Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

19
Jun 13

Vemos cada vez mais políticos, dirigentes de instituições nacionais e internacionais a utilizarem a retorica de que é possível ter duas realidades conflituantes, ou seja, um Estado de bem-estar e a uma economia de capital intensivo. Mas, as políticas que estão a ser implementadas nos países mais desenvolvidos e industrializados são completamente contrárias. Assim, a tendência presente é para termos Estados de mal-estar e economias de capital intensivo.

No contexto nacional e europeu dominado por constrangimentos de diversa natureza, mas principalmente de ordem financeira e económica, é feito o apelo à excelência de atuação das autoridades públicas para implementarem políticas públicas em prol da igualdade, justiça social e redução da pobreza através da introdução de critérios sociais no apoio as pessoas mais desfavorecidas. Na realidade o que se tem visto é um agravamento generalizado de pobreza.

Na minha opinião, tudo isto não passa de operações de cosmética, que passam por atirar areia para os olhos dos cidadãos. A realidade é bem mais dura, pois a pobreza emergente, o trabalho precário, o aumento do desemprego, o esgotamento de recursos naturais causado pela pressão industrial induzida pelo consumo desenfreado, a destruição da biodiversidade ou as alterações climáticas são fatores que dominam a nossa realidade.

Todos aqueles que defendem que é possível reverter esta tendência através de práticas de produção industrial e consumo mais sustentáveis, aliadas à utilização racional dos recursos, vivem numa realidade virtual distante do mundo real. Por outro lado, a história tem sofrido ruturas violentas que interrompem os ciclos. Poderemos estar próximos duma dessas ruturas pois os povos começam a tomar consciência que as suas poupanças são usadas pelos gigantes financeiros, para a especulação e servir os interesses dos banqueiros e da economia de capital intensivo. Vale a pena lutar porque um futuro melhor pode começar hoje.

publicado por franciscofonseca às 21:50
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12
Set 11

Ontem foi assinalado o 10º aniversário sobre os atentados terroristas de 11 de Setembro, de 2001, que mudaram o Mundo e principalmente a Nação dos Estados Unidos. Hoje, sem qualquer dúvida, vivemos num mundo caracterizado pela incerteza e circundado por diversas ameaças, que passam pela pobreza, as doenças infecciosas, a poluição a degradação do ambiente, as guerras civis e os conflitos entre Estados, a proliferação de armas nucleares, radiológicas, químicas e biológicas, o terrorismo, a criminalidade transnacional organizada.

A velocidade dos acontecimentos é cada vez mais acelerada. As guerras do Iraque, do Afeganistão estão em fase de estabilização vulnerável, não havendo previsões seguras, do que ainda poderá acontecer. As revoltas que estão a acontecer no mundo árabe, primeiro na Tunísia, Egipto, e mais recentemente na Líbia e na Síria poderão espalhar-se à Arábia Saudita e até ao próprio Irão. Os regimes totalitários ainda existentes vivem inseguros, com o medo da revolta popular. Já diz o velho ditado “o povo é quem mais ordena”.

A relação entre os direitos humanos e o Estado de direito tende a ser cada vez mais respeitada. Uma sociedade que não respeite os direitos humanos ou o Estado de direito, seja ela qual for e por melhor armada que esteja, manter-se-á vulnerável e o seu desenvolvimento, por mais dinâmico que seja, permanecerá precário. A este respeito tenho a certeza que os angolanos ainda vão escrever a sua própria história.

A geoestratégia mundial está em mudança, os Estados Unidos adoptam uma posição defensiva e de retaguarda, o que não deixa de ser uma novidade, nesta última década. A China cada vez mais influente no jogo estratégico condiciona toda a região asiática, incluindo o Japão. Veremos o que nos reserva o próximo decénio, mas não me restam dúvidas que as mudanças vão acontecer de forma ainda mais acelerada e surpreendente.

publicado por franciscofonseca às 19:08
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29
Abr 11

Azulejo do século  XVI, do Palácio Real de Sintra, representando a Esfera  Armilar.

O diagnóstico da realidade portuguesa é muito fácil de traçar. Temos uma dívida gigantesca às nossas costas para pagar, um Estado demasiado burocrático e excessivamente pesado, responsável pelo crescimento económico nulo. Para agravar a situação temos uma população cada vez mais envelhecida, a tender para a pobreza extrema e sem perspectivas de trabalho futuro. Tudo isto se explica através da enorme irresponsabilidade, impreparação aliada a incompetência e uma fuga constante à verdade, de políticos e governantes, que apenas zelaram pelos seus interesses pessoais e partidários, em detrimento dos interesses nacionais.

Como se isso não bastasse, nas últimas décadas foram implementadas políticas neoliberais, que promoveram o individualismo e o consumismo exacerbados. Com este estado de coisas, o endividamento das famílias foi-se acumulando, o facilitismo apoderou-se de valores fundamentais da nossa sociedade, instalando-se uma cultura de direitos sem o cumprimento mínimo dos deveres e, o sucesso fácil passou a ser denominador comum, enquanto a exigência, a dedicação, o empenho e competência no trabalho passaram a não ter qualquer valor, pois o sucesso é alcançado através de métodos, que nada têm a ver com a meritocracia.

Ao longo da história, as crises acabaram por constituir excelentes oportunidades, em termos de inovação, evolução e empreendorismo. Portugal terá de tomar importantes opções no sentido de perspectivar um futuro melhor. As sociedades envelhecidas não têm futuro, pois são os jovens que asseguram a sustentabilidade e a força de trabalho de um país.

O modelo de estado social terá de ser radicalmente alterado, o Estado não tem mais capacidade para sustentar o desemprego, as situações de pobreza e as reformas. Novos mecanismos terão de ser encontrados urgentemente, no seio da sociedade, para fazer face a esta nova realidade, que poderá passar por sermos mais solidários e menos individualistas.

Existe um ditado popular de que eu gosto muito: “de pequenino é que se troce o pepino” e para mim aqui está é a chave para ultrapassar a crise actual. Enquanto as famílias não forem capazes de se constituir como indústrias, de preparação de crianças e jovens, pautadas pelo crescimento e desenvolvimento humano, fundadas na competência, desenvolvendo uma cultura de valores baseada na verdade, confiança, exigência e rigor, o nosso futuro colectivo dos portugueses continuará
hipotecado, por longos anos.

publicado por franciscofonseca às 17:22
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30
Jan 11

O funcionamento das estruturas do Estado Português, do ponto de vista de um gestor interno. Vejamos, quem acaba sempre com o menino nas mãos. Se questionássemos todos os responsáveis da cadeia hierárquica da Administração Pública, relativamente aos problemas de funcionamento, obteríamos as seguintes respostas dos intervenientes, seja qual for o serviço.

O Chefe de Secção diria: - Isto poderia funcionar como deve ser se o Chefe de Divisão quisesse. Ele não fala com ninguém, não delega, não informa, não estipula objectivos, não planeia, andamos aqui perdidos, só servimos para apagar fogos.

O Chefe de Divisão diria: - Isto poderia funcionar como deve ser se o Director de Serviços quisesse. Ele não faz reuniões, guarda as informações só para si, concentra tudo nas suas mãos, resolve tudo em cima da hora.

O Director de Serviços diria: - Isto poderia funcionar muito bem se os Directores-Gerais quisessem. Eles não sabem, ou não querem, fazer as coisas como deve ser. Não temos ideia nenhuma para onde vamos, não conhecemos os objectivos, andamos a gerir isto ao acaso.

O Director-Geral diria: - Isto poderia funcionar bem se o Ministro quisesse. Eles não informam a tempo, os objectivos são sempre para ontem, não há planeamento, nem objectivos marcados.

O Ministro diria: - Isto poderia funcionar bem se a União Europeia quisesse. É uma estrutura muito pesada, não informam a tempo, o planeamento deles é muito complexo, há muitos interesses em jogo, a condicionar as políticas.

Por último o Presidente da União Europeia diria: - Isto poderia funcionar bem, se Deus quisesse. É neste caldo cultural que continuamos mergulhados e sem fim à vista.

publicado por franciscofonseca às 16:46
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10
Nov 10

 

Portugal colocou hoje, no mercado mais uma emissão de divida, no valor de 1.242 milhões de euros, a uma taxa de juro mais alta de sempre.

 

Alguns analistas conceituados estavam preocupados, como o mercado iria reagir a esta operação financeira. A procura duplicou a oferta, logo podemos dizer, que ainda existe muita gente interessada, em emprestar dinheiro ao nosso país.

 

O problema é que este ritmo de endividamento não pode continuar, com a taxa de juro que vamos pagar, o dinheiro fica muito caro e esta prática terá inevitavelmente de passar a constituir o último recurso.

 

Isto quer dizer, que as medidas de austeridade anunciadas são manifestamente insuficientes, para recolocar as finanças públicas em ordem.  Mais cortes, do lado da despesa terão de ser feitos e, meus senhores, nesta matéria, muita coisa é possível cortar, desde que os nossos governantes se reeduquem e façam com que o seu exemplo seja seguido, no sentido descendente, da máquina administrativa do Estado.

 

Houve um inquilino do palácio de S. Bento, que tinha dois contadores de electricidade e de água, pois, o que ele gastava em proveito próprio pagava do seu bolso. Mas não era preciso chegar a tanto, bastava que a frota automóvel, os salários dos seus condutores, os cartões de crédito, os subsídios de representação, de habitação, as portagens, as telecomunicações móveis, as comemorações de simbologia feitas quase diariamente, as viagens em primeira classe, os hotéis de 5 estrelas, os jantares e os almoços de trabalho, fossem reduzidos em 50%, em tudo que diga respeito a gastos de dinheiros públicos.

 

Mas, este “monstro” que se chama Estado e a sua administração pública está impregnado de sanguessugas, que secam tudo quanto for coisa pública, sendo esta cultura muito difícil de mudar. Por isso, não me restam grandes dúvidas, aqueles que quiserem verdadeiramente alterar este figurino terão de dar um exemplo muito forte e replicá-lo em todos os sectores, onde seja gerida a coisa pública.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 20:06
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08
Nov 10

O Estado português comprou, no passado mês de Outubro uma viatura protocolar. Até aqui tudo bem, mas trata-se de uma viatura Mercedes S450CDI no valor de 140.876 euros. Estes senhores não passam de uns bacocos, pois passam a vida a pedir sacrifícios aos cidadãos e depois gasta-se esta quantia num só carro. Haja decência, moral, respeito, tenham vergonha!

 

 

Precisamos de ser reeducados, venha lá quem vier, mas uma coisa parece certa, sozinhos não conseguiremos mudar esta cultura, que se instalou em todos os níveis da governabilidade deste país.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 16:58
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08
Set 10

Um sindicato da PSP fez um pré-aviso de greve e, coloca políticos, comentadores, dirigentes, e cidadãos num debate polémico, sobre o acesso a este direito dos profissionais da PSP.

Logo de seguida o Ministro de Estado e da Administração Interna mostrou-se profundamente convicto em relação ao direito à greve na PSP: “Sobre essa matéria, três ideias muito claras: nunca, jamais e em tempo algum”.

Pois, parecem-me três interessantes ideias, não tivessem sido , os profissionais da PSP, constituídos funcionários públicos.

Será que haverá nas funções da polícia, imperiosamente distintas, das funções daqueles que salvam vidas em hospitais, ou seja, médicos e enfermeiros. Ou não será a vida um valor tão ou mais importante que o direito à segurança dos cidadãos?

Será que os valores constitucionais já foram alterados e ninguém sabe, pode muito bem ter acontecido, pois a verborreia do legislador português sofre de incontinência a muitos anos!

Enfim, ai está mais um caso que vai fazer correr alguma tinta, bem ilustrativo do estado real da nação. Continuo convicto, que o País e a segurança dos cidadãos só têm a ganhar com o civilismo da PSP, como acontece em alguns países da Europa.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 23:01
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25
Out 09

 

Novo Governo esperança renovada. A meu ver penso que se trata, de uma forma geral de renovação, em que a maioria dos portugueses deposita poucas esperanças.

 

Mas vai ser seguramente diferente. Tempos diferentes, conjunturas diferentes, forças diferentes. É muito importante termos noção das diferenças, das características, dos perfis de cada actor neste novo paradigma.

 

Mas não tenhamos ilusões, os ventos vão continuar a soprar desfavoravelmente. É exactamente por sabermos deste estado de coisas, que o resultado global a ser alcançado é a soma das parcelas que cada um de nós conseguir alcançar individualmente.

 

Por vezes somos e pensamos extraordinariamente diferente dos outros, mas é nas épocas de grandes dificuldades, que precisamos de unir esforços para ir mais longe. Só assim conseguiremos um futuro melhor.

 

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Francisco Fonseca

 

publicado por franciscofonseca às 11:38
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12
Jul 09

Muito se fala e escreve sobre as relações entre superiores hierárquicos e subordinados, mas existência de confiança entre os membros de uma organização é o pilar fundamental para o seu êxito.

Uma atmosfera de confiança fomenta a cooperação e a participação, e consequentemente, a satisfação dos colaboradores é potencialmente maior, bem como é maior o compromisso com a organização e o rendimento individual e colectivo.

 

Existem comportamentos determinantes que podem gerar confiança por parte dos superiores hierárquicos. Considero que entre muitos, os principais passam pela, consistência no comportamento, ou seja, comportamento coerente ao longo do tempo, e em circunstâncias diferentes.

 

A integridade é outro factor fundamental, principalmente nas praticas, valores, palavras e acções do superior hierárquico.

 

A comunicação para com os subordinados é extremamente importante, pois a compartilha da informação, o ser oportuna e suficientemente detalhada e que explique as decisões tomadas, constitui um dos factores principais para a confiança.

 

Delegação é um factor fundamental para gerar confiança, quando não se delega é porque não existe confiança nos subordinados.

 

A consideração, quer dizer maior respeito pelos subordinados. Esta consideração revela-se no dia-a-dia, pela demonstração de sensibilidade pelas necessidades dos colaboradores, ou seja, o bem-estar do colaborador.

A confiança não se ganha com astúcia, pelo que se carrega nos ombros, mas com exemplaridade.

 

Francisco Fonseca

 

publicado por franciscofonseca às 23:01

24
Jun 09

Portugal em matéria de visão estratégica, está sempre a voltar à casa da partida, a maior parte dos empresários sofrem de miopia, já que não querem fazer investimentos com períodos de retoma superiores a dois anos. Vive-se no curto prazo. As vistas são cada vez mais curtas em matéria de investimento e inovação.

 

O País necessita urgentemente de fazer escolhas e definir equilíbrios, sem estar sempre a colocar tudo em causa. É preciso consolidar projectos, mas Portugal está sempre a voltar à casa de partida. Agora vamos passar mais dez anos a estudar os comboios, os aeroportos, as auto-estradas, por exemplo.

 

Este País tem de mudar de cultura, ou seja, falar menos e agir mais, que combata a noção instalada de que se os outros sectores não fizerem, nós também não fazemos. Um país é construído pelos seus cidadãos, por isso todos temos responsabilidades de estarmos nesta situação.

 

No futuro teremos de conseguir conjugar a sensibilidade social e as prioridades políticas definidas pelos governos. Este será o desafio maior do século XXI.

Vamos acreditar que assim vai acontecer!

 

Francisco Fonseca

 

publicado por franciscofonseca às 22:38
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