Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

18
Set 12

A instabilidade económica atual é uma oportunidade para o capitalismo se renovar e corrigir as suas teorias. O capitalismo entra numa nova fase, na qual a desigualdade entre as pessoas é evidenciada, questionada através de grandes manifestações. É urgente que capitalismo reveja as suas antigas políticas e comece a encontrar soluções para a grande desigualdade que gerou.

Até a este momento, a desigualdade era justificada com o argumento de que os que mais contribuíam deviam receber mais. Contudo, as pessoas que destruíram a economia foram as que recebiam mais. Portanto, sou de opinião que o capitalismo está a entrar numa nova fase, na qual reexaminamos algumas das premissas básicas para a desigualdade que sempre aceitamos.

Por outro lado, as nações europeias estão equivocadas ao pensarem que resolverão os problemas com políticas de austeridade; elas só aumentarão a desaceleração económica. Para alterar o curso das coisas, precisam ser diagnosticados os problemas subjacentes à crise. A questão depende da compreensão dessa complexidade, ainda não vista nos governantes europeus até ao momento.

O primeiro enfoque consiste em reduzir as desigualdades do mercado, oferecendo educação a quem está na base e contando com leis que travem as práticas anticompetitivas. O segundo é o estabelecimento de medidas que revertam a desigualdade dos rendimentos, como a cobrança de impostos progressivos. Assim, a educação e a reforma tributária são caminhos para equilibrar as condições de vida das populações.

Contudo, o euro impede a adaptação da Europa ao novo mundo que surge da crise e, com isso, está contribuir para a debilidade global. Agora, se o euro não sobreviver, as consequências para a Europa serão ainda mais drásticas; por isso, é preciso fazer com que sobreviva, encarar a realidade transformando- o e se necessário reconstruí-lo.

publicado por franciscofonseca às 17:13
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24
Jul 12

Portugal é um dos países com mais história do continente europeu e do mundo, com um património cultural muito valioso e com um património natural desbaratado constantemente, por gente que nunca soube gerir coisa alguma, que criou um sistema em que as necessidades são muito superiores às suas capacidades.

A nossa geografia, a nossa paisagem, o nosso mar maravilhoso, nunca conseguiram proporcionar um sentimento de felicidade e bem-estar capazes de originar cidadãos mais felizes e consequentemente mais produtivos. Sempre fomos um país do fado triste.

Quando estamos mais felizes, em harmonia com a vida, somos por norma mais produtivos, mais interessados, mais dinâmicos, mais capazes. Por outro lado, as pessoas obscuras, tristes e consequentemente infelizes são normalmente menos produtivas apesar de se acharem as mais espertas.

Atualmente a nossa população está triste, deprimida, frustrada e sem esperança no futuro. O incrível é que todas as gerações estão desiludidas com os caminhos trilhados por Portugal. Os que viveram na ditadura passaram da euforia à depressão, os que sempre viveram em democracia sentem a frustração pelo abandono e falta de respeito por parte dos eleitos.

Por isso os mais novos a convite do governo da república já começaram a abandonar o país, a minha geração questiona-se sobre o seu papel neste lindíssimo e ineficiente país. Os mais velhos refletem sobre o que andam aqui a fazer. Assim, as perguntas mais lógicas sobre as quais devemos todos refletir são: o que vai ser deste país? Quem serão os que terão coragem para ficar por cá? Os gestores que são bem remunerados, mas ficam a gerir o quê? Talvez a gerir os vazios que conseguiram criar durante o tempo que tiveram responsabilidades governativas…

publicado por franciscofonseca às 20:44
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17
Jul 12

Vivemos numa época que aceita como um dado adquirido que os valores estão em crise. Em todas as épocas sempre surgiram vozes manifestando idênticas impressões. A nossa, neste ponto, parece ter assumido que se terá atingido uma crise generalizada. Não existem atualmente critérios seguros para distinguir o justo do injusto, o bem do mal, o belo do feio; tudo é relativo, subjetivo, obscuro e incerto.

O meu país está mergulhado numa grave crise económica e social, mas ao mesmo tempo numa profunda crise de lideranças, que são incapazes de rasgar horizontes, de projetar um país de futuro, desenvolvido, credível, onde todos os cidadãos sintam orgulho em viver.

Hoje, as nossas lideranças seguem a corrente dos mercados da aparência, da imagem, do marketing, ou seja, são espampanantes, pouco racionais, pouco prudentes, clamam por políticas frenéticas, gritam, gesticulam, têm comportamentos espalhafatosos, usam palavras bacocas e não aceitam a contingência do fracasso como homens.

Normalmente são mal-educados, passam a vida a denegrir colegas de profissão, os seus adversários, fazem grandes blefes, provocam, fantasiam, colocam-se em bicos de pés, a culpa é sempre dos outros e não sabem fazer uso da nobreza do silêncio. As tendências ditam as regras, os líderes têm de ser indiscretos, pouco sensatos, pouco afáveis, muito espetaculares nas atitudes, num mundo e numa sociedade que clama por sangue, aldrabões, falcões e abutres.

Nos dias de hoje, a vida pública, económica e social transformaram-se em verdadeiras selvas humanas, de pessoas sobranceiras, sem qualidade, sem competência e sem ética. Ainda acredito num país melhor, mas a esperança é cada vez menor.

publicado por franciscofonseca às 22:07
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05
Jul 12

Em Portugal a crise demográfica e social é especialmente preocupante, tendo vindo a agravar-se com a crise económica que assola o mundo inteiro, e em particular todos os países da União Europeia. A crise demográfica é especialmente grave, no caso português, sendo necessárias medidas urgentes e contundentes por forma a corrigir uma situação atípica e altamente preocupante.

A população passiva esta a aumentar significativamente em relação a população ativa. Isto traz repercussões dramáticas, que vão desde as excessivas deduções para a segurança social, de forma a garantir as pensões e a disponibilidade de outros serviços sociais a toda a população, a sérios desequilíbrios nas estruturas de produção e consumo, assim como as ramificações nas áreas sociais e económicas que possuem uma estreita ligação com a idade, como são, por exemplo, o emprego, a educação, a habitação e os cuidados de saúde.

Neste sentido, a lista dos efeitos negativos é muito extensa: diminuição do número de pessoas que compõem a população ativa; envelhecimento progressivo dessa mesma população ativa; desequilíbrios que obrigam a alterações nas políticas de reforma; desequilíbrios no investimento e poupança a nível coletivo e familiar; diminuição do rendimento familiar disponível; aumento dos gastos em saúde; subutilização e redundância no sector da educação; primazia dos valores conservadores na política; desequilíbrios nas estruturas familiares; aumento da problemática de socialização intergeracional; fragilização das relações primárias de apoio; possível quebra do sistema de Segurança Social.

Espero que as autoridades políticas em Portugal tomem verdadeira consciência da gravidade da situação atual, e para além de aumentar a proteção e o apoio aos idosos, fomentem leis que facilitem e favoreçam a constituição de famílias e estimulem a natalidade. Só desta forma Portugal deixará de ocupar um dos últimos lugares no ranking mundial de natalidade, e os lugares cimeiros no que respeita ao envelhecimento da sua estrutura demográfica.

publicado por franciscofonseca às 17:04
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19
Jun 12

Na Europa a corrupção tende a agravar-se com a crise financeira. Existe uma forte correlação entre este fenómeno e os défices dos países do sul da Europa, que lideram o problema de endividamento e os que menos praticam uma cultura política de transparência.

Na Grécia, Itália, Portugal e Espanha a corrupção consiste com frequência em práticas que resultam da opacidade nas regras entre os grupos de pressão, de tráfico de influência e de relações muito estreitas entre o sector público e o privado. A permeabilidade entre empresas e governos favorece o abuso de poder, o desvio de fundos e a fraude, minando a estabilidade económica.

Nos países que passam por dificuldades financeiras, os abusos e a corrupção não estão controlados. Estes países padecem de uma grave carência de responsabilidade dos poderes públicos e revelam uma ineficácia, negligência e corrupção tão enraizadas que não é possível ignorar a relação entre a corrupção e as crises financeira e orçamental que se vive nestes países. Esta é a realidade nua e crua e que os lobbies sem controlo tudo farão para que assim continue.

Neste momento de grande incerteza a Europa necessita de uma cultura política de transparência para sair da crise económica. Existem demasiados governos que se furtam à sua responsabilidade na gestão das finanças públicas e dos concursos públicos.

Mas quando o problema não é a crise económica mas, pelo contrário, o fenómeno da corrupção prolífera graças à riqueza, ou seja, o modo descarado como as elites políticas e económicas desse país delapidam essa riqueza em prol de benefícios próprios. Falo de Angola, de facto dos países mais corruptos do mundo. Os mais corruptos têm toda a proteção política e jurídica para que não sejam responsabilizados pelos seus atos. É quase impossível uma empresa estrangeira investir hoje em Angola sem que tenha um sócio que seja membro do governo ou que esteja ligado à família presidencial. Há uma associação de tráfico de influências.

Os principais sinais deste fenómeno continuam enraizados na administração pública, onde impera a gorjeta, chamada gasosa, o tráfico de influências, a retórica da falta de verbas como forma de justificar a não concretização de projetos sociais, o nepotismo e os sinais exteriores de riqueza e, ainda, a regra do sócio, apelidada em Angola de cabritismo, e do amigo do partido. O sul da Europa aproxima-se perigosamente deste tipo de corrupção. Espero que este fenómeno seja passageiro, caso contrário será a ruína completa dos povos.

publicado por franciscofonseca às 17:11
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24
Mai 12

A decisão de elaboração do plano de contingência, para preparar o abandono grego foi tomada pelo Grupo de trabalho do Eurogrupo, que integra especialistas designados pelos ministros das Finanças dos países que integram a zona euro. O grupo acordou que cada país da zona euro deve preparar individualmente um plano de contingência, sobre as potenciais consequências de uma saída da Grécia da zona euro.

Um dos medos acerca de uma saída da Grécia do euro é que ninguém sabe mesmo que impacto terá. Aquilo com que a maioria dos líderes europeus está preocupada é com um colapso do sistema bancário, na maioria dos países da europa e principalmente da França e da Alemanha.

A troika previa que a economia grega se contrairia 4,5% este ano. Ora, muitos economistas preveem que chegue aos 7%. Isto significa que no espaço de apenas quatro anos, a economia grega caiu quase 25%. Isto é devastador. E torna difícil alcançar quaisquer metas no rendimento que possam reduzir o défice orçamental. Isto tem de ser reexaminado antes que a economia seja completamente destruída. Não há qualquer forma de cumprir o programa se a capacidade da Grécia pagar a sua dívida está afetada pelo aprofundamento da recessão.

Se um governo anti memorando for formado, a partir de novas eleições, então a possibilidade de abandono é real. Mas a Grécia tem um grande trunfo na manga para se manter no euro. A carta escondida em Atenas vale cerca de 640 mil milhões de euros. Pode provocar um sismo nas contas da troika, do Banco Central Europeu e dos credores privados da dívida grega, que, ainda, agora aceitaram uma reestruturação voluntária.

publicado por franciscofonseca às 17:58
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05
Abr 12

O número de desempregados, na maior parte dos países desenvolvidos continua a engrossar e as perspetivas de inversão são muito débeis. Isto pode ser explicado na forma como o homem desenvolve tecnologia de substituição para a presença humana. Os progressos tecnológicos estão a acontecer a um ritmo alucinante e muitas pessoas perdem a corrida contra as máquinas, pois não conseguem ganhar novas competências, para encontrar novos empregos. Assiste-se a uma crescente desmoralização, principalmente no continente europeu, causada pelo desemprego galopante, que constitui num dos maiores perigos para a nossa sociedade.

As empresas pensam cada vez mais no curto prazo, ou seja, formas rápidas de rentabilizar o negócio. A solução mais fácil e eficaz é cortar nos custos através da utilização de progressos tecnológicos que automatizem processos e eliminem a necessidade de contratar mais trabalhadores para produzir melhores resultados, isto é, não são criados novos postos de trabalho, mas sim eliminados. Em Portugal, milhares de trabalhadores dos hipermercados, dos postos de abastecimento de combustível, das portagens nas autoestradas, dos bancos, da indústria e do comércio de uma forma geral ficaram e continuam a ficar desempregados sem qualquer perspetiva de futuro.

Por outro lado, os sistemas educacionais estão concebidos para criar um vasto número de generalistas, poucos especialistas e muito menos híper-especialistas, quando a realidade atual, cada vez mais complexa exige trabalhadores mais especializados.

O problema agrava-se porque as políticas governamentais estão inquinadas pelo poder financeiro e o desinvestimento presente na educação tornará os países irremediavelmente mais pobres. Esta incapacidade crónica de fornecer uma educação de qualidade e acessível para a maioria da população arrastou-nos para esta situação. Para escaparmos à grande estagnação e ganharmos a corrida contra as máquinas, são necessárias ações urgentes e concretas no plano educacional. Para lutarmos contra a maior ameaça para a sociedade atual, é necessário um investimento direcionado na educação, de uma maior regulação, de mais formação e de programas sociais para os info-excluídos deixados para trás na corrida contra as máquinas e nas inovações que suprimem os empregos.

publicado por franciscofonseca às 19:20
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23
Mar 12

A ambição, cheques chorudos no final do mês, benefícios vários e a aspiração a uma vida de luxo no futuro é o sonho da maior parte do comum dos mortais. Este era o sonho antes de a crise ter eclodido em 2008, para uma grande parte das pessoas. Hoje, a realidade é bem diferente, o poder político esta subjugado ao poder financeiro, os bancos beneficiaram, de forma escandalosa, do trabalho árduo das pessoas, mas, hoje em dia continuam a beneficiar e a pedirem ainda mais esforços aos mesmos, através dos governantes de cada país. Naturalmente, quando as pessoas não gostam da forma como estão a ser tratadas, começam a manifestar-se.

Os decisores políticos têm que urgentemente repensar e reformular a governação económica na Europa e no Mundo, caso contrário, o maior projeto de unificação de povos e culturas desaparecerá. As medidas avulsas de emergência foram necessárias para evitar males maiores. Mas, o caminho a percorrer é tortuoso, ou seja, pensa-se em corrigir os défices, mas tem que se corrigir os superavits. Não podemos ter países com défices de 5% e outros com superavits de 6%. Não há moeda única que resista a estes desequilíbrios. Este é o verdadeiro problema da crise do euro e da zona euro, pois, o endividamento não é um problema só português, não é um problema só europeu, é um problema global.

É chegado tempo de olhar para o mundo tendencialmente mais globalizado, pensar nas mudanças ocorridas, no que essas mudanças exigem, em termos soluções globais e mudar radicalmente a governação económica mundial, caso contrário esta crise poderá durar por longos anos. Os decisores têm de ter consciência de que se os desequilíbrios a nível global, em termos de endividamento, de défices, assim como dos superavits não forem corrigidos, o futuro que nos espera será, tanto a nível político, económico e social, catastrófico. A classe média desaparecerá num curto espaço de tempo e muitas pessoas mergulharão na pobreza.

O risco é elevado, as situações de crise despertam nas pessoas os seus maiores medos. As pessoas sentem-se revoltadas porque não percebem qual é o sentido de lutarem para bens comuns. As pessoas já não sabem para o que estão a contribuir, sendo extremamente castigador e frustrante, pelo que recorrem à dinâmica de sobrevivência de cada um. Aqui reside o grande perigo dos nossos tempos.

publicado por franciscofonseca às 19:19
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18
Fev 12

Muitas têm sido as reuniões e as cimeiras mundiais organizadas por aqueles que criaram a crise e que continuam a clamar que são eles que têm a solução para a crise. E nunca sairemos do mesmo, porque são sempre as mesmas pessoas, não democráticas, que tomam as decisões. Grande parte destes eventos constituem-se como refúgios luxuosos, com grande cobertura dos media, mas com finais vazios de ideias, de como repensar profundamente os sistemas financeiros.

O planeta conta agora com mais de 225 milhões de desempregados, uma em cada três pessoas é pobre, 1% das famílias em todo o mundo carrega no bolso 40% de toda a riqueza existente, os salários, enquanto percentagem do PIB, estão em mínimos históricos e os lucros empresariais, enquanto percentagem do PIB, nos máximos igualmente históricos. Este modelo capitalista terá de ser repensado, enquanto não surgir um novo modelo económico alternativo.

O que é comum ao mundo inteiro na atualidade é a incerteza económica e financeira, o aumento da desigualdade de rendimentos e riqueza, os grandes desafios da pobreza e os efeitos do desemprego provocado pela crise financeira. A crise das dívidas soberanas europeias, em conjunto com os cortes orçamentais, está a piorar sobremaneira a recessão, principalmente na Europa. Estamos a viver um ciclo vicioso e a austeridade fiscal para resolver o problema da dívida só está a tornar tudo pior.

No velho continente europeu a mistura explosiva está a ser cozinhada. Os medos relativos à perda de cultura, competição pelos recursos económicos, desemprego galopante, falência do estado social constituem as principais causas que explicam a intolerância crescente na Europa. E, como seria de esperar, a atual crise económica e financeira, cuja grande consequência é a austeridade irá, muito provavelmente, exacerbar esta intolerância. A globalização corre o sério risco de descarrilar, o que constitui uma ameaça para a economia global.

publicado por franciscofonseca às 12:04
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02
Jan 12

Portugal enfrenta um dos seus maiores desafios dos tempos de democracia. A economia portuguesa não cresce há uma década. Sem crescimento económico, a degradação do Estado social e o agravamento do desemprego e da pobreza serão uma inevitabilidade e a capacidade para pagar o empréstimo externo uma perigosa incerteza.

É urgente corrigir desequilíbrios estruturais e voltar a colocar o país numa trajetória de crescimento económico sustentado que possibilite a criação de riqueza, de emprego e de bem-estar social, mas as reformas tardam em ser implementadas, mesmo com uma conjuntura favorável para a sua aplicação.

Por outro lado, dinamizar a economia portuguesa requer novas capacidades de investimento que alicercem estratégias de crescimento orientadas para a inovação e internacionalização, só possíveis de alcançar com a resolução dos problemas de liquidez e da generalização do acesso ao crédito a custos competitivos. Mas a banca portuguesa necessita de reorientar mais o seu crédito para as empresas em detrimento do crédito pessoal.

A atual crise portuguesa coloca uma emergência individual, uma emergência económica, uma emergência social e uma emergência política. O presidente português no seu discurso de ano novo ao país não disse nada de muito significativo, mas também não seria de esperar outra coisa.

Os sacrifícios pedidos pela classe política estão a ser redistribuídos de forma desigual. Esta distribuição desigual é determinada não só pela necessidade mas também por aqueles que detêm o poder e o controlo sobre as instituições nacionais e europeias. Aqui reside o maior perigo da sociedade portuguesa entrar em convulsões, que em nada contribuirá para a resolução da grave situação em que o país mergulhou.

publicado por franciscofonseca às 14:13
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