O nosso país é pobre porque temos um estado falido e os portugueses não conseguem criar suficiente riqueza para desenvolver a economia. Passadas quase 4 décadas depois da revolução, Portugal nunca conseguiu transformar-se num país desenvolvido, apesar de ter tido boas oportunidades para o conseguir, pois teve acesso a novos mercados e capitais em condições vantajosas, mas tudo foi desperdiçado pelos sucessivos governos.
Portugal tem de ser mais competitivo e produtivo. Para aumentar as vendas para o exterior, ou se vende mais barato que os outros, ou se vende mais caro o que os outros não têm, nem podem fornecer, só assim se aumenta a competitividade. Para se vender para o exterior temos de ser altamente produtivos e isso só se consegue com alta incorporação tecnológica, que também não dispomos.
Mas outros problemas têm de ser resolvidos para atrair empresas. Temos de ser possuidores de mão-de-obra altamente qualificada, ainda escassa. Depois aumentar a celeridade e eficácia da justiça, um dos principais obstáculos ao desenvolvimento e limitar a evasão fiscal.
Nas últimas décadas instalou-se uma partidocracia em Portugal que foi irresponsável na condução dos destinos do país. O sistema político português tem partidos a mais, deputados a mais e uma Assembleia da República disfuncional donde nascem as leis que entorpecem e complicam a vida e a economia nacionais. Exemplo, as leis de privatização de grandes empresas que dão milhões de lucro e a nacionalização de outras que dão milhões de prejuízo.
Este caminho em que estamos só vai fazer aumentar a dívida pública, o desemprego e a pobreza do país. É necessário conservar as empresas rentáveis, aumentar a competitividade e a produtividade, aumentar o salário mínimo, taxar mais eficazmente os altos rendimentos, como o dos bancos, diminuir a pressão fiscal sobre os mais pobres, incentivar mais a exportações e o consumo interno, reduzir de forma acentuada os encargos do Estado com as parcerias público-privadas e baixar os impostos para as empresas. Só assim conseguiremos sair da contramão e evitar o desastre.












