Fuad Mohamed Khalaf, cidadão sueco de origem somali, dirigente do grupo islâmico Al Shabad, segundo algumas fontes, o terceiro no comando do grupo, ligado à Al Qaeda, exigiu dia 27 de Dezembro, que Barak Obama se converta ao islamismo, pois caso o presidente dos Estados Unidos não o faça, os EUA irão sofrer atentados, segundo o próprio anunciou através da Al Shabad Radio, em Mogadíscio, capital da Somália. O pedido foi extensível a todos os dirigentes americanos para que fizessem o mesmo.
Confrontos entre rebeldes da Al Shabab e forças do governo no norte da capital da Somália matam diariamente civis. É um confronto interminável entre forças do governo e a Al Shabaab no norte de Mogadíscio. Os opositores controlam grande parte da capital, mas não conseguiram até agora depor o presidente Sheikh Sharif Ahmed e derrubar o governo transitório que vigora na Somália, com o apoio da comunidade internacional.
O grupo Al Shabad tem o apoio de centenas de combatentes estrangeiros da Al Qeada e tenta implementar um regime radical islâmico Wahhabista, que tem as suas raízes, no movimento religioso de muçulmanos que teve a sua criação na Arábia central em meados do século XVIII.
A Somália é nitidamente um estado falhado, sem governo efectivo desde 1991, quando o ditador Mohammed Siad Barre foi destituído, o seu território dominado por grupos terroristas, por grupos de criminalidade organizada, principalmente dedicada aos grandes tráficos, pelos senhores da guerra tribal, transformando-se numa zona cinzenta de grande instabilidade, sem qualquer controlo, causando insegurança nesta área do globo.
Francisco Fonseca


















