Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

10
Dez 11

Uma história trágica, mas ao mesmo tempo deliciosa que aconteceu aqui no Brasil. Um pescador presenciou a cena, tentou ir buscar ajuda, mas o povo deu gargalhada ao invés de ajudar. Um deputado de Santa Catarina foi engolido por uma cobra Sucuri, na manhã desta última quarta-feira, durante um passeio pelo Amazonas. De acordo com as testemunhas, o deputado fazia um passeio de barco, bebia uísque e contava dinheiro de uma maleta, bastante feliz, quando foi surpreendido pela cobra. “Eu vi quando a cobra pegou, enrolou, e engoliu”, contou um pescador que estava próximo do local.

Após presenciar o ataque da sucuri contra o deputado, o pescador foi até uma comunidade buscar ajuda. Entretanto, ao invés de conseguir ajuda, o que conseguiu na boa verdade foi uma enorme gargalhada do povo. “O povo começou a rir, até caírem no chão de tanto riso, quando eu contei que o engolido foi um político”, disse o pescador.

A esposa do deputado foi informada do ocorrido nessa tarde. “Eu acho é pouco. Quem mandou ir esconder dinheiro no Amazonas”, disse a viúva.

Um dos que viu a cobra disse: “Por favor, não votem na cobra nas próximas eleições. Em Brasília ela vai virar bolsa de madame! Deixem ficar onde ela está e vamos promover excursões de políticos para o Amazonas”, sem dúvida uma boa ideia para resolver muitos dos problemas do Brasil.

Seria muito bom que uns animais destes fossem a Portugal de férias, pois dariam muito jeito, não resolveriam a crise financeira, nem a crise política, mas que ajudariam muito, não tenho dúvidas. Ainda vou ver se consigo levar pelo menos um exemplar na mala.

Já agora, também podiam ir passar uns dias a Bruxelas e assistir a algumas cimeiras dos líderes europeus, pois podiam resolver alguns impasses, nomeadamente, nesta última cimeira, que se previa histórica pela apresentação de soluções imediatas para segurar o euro, mas arrisca-se a ficar na história pelo isolamento do Reino Unido, que optou por ficar fora da nova etapa de integração europeia. Com um bichinho destes por perto, ninguém ficaria de fora tenho a certeza.

publicado por franciscofonseca às 15:19
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06
Dez 11

A União europeia é uma entidade esquizofrénica. Senão vejamos, o seu objetivo primário é a criação de uma economia europeia integrada, deixando a soberania nas mão das nações, individualmente. Por outro lado, é vista como o prefácio de uma federação europeia de países, na qual um governo europeu central, com um parlamento e um serviço civil profissional, iria governar uma Europa federal, onde a soberania nacional estaria limitada a questões locais e a política externa ficaria a cargo do todo.

Mas a Europa não atingiu esse objetivo. Criou uma zona de comércio livre e uma moeda única, que alguns membros da zona de comércio livre usam e outros não. Não foi capaz de criar uma constituição política, contudo, permitindo a soberania das nações individuais, nunca tendo, assim, levado a cabo uma política externa ou de defesa unida.

A política de defesa, ao nível da sua coordenação, encontra-se nas mãos da NATO e nem todos os membros da NATO, como os Estados Unidos, são membros da EU. Com o colapso do império soviético, foram admitidos países individuais da Europa de Leste na EU e na NATO.

Em resumo, a Europa do pós-guerra Fria é um caos benigno. É impossível desemaranhar as relações institucionais extraordinariamente complexas e ambíguas que se criaram. Por baixo da superfície da EU, os antigos nacionalismos europeus continuam a afirmar-se, apesar de muito lentamente. Este facto é notório nas negociações dentro da EU. Os franceses, por exemplo, afirmam o direito de proteger os seus agricultores do excesso de concorrência, em prejuízo dos agricultores portugueses ou o direito de não honrar os tratados que controlam os seus défices, coma cobertura da Alemanha.

Portanto, num contexto geopolítico, a Europa não se tornará numa entidade transnacional unificada. Por estas razões, falar da Europa como se fosse uma única entidade, como os Estados Unidos ou a China, é uma ilusão. Trata-se de um conjunto de Estados-nação, ainda traumatizados pela segunda Guerra mundial, pela Guerra Fria e pela perda de um império. As alterações que Merkel e Sarkozy querem introduzir no tratado europeu não vão modificar esta realidade.

publicado por franciscofonseca às 13:27
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02
Dez 11

A situação da União Europeia está muito confusa, as sucessivas decisões que saem dos conselhos e das cimeiras europeias, além de demoradas, andam sempre a reboque dos acontecimentos. Os líderes europeus conduziram a Europa à beira do precipício e se continuarem neste modelo de gestão, a Europa poderá entrar numa crise generalizada, que nos conduzirá à depressão económica e à desintegração.

Não consigo vislumbrar como resolver as condições da dívida, sem primeiro se resolverem as condições de crescimento económico, principalmente ao nível interno. Com esta espiral negativa em que as taxas de juro atingiram determinados patamares o retrocesso é difícil de acontecer.

Os mercados mostraram nestes últimos dias, que praticamente todas as dívidas dos países estão em situação de potencial insustentabilidade, sendo esta a razão que explica porque é que a crise da dívida se tronou um problema urgente e de todos, sem exceção.

Os problemas da europa não se resolvem com as reuniões bilaterais entre Paris e Berlim. O paradigma terá de mudar rumo a um aprofundamento da integração e união orçamental, onde as instituições saiam reforçadas nos seus poderes, como é o caso do Banco Central Europeu que deveria, no meu entender, emitir moeda, a semelhança do que acontece com a Reserva Federal dos EUA.

Os políticos começam a abandonar o poder, sentindo-se incapazes de projetar soluções. Na Grécia e na Itália os políticos legitimamente eleitos foram substituídos por tecnocratas sem eleições. Noutros casos optam pela remodelação dos governos, a favor da tecnocracia, nitidamente que esses países estão a ser governados pelos mercados, pois estão muitos mil milhões de euros em jogo, para serem geridos por políticos. Veremos que plano vai ser apresentado na Cimeira de Bruxelas, a 9 deste mês, por Merkel e Sarcozy no sentido de repensar e refundar a Europa.

publicado por franciscofonseca às 21:05
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28
Nov 11

Estamos a perder demasiadas vidas e recursos económicos em desastres naturais. Os estragos provocados pelos desastres provenientes de fenómenos climáticos extremos rodam os 200 mil milhões de euros anuais. Curioso saber-se que cerca de 95% destas calamidades ocorrem nos países em desenvolvimento.

Todos falam em aquecimento global, mas ninguém toma medidas sérias para reduzir as emissões de carbono, que estão em constante crescimento, resultantes da ação humana. Quem ainda não reparou que as temperaturas estão mais quentes, temos menos dias frios e as ondas de calor são mais intensas. Por outro lado, todos os dias são noticiados casos de cheias provocadas por chuvas intensas, tempestades devastadoras e secas prolongadas.

O prazo para agir dos governos mundiais, no corte de emissões de carbono, para evitar um aquecimento global catastrófico está a esgotar-se. Hoje, o conhecimento científico disponível deveria ser mais do que suficiente para implementar ações climáticas urgentes, mas é muito frustrante saber que a maior parte dos governos não denotam qualquer vontade política para agir. Esperamos que a natureza não se encarregue, ela própria, de agir em direção ao reequilíbrio, com o sacrifício de milhões de vidas humanas.

Neste sentido, seremos apenas meros espetadores de um aquecimento ainda maior, a par de alterações dramáticas dos fenómenos climáticos extremos que, muito provavelmente, irão esmagar as populações humanas que não conseguirão adaptar-se aos seus impactos. Em resultado, teremos que aprender a viver com ondas de calor, com o aumento dos níveis das águas do mar e consequentes inundações, a par de menos quantidades de água disponíveis para consumo e menos recursos alimentares.

Na minha opinião, a única solução passa pelos grandes investidores, os donos do capital financeiro, ou seja, quando chegar a hora de pressionarem os governos, a adotarem com urgência medidas consistentes, de transição para uma economia global que privilegie, na sua essência, políticas de baixo carbono, caso contrário, a autodestruição da humanidade continuará em curso.

publicado por franciscofonseca às 18:46
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24
Nov 11

Hoje existe um contraste enorme entre as fortunas das atualmente estagnadas economias ricas e as dos novos mercados emergentes. Os países emergentes têm imprimido uma passada larga no seu desenvolvimento económico. A China, o Brasil e a Índia duplicaram o seu nível de riqueza em apenas uma década, e isso retirou milhões de pessoas da pobreza.

Mas para além destes dois gigantes asiáticos, mesmo antes da crise global ter afetado os países mais ricos, já muitas economias emergentes estavam a ter taxas de crescimento mais elevadas que a dos Estados Unidos, a maior economia do mundo. A crise financeira apenas acentuou os contrastes.

Os últimos dados conhecidos apontam para um abrandamento dos ritmos de crescimento dos países emergentes, podendo mesmo, nalguns casos passarem por sobressaltos. Isto é explicável pelo facto de que à medida que as economias se tornam mais ricas, também a sustentação do seu ritmo de crescimento passa a depender cada vez menos, do investimento intensivo associado a um fluxo contínuo de mão-de-obra desqualificada de baixo custo.

Por outro lado, necessitam de uma mão-de-obra cada vez mais qualificada e de um sistema financeiro mais moderno. O problema reside na massificação das exportações de bens de baixo custo para as nações mais ricas, necessitando agora de se virarem para o seu mercado interno. Aqui reside o perigo, pois têm de evitar os mesmos caminhos que, no passado, levaram à ruína outras economias emergentes: crédito fácil e excessivo; desmesurado investimento do Estado e inflação galopante.

A mudança não será fácil. E os problemas gostam habitualmente de bater à porta dos que, por se terem tornado tão autoconfiantes, não se prepararam para as crises. O peso da economia mundial está a mudar, a uma velocidade considerável, para os mercados emergentes mais populosos. Mas ao contrário do que muita gente julga, a transição não se deverá processar de forma serena, pois no plano geoeconómico, geopolítico e geoestratégico, profundas alterações estão em marcha, a que dedicarei um novo post.

publicado por franciscofonseca às 10:42
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21
Nov 11

A grande família europeia prepara-se para sofrer grandes cisões no seu seio, alguns membros vão ser abandonados e outros deserdados. A crise descontrolada da zona euro potencia as reuniões sectoriais, as opiniões mal fundamentadas e as declarações precipitadas, dos principais atores, que tutelam as altas instâncias políticas europeias. Os cidadãos sentem-se desconfortáveis, mas ainda não saíram da cadeira de espectadores.

O arquiteto do projeto europeu, Jean Monnet disse em meados do século passado, que “os países da Europa são demasiado pequenos para assegurar aos seus povos a prosperidade e os avanços sociais indispensáveis”. A ideia passava por construir uma Europa do topo para a base, construindo instituições coesas, com fortes ligações políticas e económicas, através de um projeto ambicioso.

Esta visão caiu por terra, a Europa é determinada através de meios e não de objetivos, os mercados financeiros ditam as regras aos políticos e estes vão sendo esmagados, assim como, a própria Europa e os seus cidadãos.

Bem sabemos que existem grandes assimetrias entre os diversos países, mas o trabalho precário e a erosão da proteção social em várias áreas começa a generalizar-se. Há gerações que vão enfrentar piores condições de vida, do que os seus progenitores. E este é um sinal que não pode, de todo, ser ignorado.

Existe uma distribuição desigual, que é determinada não só pela necessidade, mas também por aqueles, que detêm o poder e o controlo sobre as instituições europeias.

Muito cuidado, pois a força da Europa sempre residiu na sua diversidade e não em qualquer pacote de nacionalismos. Todas as tentativas se revelaram catastróficas ao longo a história. A catástrofe até agora é somente económica, por isso é chegada a hora, como afirmou a senhora baronesa Merkel, de “formar uma união política na Europa”, mas desde que as regras não sejam ditadas pela união entre Berlim e Paris, se vier a acontecer a catástrofe será gigantesca.

publicado por franciscofonseca às 23:11
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17
Nov 11

A zona euro continua sobre brasas devido ao possível contágio entre os países do euro. Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha são os países que se encontram na posição mais delicada, devido a sua atuação indisciplinada com os gastos públicos e com a dívida excessiva. Para piorar as coisas estes países possuem também elevados défices orçamentais, prevendo-se para este ano défice/PIB de 8,5% para Portugal, 19,4% para Irlanda, 5,3% para Itália, 9,4% para Grécia e 11,5% para Espanha, por isso a desconfiança dos investidores.

A Espanha em risco com subida recorde dos juros da sua dívida pública; Itália vai ter de despedir 300 mil funcionários públicos e os juros não param de subir; na Grécia a direita recusa assinar o compromisso com a troika o que vem dificultar as negociações e em Portugal a troika avisa que vão ser necessários mais cortes nos vencimentos dos funcionários públicos e dos privados.

Mas como já referi aqui neste blog, não há uma verdadeira vontade política para resolver esta crise. A chanceler alemã e o presidente francês estão a submeter a democracia aos mercados financeiros. Hoje, a França, Áustria e Bélgica estiveram de novo sob stresse nos mercados da dívida, pode ser que isso os faça arrepiar caminho. Na periferia a situação contínua tensa e agrava-se na Itália, Grécia e Espanha.

A crise da dívida que assola a Europa poderá ser uma oportunidade para desvalorizar o euro, que ontem renovou mínimos de mais de quatro anos. Se o euro cair abaixo da paridade com o dólar, sem dúvida que será uma boa notícia para a Europa. A queda do euro pode vir a dar um impulso que pode salvar a zona euro de resvalar para uma recessão profunda. A minha aposta vai nesse sentido, pois será a única forma de tornar as exportações europeias mais competitivas, em contraponto com as exportações dos EUA, que ficariam mais caras.

publicado por franciscofonseca às 19:08
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