera seja demorada, por isso resta esperar e apelar à paciência em grandes doses.

Francisco Fonseca

 

publicado por franciscofonseca às 19:42
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12
Out 09

 

Tenho formação na área da gestão, área na qual os bons gestores ganham muito dinheiro. Mas consciente que vivemos num mundo globalizado e na era do conhecimento exponencial, por vezes passam por nós oportunidades que deixamos para depois.

 

 Todos os dias a Internet é bombardeada com propostas de dinheiro fácil, rápido e sem nenhum trabalho.

 

Mas realmente acreditar que se vai fazer dinheiro sem necessitar de fazer nada é pura ilusão, como tudo na vida.

 

Normalmente tais propostas escondem até o último instante o "como o sistema funciona". Pelo menos até ao ponto onde já se gastou alguma coisa.

 

O que se propõe é uma gestão própria, com uma fórmula real, com ganhos dependentes do esforço de cada um, mas dentro da realidade.

 

Estou a falar de uma oportunidade de negócio real. Se pretenderes ficar milionário da noite para o dia, procura outro lugar e perde mais tempo e dinheiro atrás das promessas de riqueza ilimitada.

 

Não precisas quebrar a cabeça a pensar em como ganhar dinheiro extra ou ganhar muito dinheiro.

 

Persistência e consistência são os vectores que te levarão a ficar mais desafogado com este negócio.

 

 

http://www.aformula.biz/?42

 

Francisco Fonseca

 

 

publicado por franciscofonseca às 23:44
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