Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

21
Out 10

 

A sociedade francesa está viva, manifesta-se, reage, luta contra as políticas prometidas pelo poder político.

 

A sociedade portuguesa vem sendo afectada, por várias políticas de austeridade e com promessas de mais impostos, menos salários, tudo em prol do sistema financeiro internacional, sem esboçar qualquer reacção.

 

Como disse o ministro das finanças hoje, se não ganharmos a confiança do sistema financeiro, Portugal fica sem financiamento e segundo ele isso seria desastroso! Será? Eu acho que isso seria óptimo, pois todos passaríamos a viver com os rendimentos que produzimos. Caso contrário, este ciclo ruinoso do endividamento das gerações futuras, isso sim, será o desastre da Nação.

 

Portugal comemorou 100 anos de república, mas a sociedade continua a viver de valores e princípios monárquicos. Vejamos a importância que é dada a algumas famílias da nossa sociedade, ao comportamento dos nossos políticos, a forma como a comunicação social aborda o quotidiano, a ostentação evidenciada pelos quadros superiores da administração pública, desde políticos, gestores públicos, directores de serviços, comandantes militares e policiais. Muitos destes passeiam-se todos os dias em viaturas de luxo, à custa dos nossos impostos, quando podiam muito bem, deslocarem-se nas suas próprias viaturas, conforme fazem a maior parte dos contribuintes. Este bacoquismo provinciano está muito enraizado na sociedade portuguesa.

 

Por outro lado, o amorfismo instalado na colectividade contribui para que as grandes rupturas, necessárias na cultura vivencial portuguesa fiquem adiadas indefinidamente.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 22:53
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11
Ago 09

 

Há um exagero de desânimo e de crítica na nossa vivência actual que é destruidor e nos leva a ruína mental. Não traz nenhum benefício e tem muitos prejuízos para a evolução da nossa sociedade em todos os quadrantes.

 

Este excesso de atenção aos problemas de curto prazo; pois ninguém tem paciência para pensar nos problemas de médio e longo prazo, faz-nos esquecer os problemas de fundo, que até se acabam por se ir resolvendo, mas com custos e tempo muito elevados.

A minha dúvida é se os políticos, os governos, as autoridades, as reflexões dos brilhantes comentadores, e as elites ajudam a resolver ou complicam a resolução. E até agora tem sido ao contrário, na minha modesta opinião.

O que me assusta e preocupa mais é a sensação clara de que quem está a discutir os assuntos fundamentais da economia portuguesa, não faça a mínima ideia de quais são as questões fundamentais.

Como é que queremos Portugal daqui a 10 anos? A resposta simples é: ninguém faz ideia. Mas acho que é fundamental que alguém diga isto para que as elites comecem a perceber onde está o problema.

Será que ainda há portugueses com géneses do tempo dos descobrimentos? Portugal precisa urgentemente de gente com fibra, engenho e orgulho nacional.

Francisco Fonseca

 

publicado por franciscofonseca às 21:28
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18
Jun 09

Esta crise importada de facto não o é para o nosso país, a braços anteriormente com uma crise interna de que a adesão à Europa e depois ao Euro, terá adiado a evidência, mas que com a má utilização dos dinheiros da UE e a contínua venda ao desbarato dos activos nacionais, como são exemplo a Galp, EDP e a PT, colocou a descoberto.

Mas quais os factores determinantes da latente e agora exacerbada crise nacional?

 

Primeiro sem dúvida a baixa produtividade da nossa economia. Somos ainda uma economia sem noção da globalização.

 

Em segundo, a maioria de negócios produtivos não são competitivos quando comparados com empresas estrangeiras que actuam em território português ou no estrangeiro.

 

Outra razão consiste no desmantelamento de sectores como a Agricultura e as Pescas. E nós um povo com tradições e com uma forte genética ligada ao mar.

 

Depois, uma estratégia desastrosa no que respeita à energia e aos transportes. Somos um país super dependente do ouro negro e, temos todas as condições de termos dos principais portos da Europa.

 

Finalmente, o vazio de ideias da nossa classe política, acompanhada por um descrédito cada vez maior dos cidadãos, nos partidos e nas principais instituições democráticas em Portugal.

 

E a cereja que falta no cimo do bolo são os pequenos burgueses sedentos de riqueza e de “novo-riquismo” existencial que vão destruir o nosso país se não os travarmos…

 

Francisco Fonseca      

publicado por franciscofonseca às 22:32
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17
Abr 09

A liderança não é uma questão de personalidade, mas na minha opinião uma questão de atitudes e comportamentos.

Constato que é muito difícil transmitir aquilo que vemos e sentimos. Temos de ter cuidado para a comunicação não fazer estragos. Outra dificuldade é fazer com que a mensagem que se pretendia fazer passar, venha a ser assimilada.

Depois, existe uma clara divisão entre os que mesmo às cegas procuram soluções e os restantes, que se escondem atrás da reserva ou de uma pretensa discrição. Outros ainda preferem desde logo dizer, isto não é possível, terminando por aqui a seu contributo.

Outros hesitantes dizem, acho que…a solução é… mas não se chega a perceber nada. Quando a discussão aquece mais um pouco, uns gritam para terem razão. Os que procuram mesmo às cegas as soluções dizem, vamos fazer assim…, mas logo os críticos atacam, não dá! Assim não dá! Não consegues… muitas cabeças abanam e de facto o que está a dar é ser do contra.

Assim, jamais conseguiremos encontrar as melhores soluções, só um trabalho de equipa produzirá as melhores práticas e contribuirá para resolução dos problemas.

Todos falamos muito da necessidade de mudança, mas praticamo-la pouco. A mudança, de que tanto se fala no mundo e que é precisa, tem de facto a ver com atitudes e comportamentos.

Francisco Fonseca

 

publicado por franciscofonseca às 17:44
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música: Resistência

10
Abr 09

Em N`Djamena o calor que se faz sentir começa a penetrar fortemente no nosso corpo, na nossa mente e, deixa-nos quase a beira do desespero.

Quando aqui cheguei, perguntei para mim próprio, que faço eu aqui, é este o meu destino, foi mesmo isto que eu escolhi, mas realmente somos nós que fazemos a nossa vida e que traçamos o nosso rumo.

Adormeço tonteado pela luta do dia terminado e, projectando qual será a próxima dificuldade que temos de ultrapassar no dia seguinte.

Momentos menos bons tenho-os como todo o comum dos mortais, mas após 5 meses começa a ser um tudo ou nada mais difícil, aceitá-los, reflectir sobre eles e ultrapassá-los.

Quando era mais jovem desesperava muito mais do que acreditava. Não será um mal de todos nós? O não acreditar e desesperar aos primeiros problemas?

Hoje, devo dizer que desespero com muito menos frequência, sem qualquer comparação com o passado, mas mesmo assim, por vezes é inevitável desesperar, continuando a acreditar que mais vale procurar a solução, do que mergulhar no pessimismo consciente. Afinal é para ultrapassar as grandes dificuldades que existimos!

Francisco Fonseca

 

publicado por franciscofonseca às 22:28
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música: Foo Fighters - Quiet Before The Storm - 2009

06
Abr 09

Num dos blogs anteriores, falei da geração NET e de algumas mudanças profundas que estes estavam a introduzir no mercado de trabalho.

Começam a chegar alguns sinais visíveis dessa mudança. Por exemplo, um em cada três recém-licenciados espanhóis encontrou o seu emprego através da Internet, o que não deixa de ser bastante significativo.

Num estudo da Universidade Autónoma de Madrid, esta é a forma predominante de acesso ao mercado de trabalho para este segmento no país vizinho.

Ainda nesse estudo é referido que a Internet ultrapassou os contactos de familiares e amigos em 20% e o envio de currículos a empresas seleccionadas em 19%, ou seja, a designada vulgar cunha em Portugal, em Espanha perde 20% da sua influência.

Outros dados relevantes, comprovam que a contratação a termo certo sobressai no primeiro emprego, com 65% dos jovens espanhóis a referir este tipo de vínculo.

Nos salários, 20% já recebe mais de 1.500 euros líquidos por mês, enquanto 12% ganha abaixo de 600 euros.

Em Portugal os recém-licenciados, ainda não aproveitam muito este recurso, que cada vez mais se torna fundamental e indispensável nas nossas vidas.

Penso que num futuro muito próximo, a geração NET vai abordar o mercado de trabalho de forma global, indo à descoberta e assumindo conscientemente o risco das escolhas. Aqueles que assim não pensarem, que não tenham capacidade de adaptabilidade, flexibilidade e disponibilidade para a mudança constante, ficarão irremediavelmente excluídos do mercado de trabalho.

Francisco Fonseca

 

publicado por franciscofonseca às 19:33
música: Santos e Pecadores

28
Fev 09

O conceito de segurança pública é bastante abrangente e não se limita a políticas do combate à criminalidade e nem se restringe a actividade policial.

A segurança pública tem a ver com todas as acções de repressão à violência e ao crime, tendentes a oferecer os imputs necessários para que os cidadãos possam conviver em sociedade, trabalhar e se divertir, ou seja usufruir da tranquilidade pública.

A insegurança é um fenómeno até há pouco desconhecido entre nós, mas na minha opinião chegou em força e para ficar. Se não houver, entretanto, medidas adequadas à repressão de todas as acções que geram insegurança, chegaremos rapidamente a um ponto sem retorno e, teremos de viver em insegurança constante.

A segurança das pessoas e dos bens são valores fundamentais da sociedade.
Estamos a beira de um estado de insegurança pública, pois todos os dias vemos crimes contra a vida, contra a honra e contra a integridade física dos cidadãos. Os criminosos são apanhados, libertados e voltam a praticar crimes.

Isto pode ficar a dever-se a existência de leis demasiado permissivas e penas insuficientes, a falta de meios humanos e materiais às Polícias, ao sistema judicial, e mais razões poderia aqui enumerar.

Mas chave para este flagelo terá de passar pela educação, pois é um dos factores de mudança, de desenvolvimento, de civilidade, de cidadania.

Nos quando condicionados pela educação somos seres mutáveis, capazes de sermos influenciados e de influenciar.

Por isso acredito que só esta via nos poderá conduzir, a uma vivência em segurança e tranquilidade pública.


Francisco Fonseca

 

publicado por franciscofonseca às 16:58
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