Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

09
Abr 13

O maior défice de Portugal não é a dívida que todos temos às nossas costas, mas sim a falta de liderança. Vemos todos os dias os nossos políticos no jogo do ping pong das responsabilidades, pelo estado a que o país chegou. Os portugueses já não têm paciência nem qualquer interesse nesse jogo, acabando por dar mais atenção aos apanha-bolas, que agora viraram uma praga em todos os canais televisivos. Quando uma nação não tem liderança, como acontece a muitos anos em Portugal, os governos não têm ideias, não têm seguidores, não têm estratégia, não têm um rumo, não têm uma cultura de inovação e de mudança.

Os governos existem porque há pessoas, as políticas pressupõem pessoas, que devem ser o foco dos governantes, mesmo acima dos números. Os verdadeiros líderes têm que ser capazes de escutar, entender e envolver os cidadãos. Para tanto, precisam de se conhecer e conhecer muito bem a realidade interna e externa em que navegam.

Nestas condições, ao contrário do que os nossos governantes e políticos fazem, é possível vislumbrar oportunidades no meio das crises, vantagens em situações hostis como a que vivenciamos e criar uma cultura nacional que impacte o desempenho e a produtividade, que priorize o agir em vez do discurso de retórica, do qual estamos todos cansadíssimos. O poder da palavra é diferente da palavra do poder.

Hoje liderar um país, ainda mais nesta envolvente de incertezas, implica correr riscos, ousar, fracassar, propor e fazer mudanças. A maioria dos portugueses não é resistente à mudança. Eles resistem à dor da mudança e ao medo do novo, porque a comunicação e explicação das políticas é confusa, para que ninguém perceba o seu objetivo. É necessário pessoas nos lugares certos, fazerem uso de uma boa comunicação e alinhadas estrategicamente, para gerarem uma mudança sustentável. Desta forma ganha importância a eficiência operacional que levará à escala nacional.

Uma boa liderança de uma estrutura governativa é aquela que é capaz de causar dor e os cidadãos agradecerem. Um bom líder deve conseguir ver as vantagens em situações hostis, torná-las desafios e envolver toda a sociedade. Portugal precisa de alguém que corra riscos, que não tenha medo de fracassar, que explore o novo e promova mudanças profundas, sem interferência dos apanha-bolas. Que jogue sempre para ganhar, ao estilo do Mourinho, que crie vínculos com os cidadãos, que inspire gerações e se torne o porto seguro delas. Necessitamos de um líder que compreenda o contexto de atuação e as principais tendências sociais, económicas, políticas, técnicas, ambientais e demográficas, pois só dessa forma conseguirá definir o foco das suas políticas. Estou farto dos arrogantes que para com os fracos são fortes e perante os fortes têm sido muito fracos. Temos de arrepiar caminho urgentemente.

publicado por franciscofonseca às 18:52
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03
Set 11

A chanceler Angela Merkel desabafa e primeiro-ministro Passos Coelho manietado. Este governo prometeu que ia reformar tudo, mas a única coisa que fez até agora foi subir impostos. É fácil cortar, difícil é cortar cirurgicamente, onde existem as chamadas gorduras localizadas, mas por vezes difíceis de cortar, por se encontrarem bem camufladas, pelos lóbis e grupos de interesse, que capturaram os ministérios. Há muito tempo que o governo anda a tentar cortar, mas corta onde pode e não onde deve.

Os lóbis a que me refiro são a banca, a construção civil, os médicos, os professores, os funcionários públicos e algumas câmaras do país, que minam e interrompem o ciclo da implementação das políticas públicas, em Portugal são raras as políticas que cumprem o seu ciclo.

Angela Merkel durante a recepção a Passos Coelho abriu uma frente de batalha entre Berlim e os países do sul, ao afirmar que "na Grécia, Espanha e Portugal não se devia poder reformar mais cedo do que na Alemanha" ou "não podemos ter uma moeda única onde uns têm muitas férias e outros poucas". Estas afirmações não deixam dúvidas quanto aos objectivos da Alemanha, a solidariedade cada vez mais necessária, nos tempos que correm está a esgotar-se.

A minha esperança já se esfumou, pois o governo não vai ter coragem para reduzir o número de Câmaras Municipais, juntas de freguesias, tudo vai continuar na mesma e mais uma oportunidade vai passar, sem que as grandes reformas estruturais, de que o Estado português necessita urgentemente sejam levadas a cabo. Sem isso não se consegue cortar na despesa do Estado.

A única coisa que o primeiro-ministro tirou da cartola é errada. Compreendo que seja necessário subir impostos, mas não vai resolver literalmente nada, porque quando aumentamos os impostos a despesa também aumenta. Estes impostos vão destruir as empresas e desestruturar as famílias, no final fica tudo pior, ou seja, não há empresa e não há impostos, porque a empresa desapareceu e as famílias portuguesas acabam por falir financeiramente.

publicado por franciscofonseca às 18:49
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16
Jan 11

Todas as pessoas que se vêem na iminência de deixar cargos de poder, ou por se reformarem, ou por fim de ciclo, sentem uma sensação muito próxima, daqueles que deixam a droga. A perda do poder é também, uma perda do papel social e de tudo que está associada a ele. O poder vicia as pessoas quer a nível físico, quer a nível psicológico. Isto explica a dificuldade das pessoas, que estão muito tempo no poder, de o deixar quando chega o momento, pois, em certos casos chegam mesmo a resistir à saída.

A excitação, a adrenalina, sentidas nas discussões importantes, que envolvem outros dirigentes de topo, faz com que as pessoas se sintam sempre muito preenchidas interiormente. Quando deixa de acontecer, o vazio começa a ser cada vez maior, deixa-se de sentir o sangue correr nas veias, os indivíduos ficam afectados de forma irremediável. Estar fora do poder corresponde a estar longe das câmaras de televisão, das primeiras páginas dos jornais, ou seja, longe do frenesim social, quase invisível.

Um dos exemplos mais actual é o do ex-presidente Lula, quando afirmou que é difícil voltar à planície, depois de ter trilhado um caminho difícil e tortuoso para chegar ao poder. Esta franqueza não está ao alcance de qualquer um, pois ele consegue, nas suas declarações expor perfeitamente, as grandezas e as debilidades de um ser humano. Pena que todos aqueles que exercem o poder, seja a que nível for, não tenham a mesma humildade, pois o mundo seria bem diferente.

publicado por franciscofonseca às 16:35
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04
Jan 11

Em Portugal, a política de estrangeiros está de rastos, pois, foi necessário efectuar várias denúncias, para que um canal de televisão fizesse uma reportagem sobre 40 cidadãos romenos, que viviam numa antiga fábrica em Almada, a mais de três anos, no meio do lixo, dejectos, ratazanas, violando todos os mínimos de salubridade pública, em condições sub-humanas, indignas para qualquer o ser humano.

Passada que foi a reportagem, uma associação humanitária 4ever Kids, liderada por Luís Figueiredo encetou esforços para providenciar o seu regresso à Roménia, pois, esse era o seu maior desejo. A situação foi de imediato desbloqueada por uma empresa privada e por um particular, que custearam o seu regresso.

Este grupo foi vítima de mais uma rede de tráfico de pessoas, que operam por toda a Europa de forma clandestina. Eu tinha o nosso país, como um Estado de direito democrático, onde as liberdades e os direitos humanos eram dignamente respeitados. Como é possível, no meu Portugal, passarem três anos e nenhuma autoridade competente foi capaz de resolver este problema, de tão fácil resolução.

Eu sei que os nossos governantes andam mais preocupados com o deficit, com as próximas eleições presidenciais, mas, as autoridades camarárias, policiais, de saúde pública, governo civil, andam ocupadas com o quê? Quando convivemos naturalmente, como se nada fosse, com este estado de coisas, algo de muito grave vai a respeito, dos direitos humanos de um país. Defendo que a dignidade humana nunca deve ser colocada em questão, seja por que condição for. Só deixaremos um mundo melhor aos vindouros, se todos nos esforçarmos muito mais agora, em prol do respeito pela dignidade humana.

publicado por franciscofonseca às 16:34
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30
Dez 10

 

Os maiores escândalos na banca portuguesa aconteceram nos últimos quatro anos, no BCP, BPN e BPP, mostrando bem quem manda neste país. Em países onde o mercado bancário é levado a sério, muitos dos responsáveis já estariam julgados e presos. Quem não se lembra das manobras financeiras que estes senhores fizeram de muitos milhares de milhões de euros em ‘offshores’, apresentando ano após ano lucros astronómicos, fugindo sempre ao pagamento de impostos e tudo isto observado tranquilamente pelo Banco de Portugal, a quem compete a fiscalização e a denúncia destas irregularidades.

Desde que a maçonaria e o opus dei entraram na Política em Portugal o sistema financeiro ficou dominado pela grande família do bloco central. Vejamos as trocas constantes, que têm acontecido na presidência das administrações dos principais bancos. O problema é que estas manobras do poder não são percepcionadas pela maioria dos cidadãos, elas são pensadas, projectadas em círculos restritos de acesso condicionado, sempre de forma geométrica, ou seja, de régua, esquadro e compasso.

A maçonaria e o opus dei apostam no imediato, não olham para o amanhã, rapam tudo que podem, protegem os seus membros, mas esquecem os seus filhos, o dinheiro fala mais alto. Esta matriz vem da judaico-maçonaria Illuminati que controla a Banca internacional e verga os governos perante o sistema financeiro a seu belo prazer.

Seja este ou qualquer outro governo, que venha a governar Portugal, por mais vontade política reformista que tenha, sabe que vai ter a mesa posta, mas não pode comer o bolo todo, caso contrário os escândalos saltam para a praça pública. Isso não pode acontecer, pois colocaria muita gente no desemprego, da grandiosa parentela do bloco central.

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 16:29
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03
Dez 10

Política, poder, jogos,  tudo isto tem um fim!

Muitos de nós ainda pensamos que a nossa competência, dedicação, esforço poderão um dia ser recompensados pelos nossos superiores hierárquicos, o melhor mesmo é esquecer. Bom desempenho, bom profissionalismo não chegará para subir na escalada do poder, pois, valores mais altos se levantam quanto à questão do poder.

 

Sou de opinião, que uma boa performance, inteligência, e muita força de vontade não chegam para conseguirmos atingir lugares de destaque em termos hierárquicos. Para que isso aconteça é necessário, que as pessoas se saibam autopromover, cultivar uma imagem de autocontrolo e autoridade, escolher as relações certas, pedir favores as pessoas certas e na hora certa e saber bajular as pessoas com poder de decisão.

 

Hoje, torna-se imperioso sabermos e conhecermos o mundo em que vivemos, e reconhecer que não é o que muitos gostaríamos que fosse, ou seja, é como é, nada mais. Este é um factor fundamental para quem deseja subir uns degraus na escada do poder. Muitas vezes ouvimos dizer que as pessoas têm aquilo que merecem, quem pensar assim não irá muito longe…

 

Assim, a verdade simples e universal é que a política triunfa sempre sobre a performance. Muitos teóricos sobre gestão e liderança, nos seus livros e palestras deveriam colocar o seguinte aviso: Atenção este conteúdo poderá ser prejudicial para a sua carreira. A verdade é que a maior parte destes gestores de sucesso contam as suas histórias, mas escondem e maquilham os jogos de poder, que tiveram de fazer para lá chegar.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 13:51
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21
Nov 10

Segundo o jornal Le Monde, Portugal caminha inexoravelmente para a pobreza, com uma completa paralisação económica. O país não passou pelos delírios bancários da Irlanda, nem pelas loucuras imobiliárias de Espanha, nem mesmo pelo devaneio da Grécia, mas foi o pior a colmatar os pontos fracos com pontos fortes.

 

Não estamos ameaçados pela bancarrota no imediato, mas estamos forçosamente desprovidos de perspectivas de melhoria, no curto prazo.

 

A crise já foi declarada, a reacção vai fazer-se através de uma greve geral. A questão de fundo é que a alternância política dos últimos 30 anos tem sido baseada por uma continuidade das mesmas políticas, ou seja, por políticas clientelistas. A pergunta em que poderemos começar a pensar é se conseguiremos nós resolver, esta crise neste sistema político ou se será necessário, regressar a um regime autoritário?

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 22:39
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música: Segredos perdidos

08
Set 10

Um sindicato da PSP fez um pré-aviso de greve e, coloca políticos, comentadores, dirigentes, e cidadãos num debate polémico, sobre o acesso a este direito dos profissionais da PSP.

Logo de seguida o Ministro de Estado e da Administração Interna mostrou-se profundamente convicto em relação ao direito à greve na PSP: “Sobre essa matéria, três ideias muito claras: nunca, jamais e em tempo algum”.

Pois, parecem-me três interessantes ideias, não tivessem sido , os profissionais da PSP, constituídos funcionários públicos.

Será que haverá nas funções da polícia, imperiosamente distintas, das funções daqueles que salvam vidas em hospitais, ou seja, médicos e enfermeiros. Ou não será a vida um valor tão ou mais importante que o direito à segurança dos cidadãos?

Será que os valores constitucionais já foram alterados e ninguém sabe, pode muito bem ter acontecido, pois a verborreia do legislador português sofre de incontinência a muitos anos!

Enfim, ai está mais um caso que vai fazer correr alguma tinta, bem ilustrativo do estado real da nação. Continuo convicto, que o País e a segurança dos cidadãos só têm a ganhar com o civilismo da PSP, como acontece em alguns países da Europa.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 23:01
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06
Set 10

Portugal é um país de grandes contrastes sociais, onde o dinheiro dos contribuintes, que cada vez são menos, é gasto a boa maneira burguesa do antigamente.

O ensino universitário tem duas vertentes, o público e o privado. Em ambos os pais dos alunos ou os próprios alunos têm de pagar as propinas.

Mas, existem instituições de ensino superior público em Portugal, onde não se pagam propinas, bem pelo contrário, logo no 1.º ano começa-se a ganhar um vencimento, come-se e dorme-se à borla.

Um desses estabelecimentos de ensino, entre outros, denomina-se: Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, que ministra o Mestrado Integrado em Ciências Policiais e confere ao fim de 5 anos, o Grau em diploma de Mestre, aos jovens promissores de 22 anos.

Outra das grandes vantagens é que os senhores mestres têm automaticamente garantido, o seu emprego de longa duração, não necessitando de enfrentar a batalha da procura do primeiro emprego.

Senhores pais, pensem bem na hora de aconselhar os vossos filhos, livrem-se de encargos e já agora dos filhos!

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 18:59
sinto-me:

16
Jun 10

Todos os dias assistimos a ameaças na imprensa, de que os especuladores vão atacar a dívida portuguesa. Que toda esta crise porque passamos é culpa dos especuladores. Em certa medida até concordo com esta visão, mas no caso português a culpa tem outros donos. Depois os especuladores limitam-se a aproveitar as oportunidades e, a realidade portuguesa é sem dúvida uma boa oportunidade. Mas, relativamente aos donos, em primeiro lugar os políticos. Mas, quero deixar bem vincado, que são quer os políticos mais antigos, quer os actuais. Quer aqueles que estão no poder como os que estão na oposição. Em conclusão temos políticos sem excepção, inaptos para exercer as funções para as quais são eleitos.

Os outros donos são os empresários portugueses. Assistimos, permanentemente a uma corrida aos subsídios, aos apoios, aos esquemas, à fuga aos impostos e principalmente a não assunção da responsabilidade social. Não haverá sociedades desenvolvidas, e prósperas sem que todos os seus constituintes tenham sempre presente, que é fundamental ter responsabilidade social.

Assim, vamos continuar a empurrar os problemas com a barriga até ao limite. Só espero que o abismo não seja o limite.

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 20:14

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