Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

09
Nov 12

Dois caças das forças armadas iranianas abateram um avião não tripulado "drone" dos Estados Unidos, no seu espaço aéreo. Trata-se de um aparelho norte-americano RQ-170, que foi abatido no Leste do Irão, próximo da fronteira com o Paquistão e o Afeganistão, estando agora na posse de tropas iranianas. O Pentágono manteve segredo deste episódio para não perturbar as eleições nos EUA.

No jogo estratégico da guerra tecnológica, os Estados Unidos recorrem frequentemente a aviões não tripulados para atacar insurgentes no Iraque, no Afeganistão, assim como em outros países da região. Nesta quinta-feira sete alegados membros da Al Qaeda foram mortos num ataque aéreo lançado por um drone americano na cidade de Jaar, no sul do Iémen.

Este aparelho, segundo o New York Times fazia parte de uma das missões mais secretas conduzidas pelos Estados Unidos para recolher informação sobre o Irão. O aparelho norte-americano não estava armado e cumpria uma missão de observação, sendo esta resposta iraniana inédita. A sua descoberta, deitou por terra a missão e está a provocar muita tensão nas chefias militares do Irão e a embaraçar os estrategas do Pentágono em Washington.

Este episódio é mais um incidente no relacionamento muito tenso entre Teerão e o ocidente. A explosão ocorrida numa base militar do país, no dia 12 de Novembro, tem alimentado muita especulação. Os Guardas da Revolução dizem que se tratou de um acidente, mas nos corredores políticos fala-se de possível ataque externo vindo do ocidente.

Esta nova escalada de tensão começou com o último relatório da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) que levanta fortes suspeitas sobre as intenções militares do programa nuclear iraniano. Israel diz que tem míssil capaz de atingir e destruir instalações nucleares iranianas. Em resposta, Teerão ameaçou com uma resposta esmagadora no caso de um eventual ataque de Israel. Espero que o bom senso impere, pois um ataque levaria a mais conflitos e a perda de muitas vidas humanas.

publicado por franciscofonseca às 19:55
sinto-me:

21
Fev 12

No Irão, país onde as mulheres são estereotipadas como tipicamente pertencentes ao sexo fraco, onde necessitam de proteção do homem, e onde não têm acesso à totalidade dos direitos que são conferidos aos homens desta mesma sociedade, estão a ser treinadas, cerca de 3500 mulheres, para virem a ser ninjas.

Muitas são as técnicas de defesa e de ataque ensinadas, baseadas nas técnicas dos antigos guerreiros japoneses. Estas mulheres são treinadas debaixo da supervisão das autoridades da Federação de Artes Marciais do Irão.

A arte dá pelo nome de Ninjutsu, um desporto marcial japonês, que se está a espalhar entre as mulheres, como forma de revolução da sociedade patriarcal que vigora no país. A lição mais importante no ninjútsu é o respeito, a humildade e a tranquilidade.

Este desporto atrai as mulheres, pois revela-se como forma de manter o equilíbrio entre o corpo e a mente. As mulheres iranianas são coletivamente mais fortes do que fazem parecer debaixo do chador.

Cada vez mais os iranianos acreditam que Israel vai fazer despoletar um conflito. Esta crença faz com que o povo iraniano se mentalize e se prepare para a guerra, incluindo as mulheres. Estas ninjas podem ser chamadas, em caso de conflito militar, para defenderem a sua pátria. Não duvido, de que são dotadas de força, habilidade e prontidão capazes de causar perturbação e baixas no inimigo.

O Irão registou avanços tecnológicos para lidar com energia nuclear, onde se inclui a capacidade para enriquecer urânio, o que faz suspeitar de que possa estar a fabricar armas nucleares. A comunidade internacional está a fazer uma forte pressão sobre o Irão, que poderá resultar na ativação de uma nova Guerra Fria.

publicado por franciscofonseca às 15:03
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10
Jan 12

Os Estados Unidos iniciam 2012 com muitos paióis para controlar. O secretário americano da Defesa, Leon Panetta, referiu a Índia e a China como ameaças para a segurança dos Estados Unidos, a par do Irão, da Coreia do Norte e dos ataques na internet.

Em contraponto com a diplomacia americana o secretário da Defesa juntou à lista a Índia e China, proferindo as seguintes palavras: "Enfrentamos ameaças de potências emergentes, como a China, Índia e outros países, contra os quais devemos manter a nossa guarda e certificarmo-nos sempre de que temos poder suficiente no Pacífico para fazê-los entender que não cedemos". Assim, as surpresas podem acontecer, também, na Ásia - não faltam braseiros potenciais.

A par da luta pela hegemonia dentro da União Europeia e do crescente radicalismo dentro do Congresso norte-americano, há vários pontos do mundo à espera de um fósforo. Qualquer um deles tem carga suficiente para fazer sacudir os mercados.

A ameaça atual do Irão em bloquear o estreito de Ormuz pode potenciar um conflito entre Israel e o Irão, patrocinado pelos Estados Unidos, com impactos nos circuitos logísticos do petróleo e no seu preço, bem como num conflito mais generalizado que pode incendiar.

O estreito de Ormuz situa-se numa posição estratégica do Golfo Pérsico. Separa o Irão, a norte, dos Emirados Árabes Unidos e do Omã, a sul. Passam por lá cerca de 40 por cento das importações de petróleo dos EUA e da Europa. Não tenho grandes dúvidas que se o Irão fizer o bloqueio, os Estados Unidos vão reagir militarmente, resta saber com que forças aliadas, pois não creio que o façam sozinhos, apesar de terem poderio suficiente.

publicado por franciscofonseca às 19:11
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30
Nov 10

 

Grande embaraço para a diplomacia dos Estados Unidos, o site WikiLeaks, responsável pela divulgação de outros documentos secretos, divulgou cerca 250 mil telegramas enviados pelos representantes diplomáticos de todo o Mundo, para o departamento de Estado dos Estados Unidos.

 

Muitas personalidades e líderes mundiais foram espiados. Até Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, não escapou, apesar de esta organização ser um território neutral onde a espionagem está proibida. Seguiram-se, Sarkosy, Angela Merkel, Putin, David Cameron, Berlusconni, entre outros. Sarkosy é considerado um político birrento, David Cameron um peso leve, Angela Merkel pouco flexível, Putin e Berlusconi gostam de festas selvagens. Até aqui nada de surpreendente, tudo isto é do conhecimento público.

 

Outra revelação explosiva refere, que um alguns estados árabes sunitas, entre os quais, Arábia Saudita, Emirados árabes Unidos e Egipto, pressionaram os Estados Unidos para uma intervenção militar no Irão, o que pode fazer estalar o verniz na situação do Médio Oriente. Num desses documentos o Rei Abdullah exorta os EUA para atacar o Irão.

 

As reacções tem sido prudentes, cautelosas, da maioria dos representantes políticos dos países visados, mas uma coisa é certa, as fontes dos serviços secretos dos Estados Unidos perderão a confiança nos seus agentes. A secretária de Estado Hillary Clinton disse que este caso constitui um grave ataque contra os Estados Unidos e contra a comunidade internacional. Com certeza, que as relações de confiança entre as nações sai minada. Mas uma coisa é certa, se alguém ainda tinha dúvidas de quem controla o Mundo, economicamente, militarmente, socialmente e culturalmente, hoje ficou bem claro. O Mundo continua a ser unipolar, talvez um dia deixe de ser, mas esse dia está muito longe…pena que assim seja! Novo ataque está a ser preparado, agora contra a banca internacional.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 19:09
sinto-me:

27
Jun 09

 

 

Muito se tem publicado sobre as intenções da Coreia do Norte, mas quase nunca acertando, sobre as possíveis evoluções da postura internacional. Quando todos esperavam que aproveitasse a disponibilidade da administração Obama para dialogar foi tomar precisamente o caminho contrário.

 

É necessário ao mundo perceber a lógica da insistência no desenvolvimento de um arsenal nuclear à custa de manter a população a passar fome, sob uma implacável ditadura e em regime de total isolamento com o exterior.

 

A grave crise em que o Irão está mergulhado, pela contestação popular das eleições presidenciais que, de modo inesperado, deram uma vitória esmagadora ao Presidente Ahmadinejad, está relacionada com uma estrutura política de Estado única no mundo. O Irão tem um sistema híbrido que combina a liderança religiosa islâmica com a liderança resultante de um processo democrático, mas garantindo que a componente religiosa prevalece, em qualquer circunstância, sobre a republicana.

 

O Irão tem um papel fundamental a desempenhar na situação do Afeganistão, e de estabilização de toda a zona do médio oriente.

 

África, que nas últimas décadas tem sido devastada por guerras civis, que colocam o continente africano numa situação humanitária extremamente difícil, necessita urgentemente de medidas estruturais na agricultura, no desenvolvimento social e na saúde. África Central talvez seja a parte do território onde a situação seja mais grave actualmente.

 

De outro lado a Europa em que Portugal está inserido não está exposta a qualquer ameaça credível de forças convencionais mas não está livre de quatro grandes tipos de riscos que, mesmo distantes, podem afectar a estabilidade de que necessita para ter progresso social e económico, e para cuja solução pode ser necessário o envolvimento directo dos europeus.

 

São os riscos da instabilidade e caos provenientes de áreas de insegurança crónica, onde persistem vulnerabilidades económicas, demográficas, ambientais e graves desigualdades sociais; são os riscos provenientes de zonas de conflito que continuam por resolver; são os riscos de estados falhados cujos governos não conseguem controlar a totalidade do território, proteger as minorias e manter a lei e a ordem e, finalmente, é o risco do terrorismo transnacional levado a cabo por actores não estatais.

 

Mais alguns casos de instabilidade poderia referir, mas estes afiguram-se-me como os principais, num mundo cada vez com mais contrastes sociais e civilizacionais, mas que todos nós acreditamos que se trata de um mundo desenvolvido! Eu não embarco nessa caravela do desenvolvimento.

 

Francisco Fonseca

 

publicado por franciscofonseca às 17:00
sinto-me:

05
Abr 09

A Guerra Fria desapareceu mas deixou um grande arsenal de armas nucleares, espalhadas por esse mundo fora e, algumas com paradeiro desconhecido.

Os Estados Unidos, foram a única potência nuclear que usou armas nucleares e, ainda não rectificou o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. O tratado já foi ratificado por 148 países, mas faltam EUA, China, Irão, Coreia do Norte, Índia, Paquistão, Egipto e Indonésia, ou seja, jamais será rectificado por todos e entrará em vigor, o que deixa uma janela de oportunidade para alguns Estados continuarem a desenvolver os seus programas nucleares.

Pyongyang lançou com êxito um foguetão esta madrugada, que segundo as autoridades norte-coreanas serviu para colocar um satélite de telecomunicações em órbita.

Mas os japoneses dizem que os norte-coreanos fizeram um ensaio dissimulado do seu míssil de longo alcance Taepondong-2, com capacidade para percorrer cerca de 6.500 quilómetros e atingir o estado norte-americano do Alasca.

O lançamento deste míssil pela Coreia do Norte, é uma afronta a comunidade internacional e considero que chegou a hora de uma resposta firme, consertada por todos os países e por todas as organizações com competência para tomar medidas nesta matéria.

Alguns países, nomeadamente o Japão, a Coreia do Sul e EUA já pediram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU que já foi agendado para esta tarde. A ver vamos que medidas vão ser tomadas, no sentido de dar um claro sinal que não estamos em tempo, de provocações deste tipo. O mundo necessidade de caminhar em outra direcção.

Francisco Fonseca

 

publicado por franciscofonseca às 17:35
música: Bob Marley

27
Fev 09

 

 

 

 

 

 

Este olhar de esperança e ao mesmo tempo pertubador, bem poderia servir de reflexão para muitos dos lideres Mundiais.

 

 

 

Hoje escolhi um assunto que acompanho com atenção, pois vivi de perto esta realidade do povo Iraquiano.

Começou há quase seis anos, a 20 de Março de 2003 a cavalgada americana para derrubar Saddam.

Obama vai retirar as forças de combate do Iraque até Agosto de 2010, pois foi uma das suas principais promessas de campanha eleitoral.

Actualmente estão no Iraque mais de 130 mil militares. Depois da retirada fica no Iraque uma força de apoio.

Estas forças serão responsáveis pelo treino das forças de segurança iraquianas, que irão conduzir operações de contraterrorismo.

Staffan de Mistura, Representante Especial da ONU no Iraque classificou de "um acontecimento notável" as eleições provinciais no Iraque, que decorreram pacificamente.

Começo a ver sinais promissores para evitar o Caos no Iraque. Mas um longo caminho será necessário percorrer para unificar todas as facções iraquianas.

O risco de uma guerra civil entre Sunitas, Xiitas e Curdos, poderá deflagrar caso se cometam erros na retirada que é necessário evitar.

Este cenário a vir a acontecer, será um factor de destabilização em toda a zona, pois não nos podemos esquecer das ambições expansionistas do Irão.

 

Francisco Fonseca

 

publicado por franciscofonseca às 16:15

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