Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

13
Jan 13

O mundo na última década sofreu grandes transformações e a uma velocidade que aumentará exponencialmente no futuro próximo. Identificar os riscos futuros, de forma a poder antecipá-los é cada vez mais difícil. O problema é que cada vez mais agimos de forma reativa depois dos problemas eclodirem. A grande instabilidade macroeconómica por que passamos é disso um bom exemplo, a par dos eventos climáticos extremos, a fome, os Estados falhados e os conflitos armados.

No curto e médio prazo continuaremos a assistir ao aumento das desigualdades, na distribuição da riqueza e das dívidas públicas insustentáveis, principalmente devido as políticas erróneas do passado e do presente, implementadas a nível nacional e internacional. O risco da disseminação do fracasso financeiro sistémico, em conjunto com os desequilíbrios fiscais crónicos poderá desencadear um stress, no sistema económico global.

Os episódios climáticos extremos serão cada vez mais frequentes, as emissões de gases com efeitos de estufa continuam a aumentar. O sistema ambiental está sob um stress crescente, onde o fornecimento de água potável, a par da escassez alimentar, do aumento das temperaturas globais, a que se junta a crise económica para que aconteça a tempestade perfeita, com consequências insuperáveis.

Apesar dos gigantescos progressos na área da saúde, a humanidade sempre esteve sob ameaça de doenças infeciosas, pandemias, mutação de vírus altamente mortíferos, que estão sempre à frente da investigação científica. A crescente resistência aos antibióticos poderá levar ao desastre em termos de doenças bacteriológicas.

A era digital representa também, um risco para a humanidade, que poderá passar por uma desinformação massiva com riscos tecnológicos e geopolíticos que podem passar pelo terrorismo, disseminação de armas de destruição massiva, ciberataques, até à desgovernação global. A internet coloca online um terço da população mundial e um conteúdo ofensivo ou mal interpretado poderá despoletar crises impensáveis. A humanidade evoluirá de forma radicalmente incerta e dentro de uma complexidade crescente.

publicado por franciscofonseca às 10:49
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12
Fev 12

A ameaça terrorista continua a pairar sobre a Europa, assim como as violações dos direitos humanos para a combater, à semelhança do que acontece nos Estados Unidos, como já referi neste blog. Mas a verdade é que os ataques do 11 de Setembro, seguidos pelos que atingiram Madrid e Londres, obrigaram a respostas políticas na Europa, que causaram perturbações duradouras na defesa dos direitos humanos.

Os governos europeus têm demonstrado na última década, por diversas vezes, uma vontade de relegar para segundo plano a proibição global e absoluta de atos de tortura, expondo os suspeitos de terrorismo a violentos abusos e a detenções ilegais, utilizando os frutos dessa tortura, no interior das suas fronteiras e negando-lhes quaisquer tipos de direitos.

Em muitos casos, os governos europeus quiseram construir um novo paradigma, no qual os direitos humanos, nestes casos, teriam de passar para plano secundário. Sem qualquer dúvida, que as preocupações públicas contra o terrorismo continuam atuais e prementes, mas na maioria dos casos foram suplantadas por outras mais atuais como o desemprego generalizado e a degradação do tecido social europeu e, na verdade estas ideias envenenadas enraizaram-se.

O combate ao terrorismo na Europa teve três frentes. Na primeira foi decretado que os suspeitos de terrorismo merecem ter menos direitos do que os demais; a segunda é a de que a Europa não pode ter segurança e direitos humanos ao mesmo tempo; e, por último, o fato de as minorias suspeitas de terrorismo serem sacrificadas em termos de direitos humanos, em prol das maiorias.

A insegurança e o medo levaram a maioria dos europeus a aceitar estes argumentos. Não deixaram fugir a hipótese de transacionar esses direitos pelo sentimento de segurança e alívio do medo. Mas as pessoas aceitaram comportaram-se dessa forma, porque os direitos que ficaram em risco não são, ou pelo menos não parecem, ser os seus. Penso que é chegada a altura de olhar sem pânico para o fenómeno do terrorismo e reajustar as políticas de combate.

publicado por franciscofonseca às 12:00

28
Mar 11

Decorria o ano de 1969, quando Kadhafi, jovem, carismático militar, formado nas academias militares do Reino Unido e da Grécia, comandou um súbito golpe, para derrubar a monarquia pro-ocidental liderada pelo rei Idris. Logo se promoveu de capitão a coronel, após o golpe. Passou a ser considerado herói revolucionário, depois terrorista internacional, mais recentemente, aliado estratégico do ocidente e agora perseguido pelos seus aliados.

Nos anos 70 escreve o livro “Green Book”, nele desenvolve uma nova filosofia política, que pretendia ser uma teoria universal, onde defendia uma revolução política, económica e social em todos os povos oprimidos. Muito recentemente, autoproclamou-se como um líder internacional, o rei dos reis de África.

O atentado bombista ao voo 103, que se despenhou em Lockerbie, onde morreram 270 pessoas, revelou-se um acto de terrorismo internacional. Kadhafi recusou-se inicialmente entregar os dois suspeitos líbios à jurisdição escocesa. Durante o longo período de negociações, a Líbia sofreu várias sanções, impostas pela ONU.

Em 1999, as sanções foram levantadas e Kadhafi volta ao palco internacional. Vários líderes mundiais visitaram o líder líbio, na sua famosa e luxuosa tenda, que o acompanhou nas viagens para a Europa e EUA. Mas a sua excentricidade foi vista em 2010, na Assembleia Geral da Nações Unidas, quando tinha apenas 10 minutos para o discurso de abertura, mas demorou 1H15.

Quando os ventos de revolta e mudança começaram a soprar no mundo árabe, primeiro na Tunísia e depois no Egipto, a Líbia não estava nas cogitações dos apostadores, como o próximo país a ser alvo da vaga de turbulência. O grande equívoco de Kadhafi teve a ver com a distribuição de riqueza, a sua família arrecadou a maior parte das receitas do petróleo, as que distribuiu foi com espírito de comprar lealdade, sem promover maior igualdade entre o povo líbio.

É inevitável que o coronel vai lutar até ao fim, nada no seu passado sugere que fosse diferente. Já diz o velho ditado, na vida ou somos pombos ou estátua, temos de aproveitar o tempo enquanto somos pombos. Agora o coronel virou estátua e, os que o acolheram nas visitas extravagantes a Nova Iorque, as principais capitais europeias e ao mundo árabe, estão agora a tentar pousar na estátua do coronel.

publicado por franciscofonseca às 16:31
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28
Dez 10

 

Fuad Mohamed Khalaf, cidadão sueco de origem somali, dirigente do grupo islâmico Al Shabad, segundo algumas fontes, o terceiro no comando do grupo, ligado à Al Qaeda, exigiu dia 27 de Dezembro, que Barak Obama se converta ao islamismo, pois caso o presidente dos Estados Unidos não o faça, os EUA irão sofrer atentados, segundo o próprio anunciou através da Al Shabad Radio, em Mogadíscio, capital da Somália. O pedido foi extensível a todos os dirigentes americanos para que fizessem o mesmo.

Confrontos entre rebeldes da Al Shabab e forças do governo no norte da capital da Somália matam diariamente civis. É um confronto interminável entre forças do governo e a Al Shabaab no norte de Mogadíscio. Os opositores controlam grande parte da capital, mas não conseguiram até agora depor o presidente Sheikh Sharif Ahmed e derrubar o governo transitório que vigora na Somália, com o apoio da comunidade internacional.

O grupo Al Shabad tem o apoio de centenas de combatentes estrangeiros da Al Qeada e tenta implementar um regime radical islâmico Wahhabista, que tem as suas raízes, no movimento religioso de muçulmanos que teve a sua criação na Arábia central em meados do século XVIII.

A Somália é nitidamente um estado falhado, sem governo efectivo desde 1991, quando o ditador Mohammed Siad Barre foi destituído, o seu território dominado por grupos terroristas, por grupos de criminalidade organizada, principalmente dedicada aos grandes tráficos, pelos senhores da guerra tribal, transformando-se numa zona cinzenta de grande instabilidade, sem qualquer controlo, causando  insegurança nesta área do globo.                                            

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 17:24
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18
Nov 10

Cimeira da NATO/OTAN 

Sala principal da Cimeira da NATO em Lisboa

 

Portugal nunca organizou um evento de tanta complexidade em termos de segurança. É sem dúvida um grande desafio para as forças e serviços de segurança.

 

Nestes próximos dois dias vão decorrer, a par da cimeira da NATO, a cimeira NATO/Rússia e Estados Unidos/União Europeia.

 

Do novo conceito estratégico, que vier a ser aprovado, muito vai depender o futuro desta organização atlântica. A situação do Afeganistão também vai passar por Lisboa, pois a passagem da responsabilidade, do controlo dos talibãs, para os afegãos vai ser concertado estrategicamente.

 

As ameaças e os riscos são reais, sendo necessário o levantamento de todas a vulnerabilidades, em termos de terrorismo, violência urbana e criminalidade altamente organizada.

 

Espero que nenhuma janela de oportunidade tenha ficado aberta, pois caso contrário o pior pode mesmo acontecer, faço votos para que tudo decorra dentro da normalidade.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 20:02
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02
Nov 10

 

A ameaça terrorista volta a pairar sobre o continente europeu. Várias operações antiterroristas foram levadas a cabo em França, Inglaterra, Alemanha e hoje na Grécia.

 

Sim, acredito firmemente que há uma ameaça terrorista na Europa. Na minha opinião esta ameaça não deve ser superestimada ou subestimada e principalmente no caso português, pois tem a responsabilidade de organizar a próxima cimeira da NATO, sem dúvida, um acontecimento de grande mediatismo mundial, que vai colocar Portugal sob o olhar atendo, dos principais grupos terroristas mundiais. Todos eles vão avaliar as vulnerabilidades do sistema de segurança português.

 

Espero bem, que não existam grandes vulnerabilidades, caso contrário podemos assistir a uma estocada arrepiante, nos princípios civilizacionais que a maioria dos países, que vão estar reunidos apregoam e defendem.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 20:09
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27
Jun 09

 

 

Muito se tem publicado sobre as intenções da Coreia do Norte, mas quase nunca acertando, sobre as possíveis evoluções da postura internacional. Quando todos esperavam que aproveitasse a disponibilidade da administração Obama para dialogar foi tomar precisamente o caminho contrário.

 

É necessário ao mundo perceber a lógica da insistência no desenvolvimento de um arsenal nuclear à custa de manter a população a passar fome, sob uma implacável ditadura e em regime de total isolamento com o exterior.

 

A grave crise em que o Irão está mergulhado, pela contestação popular das eleições presidenciais que, de modo inesperado, deram uma vitória esmagadora ao Presidente Ahmadinejad, está relacionada com uma estrutura política de Estado única no mundo. O Irão tem um sistema híbrido que combina a liderança religiosa islâmica com a liderança resultante de um processo democrático, mas garantindo que a componente religiosa prevalece, em qualquer circunstância, sobre a republicana.

 

O Irão tem um papel fundamental a desempenhar na situação do Afeganistão, e de estabilização de toda a zona do médio oriente.

 

África, que nas últimas décadas tem sido devastada por guerras civis, que colocam o continente africano numa situação humanitária extremamente difícil, necessita urgentemente de medidas estruturais na agricultura, no desenvolvimento social e na saúde. África Central talvez seja a parte do território onde a situação seja mais grave actualmente.

 

De outro lado a Europa em que Portugal está inserido não está exposta a qualquer ameaça credível de forças convencionais mas não está livre de quatro grandes tipos de riscos que, mesmo distantes, podem afectar a estabilidade de que necessita para ter progresso social e económico, e para cuja solução pode ser necessário o envolvimento directo dos europeus.

 

São os riscos da instabilidade e caos provenientes de áreas de insegurança crónica, onde persistem vulnerabilidades económicas, demográficas, ambientais e graves desigualdades sociais; são os riscos provenientes de zonas de conflito que continuam por resolver; são os riscos de estados falhados cujos governos não conseguem controlar a totalidade do território, proteger as minorias e manter a lei e a ordem e, finalmente, é o risco do terrorismo transnacional levado a cabo por actores não estatais.

 

Mais alguns casos de instabilidade poderia referir, mas estes afiguram-se-me como os principais, num mundo cada vez com mais contrastes sociais e civilizacionais, mas que todos nós acreditamos que se trata de um mundo desenvolvido! Eu não embarco nessa caravela do desenvolvimento.

 

Francisco Fonseca

 

publicado por franciscofonseca às 17:00
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19
Abr 09

Durante os últimos três séculos, os estados entravam em conflito de acordo com princípios e métodos baseados em estratégias de guerra clássica, suportadas pelo conceito de compromisso hostil entre dois estados soberanos vistos como únicas entidades. Esta definição está agora obsoleta.

O dealbar deste terceiro milénio continua cheio de incertezas. Num mundo hoje marcado pela volatilidade identitária, as zonas de interesse estratégico fundamentais alteraram-se, e passaram a ser aquelas que são capazes de exportar a sua própria instabilidade.

A actual conjuntura internacional, onde o papel do Estado soberano está em crise, também se caracteriza pela flexibilização do conceito de fronteira e pela aceitação de situações de cidadanias múltiplas e de governança partilhada.

A superioridade tecnológica dos meios militares ocidentais, e principalmente americanos, induz qualquer adversário a refugiar-se em respostas assimétricas, socorrendo-se de métodos tradicionais, por vezes rudimentares, à mistura com meios de alta tecnologia disponíveis no mercado civil.

São inúmeros os exemplos, da operação Restore Hope na Somália, das operações da KFOR no Kosovo e mais recentemente as operações Enduring Freedoom, no Afeganistão e Operation Iraqi Freedoom, no Iraque.

Esta forma de enfrentar o poder convencional, está cada vez mais a expandir-se, pois o destaque dado pela imprensa internacional e a incapacidade de uma resposta adequada potenciam o aparecimento deste modus operandi.

Francisco Fonseca

 

publicado por franciscofonseca às 21:25
sinto-me:
música: Moby

26
Mar 09

 

 O Oceano Pacífico é o maior e o mais fundo oceano do mundo. O Português Fernão de Magalhães teve a honra de ser o primeiro europeu a ver este oceano, e deu-lhe o nome Mare Pacificum - conhecido agora por todo o mundo como oceano Pacífico.

 

Nestes tempos, Portugal tem a honra de estar 7.º lugar dos mais pacíficos do mundo.

Portugal tem sorte de não ter terrorismo de que se fale e de ter das melhores relações com o mundo.

                                                                                                                    

 A propósito, a aliança mais duradoura que existe no mundo é a de Portugal e de Inglaterra que já tem mais de 600 anos. Este era o quarto da Rainha.

 

  Este era o quarto de sua majestade, já na altura tinha muito bom gosto.

 

 

Esta era a sala dos banquetes, com que a corte Portuguesa brindava os seus convidados.

Hoje em dia, é utilizada pelos nossos dirigentes máximos, para dar grandes recepções, fazendo lembrar os banquetes de antigamente.

Temos de pensar em grande!

 

Francisco Fonseca

 

 

publicado por franciscofonseca às 20:57

22
Dez 08

Actualmente, um objectivo primordial do terrorismo, será a aniquilação dos valores da democracia, de acordo com a teoria da jihad global, desenvolvida pelo seu teórico mais fanático e um dos mais respeitados e venerados do islamismo radical, Sayyid Quttub, considerado o verdadeiro pai do violento jihadismo internacional.

Ao seu ódio desenfreado contra os governos filosocialistas e ímpios, juntava uma aversão sem limites contra os Estados Unidos, país onde viveu entre 1948 e 1950 e aprendeu a odiar o Ocidente.

Quttub considerava os Estados Unidos a mais perfeita encarnação do mal, pelo seu sentimento de igualdade, democracia, tolerância religiosa e, sobretudo, a permissividade, que para ele constituía a armadilha mais perigosa para um bom muçulmano.

As causas que motivam os actos terroristas podem ser multifacetadas: expulsão de estrangeiros, mudanças políticas, acção de retaliação e vingança, projecção local ou global, construção de uma imagem de poder, preservação do território, motivos religiosos, entre outras.

Sem dúvida que os princípios da sociedade democrática, quando efectivamente estruturados, apresentam poucas probabilidades de sofrer abalos com a acção terrorista; contudo, as jovens democracias estão sujeitas a retrocessos.

Os ataques aos países muçulmanos que começaram o processo de democratização, como a Turquia e a Indonésia, demonstram a incompatibilidade entre grupos radicais que recorrem a acções terroristas e, o regime de liberdade e respeito pelos direitos humanos.

publicado por franciscofonseca às 13:40
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