Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

21
Abr 13

A crise da moeda única está a entrar no seu quarto ano de história e nem os mais otimistas conseguem vislumbrar o seu fim. No início da epopeia era só a crise da dívida grega, mas logo os mercados especulativos se viraram para outras paragens, como Portugal, Irlanda, Itália e Espanha, dando origem ao que se passou a designar por PIIGS, nos países anglo-saxónicos. Com a entrada do Chipre de da Eslovénia para este clube, o acrónimo teve de ser aumentado para SIC(K)PIGS, ou seja, porcos doentes.

Penso que muito brevemente será necessário acrescentar mais vogais, pois se a Europa continuar neste caminho desastroso, outros países necessitarão de ser intervencionados, pois os mercados financeiros são como os abutres, não se importando com o sabor da carne.

A Europa sem uma união fiscal e bancária jamais conseguirá sair desta crise e sem isso a união monetária não funciona. A falha redundante em políticas cada vez mais radicalizadas continuam a agravar a crise de alguns países e a arrastar outros para o centro do turbilhão financeiro.

A zona euro está mergulhada num ciclo vicioso que arrastará os países para a falência em massa. O BCE estabelece uma única política para os 17 membros, mas as realidades dos países são completamente distintas, nomeadamente os salários, onde nos países do norte são mais elevados. Desta forma os países do sul são empurrados para uma economia com pouco dinheiro, economias esquecidas, tudo em nome da inflação. O euro transformou-se num pacto suicida de austeridade, que tem conduzido ao desastre, pois as dividas dos países aumentaram, pelo fato de reduzirem mais o crescimento do que os custos com os empréstimos.

Por outro lado, os países do sul estão a ser empurrados para a depressão e os do norte para a recessão, uma vez que metade do comércio da zona euro é feita entre os seus membros. Assim, como a retoma dos países do sul depende nas exportações, estes países vão continuar a cavar o seu buraco ainda mais fundo.

As políticas económicas são desenhadas pelo bloco do norte da Europa, que até agora apenas tem tomado medidas para evitar uma hecatombe, baseadas no controlo da inflação. Mas a pressão que está a ser feita nos países do bloco do sul estrategicamente, poderá fazer com que os países do sul cheguem à conclusão que não existe qualquer esperança de recuperação no interior da zona euro. Nessa altura, a Europa não necessitará de mais acrónimos, para tristeza dos países anglo-saxónicos.

publicado por franciscofonseca às 13:35
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14
Abr 13

A Alemanha colocou nos mercados, na passada segunda 3500 milhões de euros de dívida pública a seis meses, à taxa de juro média de 0,0002%, a mais baixa da história. A emissão do Bundesbank foi um sucesso, pois os alemães irão pagar de juros 3500 euros de juros a 6 meses, ou seja, uns trocos por uma batelada de dinheiro. Imaginem que o governo português pudesse ir buscar a mesma quantidade de dinheiro com os mesmos juros, o problema do Orçamento de Estado e da dívida portuguesa seria muito mais fácil de resolver e os portugueses não teriam de passar por estes sacríficos e por aqueles que ainda estão para vir.

Muito brevemente, Portugal irá aos mercados para colocar uma quantia de bilhetes do tesouro a 6 meses. Como a dívida portuguesa está a ser comprada por especuladores e tendo em conta as rendibilidades mais recentes das várias maturidades, os credores especulativos deverão exigir 1% de juros, isto é, pela mesma quantia alemã, os portugueses vão pagar 17,5 milhões de euros em juros a 6 meses. Isto quer dizer que pagaremos 5 mil vezes mais juros do que a Alemanha, pela mesma quantidade de dinheiro. Uma barbaridade, simplesmente surreal e impossível de prosseguir neste caminho.

No equilíbrio económico, para uns estarem bem, outros têm de estar mal, parece ser este o lema da zona euro. A chanceler Angela Merkel aproveita a crise da dívida e continua assim a financiar-se com custos mais baixos da sua história, conseguindo financiamentos quase gratuitos, quando os países do Sul da Europa e a Irlanda vivem em dificuldades financeiras. Dentro da União Europeia considero pornográfico e inaceitável que uns países possam financiar-se a 6% enquanto outros se financiam praticamente a 0%.

Estes episódios demonstram como a Zona Euro está fraturada internamente entre os países do euro forte, do norte da Europa e os periféricos, do euro fraco, cujo custo de acesso aos capitais de que necessitam não traduz o risco real de incumprimento que sobre eles paira devido principalmente à especulação que é exercida pelos mercados. Portugal está num fosso intransponível, pois o mesmo se passa em relação a banca comercial. Na mesma Zona Euro, a banca na Alemanha cobra por um milhão de euros juros de 1% e a banca portuguesa pelo mesmo milhão de euros cobra cinco vezes mais de juros. Qual é a empresa que estará interessada em investir em Portugal, onde o acesso ao capital é muito mais caro e os impostos mais elevados. Para que exista crescimento económico estas duas variantes terão de mudar radicalmente, caso contrário continuaremos a cavar o fosso. A união dos países periféricos contra esta petulância dos nórdicos é urgente, para acabar com este estado sentido imoral.

publicado por franciscofonseca às 22:44
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18
Set 12

A instabilidade económica atual é uma oportunidade para o capitalismo se renovar e corrigir as suas teorias. O capitalismo entra numa nova fase, na qual a desigualdade entre as pessoas é evidenciada, questionada através de grandes manifestações. É urgente que capitalismo reveja as suas antigas políticas e comece a encontrar soluções para a grande desigualdade que gerou.

Até a este momento, a desigualdade era justificada com o argumento de que os que mais contribuíam deviam receber mais. Contudo, as pessoas que destruíram a economia foram as que recebiam mais. Portanto, sou de opinião que o capitalismo está a entrar numa nova fase, na qual reexaminamos algumas das premissas básicas para a desigualdade que sempre aceitamos.

Por outro lado, as nações europeias estão equivocadas ao pensarem que resolverão os problemas com políticas de austeridade; elas só aumentarão a desaceleração económica. Para alterar o curso das coisas, precisam ser diagnosticados os problemas subjacentes à crise. A questão depende da compreensão dessa complexidade, ainda não vista nos governantes europeus até ao momento.

O primeiro enfoque consiste em reduzir as desigualdades do mercado, oferecendo educação a quem está na base e contando com leis que travem as práticas anticompetitivas. O segundo é o estabelecimento de medidas que revertam a desigualdade dos rendimentos, como a cobrança de impostos progressivos. Assim, a educação e a reforma tributária são caminhos para equilibrar as condições de vida das populações.

Contudo, o euro impede a adaptação da Europa ao novo mundo que surge da crise e, com isso, está contribuir para a debilidade global. Agora, se o euro não sobreviver, as consequências para a Europa serão ainda mais drásticas; por isso, é preciso fazer com que sobreviva, encarar a realidade transformando- o e se necessário reconstruí-lo.

publicado por franciscofonseca às 17:13
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06
Ago 12

O tecnocrata e primeiro-ministro italiano Mário Monti lançou uma bomba na discussão europeia, referindo que os preconceitos e os estereótipos criados entre os países do norte da europa, em relação aos países do sul da europa conduzirão à desintegração europeia, devido a existirem países inerentemente virtuosos, enquanto outros são vistos como inerentemente viciados.

O tom do debate europeu entra assim numa fase muito perigosa. A Alemanha também dá sinais de algum nervosismo, pois começa a estar sob pressão financeira devido à exposição potencial e explícita do Bundesbank aos países periféricos europeus. A Alemanha utilizou os países periféricos da Europa para diversificar os seus fluxos de capitais, ou seja, a Alemanha exportou capital na última década, que foi utilizado principalmente pelo mercado imobiliário e governos. Como exemplo, 50% da dívida portuguesa pertence a bancos alemães.

Continuo convencido que o maior erro na construção europeia foi a imposição de uma moeda única, a um conjunto muito heterogéneo de países. Na europa existe pouca mobilidade geográfica e não existem transferências automáticas dos estados mais ricos para os mais pobres. São estes dois fatores que permite aos EUA terem uma moeda única. Mas, neste momento, a dissolução da zona euro é uma opção extremamente onerosa para governos, investidores e cidadãos.

Em termos da sobrevivência da zona euro a única estratégia capaz de criar alguma esperança é a depreciação do euro rapidamente. Com o euro mais fraco os preços das exportações baixam na zona euro e aumentam os custos das importações, reduzindo ou eliminando os défices atuais da balança corrente dos países periféricos europeus. Com o aumento das exportações, o PIB subiria, o que inverteria a recessão provocada pela subida de impostos e pelos cortes na despesa pública. Tecnicamente seria mais fácil alcançar a tão desejada consolidação orçamental. O fim do ciclo recessivo faria crescer o emprego e as receitas das empresas, reduzindo o volume de crédito malparado e o incumprimento no crédito à habitação, que hoje afetam gravemente o sistema bancário. Mas não estou certo que a depreciação do euro interesse a Alemanha, pois a sua economia é baseada nas exportações.

publicado por franciscofonseca às 18:14
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24
Mai 12

A decisão de elaboração do plano de contingência, para preparar o abandono grego foi tomada pelo Grupo de trabalho do Eurogrupo, que integra especialistas designados pelos ministros das Finanças dos países que integram a zona euro. O grupo acordou que cada país da zona euro deve preparar individualmente um plano de contingência, sobre as potenciais consequências de uma saída da Grécia da zona euro.

Um dos medos acerca de uma saída da Grécia do euro é que ninguém sabe mesmo que impacto terá. Aquilo com que a maioria dos líderes europeus está preocupada é com um colapso do sistema bancário, na maioria dos países da europa e principalmente da França e da Alemanha.

A troika previa que a economia grega se contrairia 4,5% este ano. Ora, muitos economistas preveem que chegue aos 7%. Isto significa que no espaço de apenas quatro anos, a economia grega caiu quase 25%. Isto é devastador. E torna difícil alcançar quaisquer metas no rendimento que possam reduzir o défice orçamental. Isto tem de ser reexaminado antes que a economia seja completamente destruída. Não há qualquer forma de cumprir o programa se a capacidade da Grécia pagar a sua dívida está afetada pelo aprofundamento da recessão.

Se um governo anti memorando for formado, a partir de novas eleições, então a possibilidade de abandono é real. Mas a Grécia tem um grande trunfo na manga para se manter no euro. A carta escondida em Atenas vale cerca de 640 mil milhões de euros. Pode provocar um sismo nas contas da troika, do Banco Central Europeu e dos credores privados da dívida grega, que, ainda, agora aceitaram uma reestruturação voluntária.

publicado por franciscofonseca às 17:58
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20
Mai 12

Os líderes do G8 declararam hoje que querem a Grécia na zona euro. Mas a Grécia já imprime dracmas, a sua moeda nacional. A Grécia está presa num ciclo vicioso de insolvência, baixa competitividade e uma depressão cada vez mais profunda. A maior preocupação dos líderes do G8 prende-se com a necessidade de implementar medidas de crescimento económico, que potenciem o desenvolvimento dos Estados e a criação de emprego, mas nenhuma medida concreta foi colocada na agenda política.

O cenário de a Grécia sair do euro vai ser desastroso para os bancos alemães e franceses, que têm largos milhões de euros em títulos da dívida grega. Mas a Grécia será apenas o primeiro, a Espanha será provavelmente forçada a seguir a mesma via, tal como Portugal e a Itália, embora a situação da dívida italiana seja menos grave.

Os países periféricos da Europa têm problemas de sustentabilidade de dívida e de competitividade do estilo da Grécia. Na minha opinião, Portugal, se não forem introduzidas medidas a nível europeu, que estimulem o crescimento económico, terá forçosamente de reestruturar a sua dívida e sair do euro. Esta política de contenção e ajustes tem a natureza dos zombies, isto é, segue caminhando e tropeçando sem se importar com quantas mortes causa. Este caminho não nos leva a parte nenhuma e não representa um modelo de êxito, apenas potencia o problema e a desgraça dos países e dos seus cidadãos.

Não podemos ter ilusões, uma saída ordeira do euro vai ser difícil, mas assistir à lenta implosão desordeira da economia grega e da sociedade vai ser muito pior. É arrepiante assistir como a Grécia está a ser pressionada, nomeadamente pela Alemanha. Não se via tamanha intromissão na soberania de um país desde meados do século passado. A Europa está a beira do abismo, mas se a Grécia sair do euro, o pesadelo e o inferno serão uma realidade.

publicado por franciscofonseca às 15:35
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20
Mar 12

Os médicos andam estranhamente confiantes em relação ao estado de saúde do euro. Depois de ter sido atacado por uma doença grave e prolongada, o euro começa finalmente a dar sinais de estar a recuperar. A demorada intervenção levada a cabo pelos ministros das finanças europeus na última semana de Fevereiro, na tentativa de remover a parte ulcerosa correspondente à dívida grega, correu melhor do que era esperado.

Para os menos crentes, tudo não passa de uma daquelas tentativas de encontrar algum sinal de otimismo quando estamos confrontados com uma situação de saúde em que o prognóstico é reservado, ou seja, se ainda não morreu, então é porque pode estar a recuperar.

A Grécia pode finalmente ter entrado num processo de estabilização. É certo que em troca do dinheiro necessário, o país comprometeu-se a enfrentar condições de vida penosas durante anos. Mas falar do risco do país entrar em incumprimento, ou de vir a ser obrigado a sair da moeda única, começa lentamente a deixar de ser assunto para a abertura de noticiários televisivos, ou para as primeiras páginas dos jornais.

A implementação das medidas de austeridade podem provocar forte contestação popular, particularmente se forem vistas como uma imposição externa. Atente-se, por exemplo, na forma como a imprensa da Alemanha e da Grécia têm abordado a situação grega: enquanto os jornais helénicos têm publicado ilustrações dos atuais líderes alemães em uniformes nazis, os tabloides germânicos incitam os seus líderes a afastar os gregos do euro.

Um prognóstico mais otimista só faz sentido se os líderes europeus aproveitarem o momento de relativa acalmia para implementarem reformas estruturais, remover barreiras dentro do mercado único, erguer melhores proteções contra possíveis contágios, e caminharem para uma maior harmonização fiscal. O que se passou na penúltima semana de Fevereiro permite-nos tirar duas ilações. Uma é a de que os representantes políticos, perante a pressão avassaladora dos mercados, foram capazes de alcançar compromissos. A outra é a de que a crise do euro ainda está longe de estar completamente resolvida e novos problemas esfriarão este otimismo.

publicado por franciscofonseca às 19:18
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21
Nov 11

A grande família europeia prepara-se para sofrer grandes cisões no seu seio, alguns membros vão ser abandonados e outros deserdados. A crise descontrolada da zona euro potencia as reuniões sectoriais, as opiniões mal fundamentadas e as declarações precipitadas, dos principais atores, que tutelam as altas instâncias políticas europeias. Os cidadãos sentem-se desconfortáveis, mas ainda não saíram da cadeira de espectadores.

O arquiteto do projeto europeu, Jean Monnet disse em meados do século passado, que “os países da Europa são demasiado pequenos para assegurar aos seus povos a prosperidade e os avanços sociais indispensáveis”. A ideia passava por construir uma Europa do topo para a base, construindo instituições coesas, com fortes ligações políticas e económicas, através de um projeto ambicioso.

Esta visão caiu por terra, a Europa é determinada através de meios e não de objetivos, os mercados financeiros ditam as regras aos políticos e estes vão sendo esmagados, assim como, a própria Europa e os seus cidadãos.

Bem sabemos que existem grandes assimetrias entre os diversos países, mas o trabalho precário e a erosão da proteção social em várias áreas começa a generalizar-se. Há gerações que vão enfrentar piores condições de vida, do que os seus progenitores. E este é um sinal que não pode, de todo, ser ignorado.

Existe uma distribuição desigual, que é determinada não só pela necessidade, mas também por aqueles, que detêm o poder e o controlo sobre as instituições europeias.

Muito cuidado, pois a força da Europa sempre residiu na sua diversidade e não em qualquer pacote de nacionalismos. Todas as tentativas se revelaram catastróficas ao longo a história. A catástrofe até agora é somente económica, por isso é chegada a hora, como afirmou a senhora baronesa Merkel, de “formar uma união política na Europa”, mas desde que as regras não sejam ditadas pela união entre Berlim e Paris, se vier a acontecer a catástrofe será gigantesca.

publicado por franciscofonseca às 23:11
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17
Nov 11

A zona euro continua sobre brasas devido ao possível contágio entre os países do euro. Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha são os países que se encontram na posição mais delicada, devido a sua atuação indisciplinada com os gastos públicos e com a dívida excessiva. Para piorar as coisas estes países possuem também elevados défices orçamentais, prevendo-se para este ano défice/PIB de 8,5% para Portugal, 19,4% para Irlanda, 5,3% para Itália, 9,4% para Grécia e 11,5% para Espanha, por isso a desconfiança dos investidores.

A Espanha em risco com subida recorde dos juros da sua dívida pública; Itália vai ter de despedir 300 mil funcionários públicos e os juros não param de subir; na Grécia a direita recusa assinar o compromisso com a troika o que vem dificultar as negociações e em Portugal a troika avisa que vão ser necessários mais cortes nos vencimentos dos funcionários públicos e dos privados.

Mas como já referi aqui neste blog, não há uma verdadeira vontade política para resolver esta crise. A chanceler alemã e o presidente francês estão a submeter a democracia aos mercados financeiros. Hoje, a França, Áustria e Bélgica estiveram de novo sob stresse nos mercados da dívida, pode ser que isso os faça arrepiar caminho. Na periferia a situação contínua tensa e agrava-se na Itália, Grécia e Espanha.

A crise da dívida que assola a Europa poderá ser uma oportunidade para desvalorizar o euro, que ontem renovou mínimos de mais de quatro anos. Se o euro cair abaixo da paridade com o dólar, sem dúvida que será uma boa notícia para a Europa. A queda do euro pode vir a dar um impulso que pode salvar a zona euro de resvalar para uma recessão profunda. A minha aposta vai nesse sentido, pois será a única forma de tornar as exportações europeias mais competitivas, em contraponto com as exportações dos EUA, que ficariam mais caras.

publicado por franciscofonseca às 19:08
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04
Nov 11

Em 1971, os EUA tinham uma enorme dívida, resultado da guerra do Vietname. Muitos países exigiram o pagamento das dívidas em ouro, porque não confiavam no dólar, mas Nixon recusou-se a pagar em ouro, pois ele sabia que não tinham essa quantia. Logo de seguida, os EUA fazem um acordo com a Arábia Saudita, instituindo que a OPEP (países exportadores de petróleo) vendessem o petróleo apenas em dólares. De repente, o mundo só pode comprar petróleo com dólares e o dólar torna-se uma moeda muito, muito forte e de implementação mundial.

Atualmente, os EUA, mais uma vez, é um país falido, com dívidas enormes, maiores do que qualquer país alguma vez teve na história do mundo. E se algum desses países pedisse o reembolso dessa dívida, noutra moeda que não seja o dólar, os EUA estariam em grandes apuros. Saddam ameaçou vender petróleo com outras moedas, que não fossem o dólar, teve de ser eliminado. Se ele tivesse cedido, ele ainda estaria à frente do país e os EUA ainda lhe venderiam armas de guerra.

Tenho a certeza que o euro nunca conseguirá destronar o dólar, como moeda de referência, nas transações do petróleo. Isto não pode acontecer, pois seria a queda do império americano. Eles não vão permitir que isso aconteça, doa a quem doer.

Hoje, a grande maioria dos países estão infiltrados pelas "agências americanas”, que influenciam os governos consoante os seus interesses. Quem tem dúvidas basta observar o que está a acontecer com a Europa e com o euro. O modus operandi é sempre o mesmo, ou seja, fazem com determinados países consigam enormes empréstimos a partir do Banco Mundial, ou a partir de uma das suas organizações. Este dinheiro na realidade não vai para os países, mas sim para corporações e multinacionais americanas ai sediadas, que apenas beneficiam os mais ricos desses países.

Aos mais pobres é deixada uma enorme dívida, que eles nunca a vão conseguir pagar. De seguida as “agências” cobram os favores, que podem passar pela venda de petróleo mais barato as companhias americanas, ou condicionar os votos nas Nações Unidas, ou ainda, enviar tropas como foi o caso do Iraque, onde Portugal também teve de participar.

É desta forma que os EUA conseguiram criar o império. São eles que ditam as leis, controlam o Banco Mundial, o FMI, as Nações Unidas, as agências de rating. Como são eles que escrevem as leis, as coisas que as“agências” faz não são ilegais.

Endividar enormemente os países e depois exigir uma troca de favores, isso não é ilegal, deveria de ser mas não é. Uma das características de um império é que força a sua moeda ao resto do mundo e foi isso que fizeram no passado e continuam a fazer presentemente com o dólar.

publicado por franciscofonseca às 19:37
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