Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

23
Dez 12

Este ano revelou-se bastante complexo, com paradoxos a merecer destaque, como a pobreza, a ganância desmedida, a desigualdade crescente e ameaçadora, e a falência das lideranças mundiais. Será que este mundo cada vez mais incerto, disruptivo e caótico está mesmo virado do avesso ou pelo contrário esta complexidade ultrapassa o sistema cognitivo dos políticos mundiais, que impede os consensos desejáveis para o colocar no eixo certo.

As razões mais comuns para a crise económica que vivenciamos passam pelo fracasso geral das últimas gerações de políticos e das políticas públicas, conjuntamente com instituições infiltradas por interesses, que concentram o poder apenas em alguns servindo apenas para explorar o resto da população, perpetuando um ciclo vicioso.

Presentemente, os mercados financeiros invadem e se impregnam nos governos dos países e nas principais instituições, arquitetando a maioria das políticas sobre as questões da vida pública. Hoje vivemos como se a nossa maior liberdade fosse aquilo que consumimos. Sem sombra de dúvidas, quer o mundo, quer a vida social e as relações pessoais são dominadas por formas de pensamento económico.

Na nossa sociedade tudo está à venda, a desigualdade e a corrupção acentuam-se. A vida para aqueles que vivem com menos recursos torna-se mais difícil. Ter poder económico significa hoje comprar mais e mais fazendo com que a desigualdade de rendimentos e de riqueza se acentue, aumentando a tendência corrosiva dos mercados. Estamos a atingir um nível de desigualdade absolutamente intolerável.

A solução passa por encontrar novas lideranças, transformar as instituições de forma a dispersar o poder político de forma pluralista, promover os Estados de Direito, reforçar os direitos de propriedade e investir numa economia de mercado inclusiva, que ponha fim a este ciclo vicioso em que nos encontramos. Já escrevi neste blog, mas volto a escrever; a distribuição desproporcional de poder e de riqueza conduz às insurreições, à guerra e até ao fracasso dos Estados.

publicado por franciscofonseca às 23:22
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31
Mar 12

Na sociedade atual, temos de conseguir baixar o nível de paixão e subir o da indiferença, pois ajuda-nos a focar o que é verdadeiramente importante e, ainda, contribui para a nossa saúde mental. A indiferença mata, mas também salva. Às vezes, adotar uma atitude desinteressada é o melhor recurso para nos protegermos do perfeccionismo, próprio ou alheio, no trabalho.

A indiferença é tão importante quanto a paixão; é uma ferramenta central para a nossa sobrevivência. Quando há uma infinidade de tarefas de baixa relevância para serem cumpridas, o melhor que podemos fazer é não nos preocuparmos. Isso ajuda a identificar aquelas que parecem significativas, mas não o são, e a focalizar as poucas coisas que verdadeiramente importam.

Ser extremamente impetuoso não é bom por duas razões. A primeira tem que ver com os limites cognitivos do ser humano. As pessoas podem fazer uma quantidade determinada de coisas ao mesmo tempo. Se alguém colocar todo seu esforço físico e emocional em cada uma das tarefas, acabará por fazer tudo mal feito.

A segunda razão está relacionada com o contexto. É genial sentir paixão quando a organização se preocupa com os seus colaboradores. Ao contrário, constitui uma receita para a autodestruição quando se está preso a um trabalho com um chefe que nos degrada, ou pior, rodeado de imbecis. Neste último caso é aconselhável, até que possamos abandonar a companhia, aprender a subsistir sem nos perturbarmos, fazendo o mínimo possível. Assim, manteremos a nossa autoestima intacta e a saúde mental. Muitas vezes, neste mundo imperfeito dizer “entra a 100 sai a 200” é a única solução.

publicado por franciscofonseca às 13:18
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28
Nov 10

Batalhão de Operações especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro

 

Hoje, muitos brasileiros estão frustrados com as expectativas criadas em torno desta mega operação de combate aos traficantes. Muitos queriam que o exército, a marinha e as polícias massacrassem todos quantos aparentassem ser suspeitos, ou seja, os mediatalistas e os justiceiros advogavam para os bandidos o mesmo tratamento que é dado às vítimas do tráfico. Mas os resultados até agora são bem diferentes, assistimos a uma operação responsável e competente, onde foram presos mais de 400 suspeitos, apreendidas 40 toneladas de drogas, centenas de armas e mortos mais de 50 traficantes, por terem oferecido resistência as forças policiais.

 

Pois, mas muitos pensam que os chefes do tráfico nas favelas fugiram, os verdadeiros donos do tráfico nunca estiveram na favela, nem sequer foram descobertos, continuando a viver em segurança e luxuosamente. Um grande objetivo acho que já foi conseguido, isto é, acabou-se com a inércia, com a posição de vítimas ao ser tomada esta atitude. Claro que o tráfico não vai acabar, isso em lugar nenhum do Mundo, mas se for dada continuidade a este trabalho pelas autoridades brasileiras, pode ser reduzido a níveis socialmente aceitáveis.

 

Outro objetivo, na minha opinião também foi conseguido, que passa pelo fato de os traficantes perderem o sossego e o sentimento de impunidade que acreditavam ter. Por outro lado, a confiança das populações e das polícias sai reforçada, o que pode ser um bom sinal para o estabelecimento do controlo social nestas áreas de grande vulnerabilidade social.

 

Deixo o meu reconhecimento a todos os operacionais do BOPE, pelos longos anos de trabalho nesta dura realidade, com grande profissionalismo, de que os brasileiros se devem orgulhar, sem reservas.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 18:34
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25
Nov 10

A Nação lusa tem de voltar a redescobrir o seu caminho!

 

A primeira grande greve geral teve lugar, em de 28 de Março de 1988, contra o pacote laboral e o projecto da Lei dos Despedimentos, que viria a ser aprovada pelo governo, do agora Presidente Cavaco Silva.

 

Muitas interrogações se colocam quanto à pertinência desta greve. Sou daqueles que luto e sempre lutarei contra as injustiças. O povo português está a passar por momentos muito complicados, as perspectivas de melhoras não existem, bem pelo contrário. A pergunta que todos devemos colocar é como foi possível deixar o país chegar a este ponto?

 

As minhas respostas são iguais as de quase todos os portugueses. Querem mesmo saber quem deve arcar com as consequências? A minha resposta é todos quantos têm sangue lusitano. Muitos me dirão, que resposta mais absurda. Outros pensarão, a culpa é dos políticos. Muitas mais respostas haverá, sem dúvida.

 

Mas deixo 5 causas que explicam, a meu ver, a situação em que nós encontrámos:

1-    O deslumbramento colectivo com entrada na CEE em 1986 levou à perda do sentido de disciplina e rigor das contas públicas e privadas, devido à enxurrada de dinheiro vindo da Europa, tornando o acesso ao dinheiro fácil;

2-    Aproveitamento dos fundos europeus, em grande parte, para o enriquecimento fácil e individual, dos boys partidários, dos ali babás portugueses;

3-    Não criação de infra-estruturas produtivas, capazes de modernizar o país, implementar e conduzir, as reformas administrativas e sociais de fundo, de que tanto este país necessita;

4-    Desmantelamento da capacidade produtiva, principalmente da agricultura, pesca e industria, devido aos avultados subsídios vindos da União Europeia. Não conheço nenhum país rico e desenvolvido, que não tenha uma agricultura forte;

5-    Falta de qualidade na classe política, neste quarto de século, gente com as vistas muito curtas, políticas eleitoralistas, fracos zeladores da coisa pública, gastadores bacocos, falta de políticos com as vistas largas, capazes de rasgar horizontes e de puro-sangue luso.

 

Muitas mais explicações haverá com certeza, mas deixo para os leitores deste blog. Só nos conseguiremos levantar, erguer das cinzas, se reencontramos colectivamente o espírito combativo, o querer, a determinação, a disciplina, o rigor e a visão dos portugueses, de há quinhentos anos, que colocaram Portugal no Top das mais poderosas Nações do Mundo.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 16:29
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07
Nov 10

 

Portugal está a braços com potenciais problemas de insolvência, de elevada probabilidade de se verificarem num curto espaço de tempo.

 

A visita do Presidente, Hu Jintao a Portugal, segundo os principais analistas, foi um sucesso e pode recolocar o nosso país perante os mercados financeiros, ou seja, o facto de a China ameaçar comprar a nossa dívida pública, pode resfriar a ganância dos abutres económicos.

 

Vivemos na era da globalização, em que as fronteiras políticas, culturais, económicas e sociais se diluíram, mas custa-me ver o meu país vergar-se, ajoelhara-se, subjugar-se, bem sei, perante a segunda maior economia mundial. Reconheço que os acordos, agora assinados, podem resultar numa lufada de esperança no curto prazo, mas no médio e longo prazo, nada mais representam que a completa ruína do nosso mercado interno.

 

O nosso país continua a preferir às soluções do curto prazo, isto é, empurrar os problemas estruturais com a barriga para a frente, sem que sejam resolvidos. Ninguém fala em reformular o sistema político e eleitoral, o sistema de ensino, o sistema judicial, o sistema administrativo público e o sistema financeiro.

 

Nos últimos 30 anos, muitas mudanças aconteceram, do isolamento, passamos para a CEE, depois surge a globalização e, internamente nada mudou, chegou a hora de reinventar novos modelos de reestruturar a nossa sociedade. Quanto mais adiarmos estas inevitáveis reformas mais caminha-mos para um modelo de Estado falhado.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 15:03
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música: Vento litoral

01
Nov 10

 

Hoje foi um dia em que os mercados financeiros confirmaram a minha tese. No sábado o governo e o principal partido da oposição firmaram um acordo, para aprovação do orçamento de 2011 na Assembleia da República. Todos os interlocutores, governantes, principais figuras da oposição e comentadores televisivos da especialidade, foram unânimes em dizer que agora havia condições para os mercados financeiros acalmarem e Portugal passar a ter credibilidade perante o exterior.

 

Passou um dia e a taxa de juro da dívida pública ultrapassou a barreira dos seis pontos percentuais. Então devo dizer que a especulação financeira continua, ela não quer saber dos acordos que os governos estabelecem, nem do que a oposição declara, ainda muito menos dos comentários dos reputadíssimos economistas, mas simplesmente quer aproveitar-se das debilidades estruturais e económicas do nosso país.

 

O mercado financeiro, essa coisa que toda a gente fala, mas ninguém sabe quem é; essa coisa que todos precisam respeitar, mas não sabem como fazê-lo; essa coisa de que todos dependem, mas ninguém sabe como. É esse ilustre desconhecido que vai dominando as agendas governamentais, principalmente dos países da união europeia.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 22:13
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26
Out 10

Hoje Portugal aparece como um dos países mais corruptos da Europa. Que razões haverá para que à corrupção tenha aumentado em Portugal?

 

Em minha opinião, o primeiro factor prende-se com o legislador, ou seja, as leis são herméticas e ninguém as entende, são feitas sem o conhecimento da realidade, simplesmente suportadas pela verborreia do legislador.

 

Por outro lado, a justiça é demorada devido ao grande volume de produção legislativa e às constantes alterações, que acontecem no panorama jurídico nacional.

 

Mas, hoje estamos perante um tsunami financeiro, as nossas vidas pessoais estão absolutamente fora do nosso controlo e as nossas expectativas completamente defraudadas.

 

O nosso país é um bom exemplo de deixar para depois o que não nos afecta hoje, mas esse tempo acabou, teremos de acordar, de fazer qualquer coisa, pois caso contrário as nossas vidas serão consumidas por esta armadilha, em que os europeus estão a cair incrédulos.

 

Estamos a viver tempos em que todas as nossas expectativas estão a ser abruptamente despedaçadas e, o pior é que sem qualquer reacção da nossa parte.

 

Mais uma vez digo e reafirmo, está na hora de arrepiarmos caminho urgentemente!

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 22:27
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06
Out 10

 

 

A 100 anos (Hilferding, 1910) dizia que o “capital financeiro é o capital que se encontra à disposição dos bancos e que os industriais utilizam".

 

O crescimento do sistema financeiro é uma das principais consequências da globalização.

 

Por outro lado, a acumulação de capital financeiro tem-se mostrado cada vez mais forte, sem que, os governantes dos principais países nada consigam fazer.

 

Todos somos testemunhas, de como o sistema financeiro através da especulação conseguiu fabricar uma crise, aproveitando a desregulamentação dos mercados financeiros, devido à inércia dos governantes mundiais.

 

Um dos principais elementos definidores, do sistema financeiro contemporâneo é o papel central dos EUA e o predomínio do capital financeiro na economia e políticas mundiais.

 

Posto isto, será que as mais altas instâncias europeias estão infiltradas pelos serviços secretos norte americanos? Será que toda está gente está a viver numa outra dimensão? Como é possível, ouvir ilustres políticos, todos os dias, anunciarem mais medidas de austeridade, para conseguir a confiança de quem nos colocou em crise e nos mantém refém dela, ou seja, o sistema financeiro, os mercados financeiros.

 

Será que ninguém consegue vislumbrar, entre os iluminados das nossas praças, de que a fragmentação da zona euro é um dos objectivos imediatos de quem controla o sistema financeiro. O Dólar não pode deixar de ser a moeda dominante, em todos os mercados financeiros. O euro começou a ameaçar essa realidade.

 

O reforço mútuo, entre o predomínio do capital financeiro e o poder americano mostra-se cada vez mais como uma realidade, do presente e do futuro.

 

Já escrevi que esta crise foi fabricada, foi montada e, os sinais começam a estar bem à vista. É verdade, Portugal é um país falhado economicamente, mas isso não é de agora, já lá vai muito tempo. Acho que chegou o tempo de todos os ilustres economistas, políticos, fiscalistas, entre outros, deixarem os comentários fáceis nos media e passem a dar o corpo ao manifesto, isto é, arregacem as mangas!

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 21:28
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01
Out 10

Este ano as vindimas no Douro foram recheadas de animação e os mostos prometem excelentes néctares para o próximo ano.

Vou partilhar aqui alguns momentos passados nas vindimas de 2010, na Quinta da Trigueira com mais de 100 anos de existência, que este ano produziu 12.500 litros de excelentes vinhos.

Esta videira é um bom exemplar da requintada casta Touriga Nacional, que este ano teve uma boa maturação e desenvolvimento quer em quantidade e qualidade.

 

Nesta foto quero prestar a minha mais sincera homenagem ao meu querido Pai de 86 anos, que aparece nesta foto em primeiro lugar, o principal responsável pela transmissão da cultura de produção de vinho do Porto e Douro.

 

A pisa a pé é muito importante na aromatização, textura e coloração do tradicional vinho do Douro, nesta Quinta este passo é muito rigoroso.

 

Eu e o meu Mano tirando os últimos líquidos desta produção. Trabalho de muita paciência e precisão.

 

O novo néctar vai ficar nestas cuvas de fermentação a repousar até Janeiro, altura em que vai estagiar em barris de Carvalho Francês, nesta mesma Adega.

 

Nestes barris está a evoluir a produção de vinho do Porto de 2010. A Quinta Trigueira prepara-se para dar mais uns belos momentos de prazer aos seus clientes de eleição.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 22:24

14
Set 10

 

Hoje li uma história deliciosa, a qual quero aqui compartilhar, pois, é um retrato de definição muito pormenorizada, do país em que vivemos.

 

Então é assim para começar, existiam 4 funcionários públicos chamados Toda-a-Gente, Alguém, Qualquer-Um e Ninguém.

 

O Chefe dá um trabalho para fazer muito importante e Toda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria. Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez. Alguém se zangou porque era um trabalho para Toda-a-Gente. Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria. No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito.


Foi assim que apareceu o Deixa-Andar, um 5º funcionário para evitar todos estes problemas, ou seja, a melhor forma de resolver os problemas é não pensar neles. Este Deixa-Andar tornou-se numa instituição, a qual todos os portugueses aderem, como de uma religião se trata-se.

 

 

Todos juntos, com muita força, com coragem, determinação, empenho, espero que consigamos bater no fundo o mais rápido possível, para que os ratos fujam, pois só assim será possível erguer de novo esta Nação.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 19:30
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