Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

01
Nov 11

Portugal e os portugueses vivem tempos de grande incerteza. A ansiedade cresce a cada dia que passa, os resultados dos sacrifícios impostos pelo governo são inteligíveis. É quando a maré baixa que percebemos quem estava nadando nu e, no caso português estava o próprio Estado, as instituições, as empresas e a maioria dos portugueses.

Em tempos de crise económica, social, sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno. Este já foi o espirito dos portugueses, mas que se foi perdendo ao longo de gerações, assim como se perdeu a memória coletiva. Somos de fato um povo sem memória coletiva. Chegou a altura de voltarmos a sonhar em grande.

Mas temos de ter cuidado, pois imaginação sem execução é alucinação. Este tem sido o grave problema dos nossos governantes, desde há muito tempo. Devido a amplitude das mudanças económicas que estão em curso, a tentação para muitos governantes e estrategistas será a da paralisia diante da crise. Este é o grande erro que está em curso.

Os tempos de dificuldades devem servir para aguçar o apetite do aprendiz e desta forma transformar os problemas em oportunidades. Devemos optar por uma ação baseada em valores compartilhados gerando sentido para o trabalho e alimentar a inovação. Temos de voltar a produzir mais do que consumimos, potenciar e diferenciar os nossos produtos além-fronteiras.

Temos de promover uma cultura única, uma cultura de alto desempenho, uma cultura de honestidade intelectual, uma cultura de encarar e solucionar os problemas e por fim uma cultura de promoção da meritocracia. Não podemos rejeitar o nosso futuro coletivo, com a desculpa e medo do desconhecido. Somos um país com uma longa história e temos de ser capazes de encontrar os melhores pilotos, que demonstrem confiança e clama ao anunciar que o país passará por turbulência nos próximos anos.

publicado por franciscofonseca às 15:16
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08
Nov 10

O Estado português comprou, no passado mês de Outubro uma viatura protocolar. Até aqui tudo bem, mas trata-se de uma viatura Mercedes S450CDI no valor de 140.876 euros. Estes senhores não passam de uns bacocos, pois passam a vida a pedir sacrifícios aos cidadãos e depois gasta-se esta quantia num só carro. Haja decência, moral, respeito, tenham vergonha!

 

 

Precisamos de ser reeducados, venha lá quem vier, mas uma coisa parece certa, sozinhos não conseguiremos mudar esta cultura, que se instalou em todos os níveis da governabilidade deste país.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 16:58
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07
Nov 10

 

Portugal está a braços com potenciais problemas de insolvência, de elevada probabilidade de se verificarem num curto espaço de tempo.

 

A visita do Presidente, Hu Jintao a Portugal, segundo os principais analistas, foi um sucesso e pode recolocar o nosso país perante os mercados financeiros, ou seja, o facto de a China ameaçar comprar a nossa dívida pública, pode resfriar a ganância dos abutres económicos.

 

Vivemos na era da globalização, em que as fronteiras políticas, culturais, económicas e sociais se diluíram, mas custa-me ver o meu país vergar-se, ajoelhara-se, subjugar-se, bem sei, perante a segunda maior economia mundial. Reconheço que os acordos, agora assinados, podem resultar numa lufada de esperança no curto prazo, mas no médio e longo prazo, nada mais representam que a completa ruína do nosso mercado interno.

 

O nosso país continua a preferir às soluções do curto prazo, isto é, empurrar os problemas estruturais com a barriga para a frente, sem que sejam resolvidos. Ninguém fala em reformular o sistema político e eleitoral, o sistema de ensino, o sistema judicial, o sistema administrativo público e o sistema financeiro.

 

Nos últimos 30 anos, muitas mudanças aconteceram, do isolamento, passamos para a CEE, depois surge a globalização e, internamente nada mudou, chegou a hora de reinventar novos modelos de reestruturar a nossa sociedade. Quanto mais adiarmos estas inevitáveis reformas mais caminha-mos para um modelo de Estado falhado.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 15:03
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música: Vento litoral

27
Out 10

 

 

Todos sentimos raiva, ansiedade e incerteza quanto ao nosso futuro. Este é o sinal inequívoco de que estamos a aceitar esta situação de crise.

 

Por outro lado, já todos interiorizamos que é melhor um mau orçamento, do que não virmos a ter nenhum. Os mercados financeiros assim o exigem e porque não queremos a intervenção de terceiros no nosso país.

 

A meu ver, ninguém com responsabilidades tem a noção, da realidade, da forma como este choque vai provocar danos na sociedade portuguesa.

 

Portugal é uma sociedade que mistura uma completa apatia com um desespero terrível e este cocktail, espero que venha a ter efeitos imprevisíveis em todos os cidadãos.

 

Estamos a viver uma miopia colectiva do desastre, onde todas as pessoas assumem que provavelmente nada disto está a acontecer e não vale a pena a ter preocupação, nem imagina a possibilidade que este desastre possa acontecer.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 23:34
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21
Out 10

 

A sociedade francesa está viva, manifesta-se, reage, luta contra as políticas prometidas pelo poder político.

 

A sociedade portuguesa vem sendo afectada, por várias políticas de austeridade e com promessas de mais impostos, menos salários, tudo em prol do sistema financeiro internacional, sem esboçar qualquer reacção.

 

Como disse o ministro das finanças hoje, se não ganharmos a confiança do sistema financeiro, Portugal fica sem financiamento e segundo ele isso seria desastroso! Será? Eu acho que isso seria óptimo, pois todos passaríamos a viver com os rendimentos que produzimos. Caso contrário, este ciclo ruinoso do endividamento das gerações futuras, isso sim, será o desastre da Nação.

 

Portugal comemorou 100 anos de república, mas a sociedade continua a viver de valores e princípios monárquicos. Vejamos a importância que é dada a algumas famílias da nossa sociedade, ao comportamento dos nossos políticos, a forma como a comunicação social aborda o quotidiano, a ostentação evidenciada pelos quadros superiores da administração pública, desde políticos, gestores públicos, directores de serviços, comandantes militares e policiais. Muitos destes passeiam-se todos os dias em viaturas de luxo, à custa dos nossos impostos, quando podiam muito bem, deslocarem-se nas suas próprias viaturas, conforme fazem a maior parte dos contribuintes. Este bacoquismo provinciano está muito enraizado na sociedade portuguesa.

 

Por outro lado, o amorfismo instalado na colectividade contribui para que as grandes rupturas, necessárias na cultura vivencial portuguesa fiquem adiadas indefinidamente.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 22:53
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01
Out 10

Este ano as vindimas no Douro foram recheadas de animação e os mostos prometem excelentes néctares para o próximo ano.

Vou partilhar aqui alguns momentos passados nas vindimas de 2010, na Quinta da Trigueira com mais de 100 anos de existência, que este ano produziu 12.500 litros de excelentes vinhos.

Esta videira é um bom exemplar da requintada casta Touriga Nacional, que este ano teve uma boa maturação e desenvolvimento quer em quantidade e qualidade.

 

Nesta foto quero prestar a minha mais sincera homenagem ao meu querido Pai de 86 anos, que aparece nesta foto em primeiro lugar, o principal responsável pela transmissão da cultura de produção de vinho do Porto e Douro.

 

A pisa a pé é muito importante na aromatização, textura e coloração do tradicional vinho do Douro, nesta Quinta este passo é muito rigoroso.

 

Eu e o meu Mano tirando os últimos líquidos desta produção. Trabalho de muita paciência e precisão.

 

O novo néctar vai ficar nestas cuvas de fermentação a repousar até Janeiro, altura em que vai estagiar em barris de Carvalho Francês, nesta mesma Adega.

 

Nestes barris está a evoluir a produção de vinho do Porto de 2010. A Quinta Trigueira prepara-se para dar mais uns belos momentos de prazer aos seus clientes de eleição.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 22:24

11
Set 10

Lisboa é uma cidade repleta de história e uma das mais antigas capitais da Europa. Cidade que podia respirar cultura, arte, harmonia, beleza, pois os seus bairros tradicionais, situados no coração da metrópole, podiam constituir o seu principal cartão de visita.

 

 Mas tudo isto é uma realidade bem diferente, Lisboa profunda é constituída por um aglomerado de edifícios devolutos, bairros históricos que se transformam rapidamente, em favelas de 2.ª geração, os seus habitantes são idosos, excluídos da sociedade, imigrantes ilegais oriundos principalmente do Paquistão, do Nepal, da China, da Índia, do Brasil e de África, que alugam e subalugam os edifícios, transformando-os em autênticos albergues da miséria, da clandestinidade, do crime, da exclusão, da exploração humana e dos tráficos.

 

Este mundo subterrâneo, oculto, sombrio, onde milhares de pessoas sobrevivem, não é do conhecimento do Sr. Presidente da Câmara, nem dos governantes deste país, pois estes vivem em outra dimensão humana.

 

Não sou de Lisboa, mas estou por cá a vinte anos por razões profissionais e, choca-me ver o coração da capital do meu país transformar-se aos poucos, num submundo degradante, onde pessoas vivem, sem qualquer dignidade humana.

 

O laxismo que se apoderou da sociedade portuguesa está neste caso bem patente, pois esta realidade que constatei in loco fica mesmo nas traseiras, da casa dos governantes camarários e, na frente da chamada casa dos representantes do povo.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 08:52
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25
Abr 10

 

 

Qualquer sociedade desenvolvida tem como principal pilar de sustentação a educação e o ensino, seja ele a que nível for.

 

Portugal nunca teve, nem tem um nível de ensino capaz de projectar a sua sociedade para níveis de desenvolvimento que sejam comprováreis as sociedades desenvolvidas.

 

Mais, caminhamos para o abismo completo, pois basta olhar para o nosso sistema de ensino e todos vemos que temos alunos que querem fazer tudo, menos aprender, professores que estão completamente desacreditados, pais que a muito se afastaram do papel de principais educadores e de transmissores de valores.

 

Depois, temos governos que aparecem com crianças escolhidas e pagas por uma empresa de casting para ficarem bonitos (as crianças e os governantes) na televisão.

 

Os nossos alunos estão em estado bruto, estão tal e qual a Natureza os fez, cresceram como silvas que nunca viram uma tesoura de poda. Apesar de terem 15/16 anos parece que nunca conviveram com gente civilizada.

 

Esta é a nossa realidade, quer se acredite ou não, e projecta uma cultura para as gerações futuras.

 

Penso que chegou a hora desta cultura, deste estado de coisas, mudarem radicalmente e, todos nós ao seu nível pugnamos por um patamar superior de desenvolvimento.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 00:26

04
Fev 10

Nenhum gestor, nenhum líder pode estar preparado para todas as surpresas, por mais cursos e experiência que tenha.

Para se ter sucesso na gestão como líder é necessário ter uma forte visão, compartilhada por um pequeno número de pessoas. Neste grupo é fundamental haver uma mente de principiante, pois só estes conseguem ver uma situação sob uma luz diferente. É essencial ter mente de principiante, aberta a novas experiências e surpresas, principalmente nos dias que vivemos.

Este factor tem sido ignorado, pelos principais pensadores da gestão, de liderança e dos negócios. Hoje vivemos no tempo de coleccionar currículos, mas isso não é seguramente o mais importante. O que importa é que as pessoas que trabalham em equipa joguem no mesmo espaço e tenham objectivos comuns e leais, mas, infelizmente cada vez é mais raro.

O que me estimula a continuar esta caminhada, é de facto gostar daquilo que faço. Um dia um famoso equilibrista chamado Karl Wallenda disse: “O único momento em que me sinto vivo é quando ando na corda bamba. O resto é espera.” Por isso comigo acontece quase o mesmo, quando somos envolvidos em projectos ambiciosos, quando confiam no nosso trabalho, quando somos reconhecidos pelos melhores motivos, sentimos que estamos vivos, caso contrário estamos em espera…espera essa que cansa muito, mas muito.

Receio que a espera seja demorada, por isso resta esperar e apelar à paciência em grandes doses.

Francisco Fonseca

 

publicado por franciscofonseca às 19:42
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25
Out 09

 

Novo Governo esperança renovada. A meu ver penso que se trata, de uma forma geral de renovação, em que a maioria dos portugueses deposita poucas esperanças.

 

Mas vai ser seguramente diferente. Tempos diferentes, conjunturas diferentes, forças diferentes. É muito importante termos noção das diferenças, das características, dos perfis de cada actor neste novo paradigma.

 

Mas não tenhamos ilusões, os ventos vão continuar a soprar desfavoravelmente. É exactamente por sabermos deste estado de coisas, que o resultado global a ser alcançado é a soma das parcelas que cada um de nós conseguir alcançar individualmente.

 

Por vezes somos e pensamos extraordinariamente diferente dos outros, mas é nas épocas de grandes dificuldades, que precisamos de unir esforços para ir mais longe. Só assim conseguiremos um futuro melhor.

 

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Francisco Fonseca

 

publicado por franciscofonseca às 11:38
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