Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

19
Jul 12

A Síria é um dos países árabes menos influenciados e influenciáveis pelo mundo ocidental, ou por qualquer outro país, em função de seu histórico isolamento, devido principalmente ao alinhamento à ex-URSS no contexto do confronto com Israel e da Guerra Fria. O verdadeiro e único aliado importante de hoje é o Irão.

A Rússia e a China são aliados da Síria, principalmente devido aos interesses geoestratégicos. Hoje usaram o poder de veto para impedir resoluções do Conselho de Segurança da ONU que tinham como objetivo pressionar o presidente sírio, Bashar al-Assad, a pôr fim ao conflito de 16 meses que já matou milhares de pessoas.

Mas, a Síria faz parte do plano de democratização, que alguém já batizou de primavera árabe, que só terminará quando chegar ao Irão. Na Tunísia, Marrocos, Egito, Iêmen, Jordânia, Bahrein e Líbia os planos de democratização já estão em marcha. Chegou a hora da queda do regime sírio, mas neste caso, o líder do mundo ocidental não optou pela via da intervenção militar como aconteceu na Líbia. Os serviços secretos fizerem os mesmo trabalho que foi feito no Egipto.

A maioria dos militantes envolvidos no conflito militar na Síria são mercenários recrutados no Iraque, Líbia, Jordânia e Arábia Saudita que utilizam armas tecnologicamente sofisticadas concebidas para combates urbanos, sistemas de visão noturna, meios de comunicação modernos, que causam as maiores baixas ao exército e serviços de segurança sírios.

A mais que provável renúncia do presidente Bashar al Assad poderá estar próxima. Mais do que nos demais países árabes, é o fim de uma era. Um fim muito abrupto de uma era tão duradoura quanto dura.

A ser confirmada a renúncia, Assad vai adotar o modelo seguido pelo Egipto, de entregar os anéis para não perder os dedos. Neste caso, deixar o poder junto com toda a cúpula do partido Baath para entregá-lo ao exército, a fim de que este tente comandar e controlar a transição política. Os riscos são, literalmente, explosivos. Pois pode ser muito pouco e muito tarde.

publicado por franciscofonseca às 21:27
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