Atualmente existem quatro gerações diferentes em atividade no mundo do trabalho, cada uma delas com um ponto de vista muito próprio. A mesma situação pode parecer muito positiva para as pessoas de uma geração e muito negativa para as outras. Em regra, o nosso modo de ver o mundo é formado entre os 11 e os 14 anos de idade, quando desenvolvemos as primeiras ideias conceptuais; começamos a pensar como é o mundo, o que é importante e em quem devemos confiar.
Desta forma, chegamos ao mundo do trabalho com conclusões muito diferentes sobre se é possível confiar nas pessoas e nas autoridades, se o dinheiro é uma motivação válida, se estamos dispostos a adiar a conquista de benefícios ou se queremos tudo no momento.
Os conflitos mais comuns têm a ver com a perceção do tempo e, geralmente são motivadas pela tecnologia. Para as pessoas com mais idade, é importante estar fisicamente juntas no mesmo lugar e à mesma hora, enquanto os mais novos consideram perfeitamente normal trabalhar de maneira assíncrona. São somente perceções diferentes.
Os mais velhos, os tradicionalistas (maiores de 65), tendem a ser respeitosos com as hierarquias. Os boomers (50 a 65) são idealistas, mas também muito competitivos, porque viveram um momento em que a população cresceu rápido e, literalmente, não havia trabalho para todos. A geração X (30 a 49) não costuma confiar nas instituições, menos ainda nesta época de grande incerteza. Assim, tentam ser autossustentáveis e olhar por si mesmos. Quanto à geração Y (menores de 30 anos) tem vivido com o terrorismo, caracterizado por eventos aleatórios e inexplicáveis. Por isso tem a sensação de urgência de viver o presente.
A primeira forma para resolver conflitos geracionais, para quem lidera uma equipa multigeracional passa por aprender a contar até dez, ou seja, não pode tirar conclusões precipitadas quando alguém reage de certa forma.
O segredo é proporcionar um ambiente onde os mais jovens aprendam com os mais velhos, mas o contrário também é verdadeiro, os mais velhos também podem aprender com os mais jovens. Um dos grandes desafios das empresas e das organizações presentemente consiste em tirar os boomers dos postos de liderança e passar essa responsabilidade formal à geração X, mas está a ser muito difícil.









